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Associações
de geradores lineares Prof.
Luiz Ferraz Netto Comentando
associações série e paralelo
Na prática, a quase totalidade de equipamentos elétricos e eletrônicos, ditos 'portáteis', utilizam como fonte de alimentação diversas pilhas associadas em série. As próprias 'quadradinhas', as baterias de 9 V, são meras associações de 6 pilhas de 1,5 V ligadas em série. Aliás, na emergência de se necessitar de pilhas 'palito', um recurso é abrir tal 'quadradinha' e retirar seus componentes internos.
Falando
francamente, nunca vi no mercado nenhum brinquedo ou equipamento elétrico
portátil que utilizasse de pilhas associadas em paralelo! O uso prático
de tais associações, no quotidiano, se prende ao uso didático
(pilhas grandes ligadas em paralelo para alimentar,
momentaneamente, algum experimento que demande elevada intensidade
de corrente), e ao da 'chupeta' (colocar uma bateria boa, em
paralelo com a bateria fraca, momentaneamente, para dar a partida
no automóvel). Exemplo 3 - Para mostrar o "efeito" acima, propomos resolver uma questão, onde os geradores G1 = (10V, 2W) e G2 = (8V, 4W), associados em paralelo, alimentam o resistor ôhmico de resistência R = 10 W. Analisar o circuito com a chave (CH) fechada e aberta.
Pela
eq._15, da Parte 2, calculamos: eeq.=(10x4+8x2)/(2+4)=~
9,3 V e req.=2x4/(2+4)=~1,3 W
. O gerador G1=(10V,2W) está realmente trabalhando como gerador, alimentando tanto o G2 (que está trabalhando como receptor) como o R externo. Cerca de 0,82 A para R e cerca de 0,06 A para G2 (os cálculos acima foram aproximados). A corrente indicada por i2 na ilustração acima tem, realmente, sentido inverso daquele representado. A associação não é vantajosa! Se apenas G1 alimentasse R, a corrente teria intensidade i = 10/(2+10) = 0,83 A; se apenas G2 alimentasse R, a corrente teria intensidade i = 8/(4+10) = 0,57 A. Os dois juntos, em paralelo, não alimentarão R com i = 0,83 + 0,57 = 1,4 A ! Com a chave aberta, a corrente entre G1 e G2 é única e calculada por i = (e1-e2)/(r1+r2) = (10-8)/(2+4) = 0,33 A. Exemplo 4 - Temos 10 elementos de pilha, cada um com f.e.m. 2 V e resistência interna de 0,3 ohms. A corrente deste grupo irá alimentar um resistor de resistência 0,005 ohms. Determinar a intensidade de corrente através desse resistor nas hipóteses de elementos associados em série e em paralelo. Que associação é mais conveniente? Solução Série:
i = n.e/(n.r+R)
= 10x2/(10x0,3+0,005) =~6,65 A Análise: Um só elemento alimentaria o resistor com corrente de intensidade i = e/(r+R) = 2/(0,3+0,005) = 6,6 A. Assim, a associação em série é desvantajosa (10 elementos estariam fazendo a mesma coisa que faz um só!) e a em paralelo é vantajosa (a intensidade de corrente aumenta cerca de 8,5 vezes). Associação
mista
Aqui
só trataremos desses tipos de associações para geradores iguais,
cada um identificado por (e,r).
Em qualquer das duas associações acima ilustradas, se i é a intensidade de corrente no circuito externo (representado por R), a intensidade de corrente em cada gerador é i' = i/m. A d.d.p. disponível para o circuito externo se equaciona: Uab = n(e - r.i') = n.e - n.r.i/m = n.e - (nr/m).i ou, simplesmente, Uab = R.i. Caso
mais vantajoso
Bem, isso não é grande novidade, pois a 'lei' acima continuará válida trocando-se a palavra mista por série ou por paralelo. É conhecida por 'lei do casamento perfeito' ou 'condição de potência máxima'. Circuito
gerador - receptor ou dois geradores lineares em oposição
Equacionando a d.d.p. entre a e b:
A f.c.e.m. (força contra-eletromotriz) gerada pelo motor (que só aparece quando o motor está com o eixo girando!), e que se opõe à d.d.p. nele aplicada, determinando o abaixamento da intensidade de corrente no circuito, pode ser evidenciada pela experiência seguinte: Uma bateria B (gerador) alimenta um circuito compreendendo uma lâmpada L e um pequeno motor M entre cujos bornes (terminais) está conectada a lâmpada L', como se ilustra:
Com a mão imobilizamos o eixo do motor (por isso sugerimos 'um pequeno motor'). Não havendo produção da f.c.e.m., o brilho da L é intenso, enquanto que L' diminui de brilho (ou se apaga). Deixando-se livre o eixo do motor, este gira, absorvendo parte da energia elétrica do gerador e, por sua vez, gera a f.c.e.m., diminuindo a intensidade de corrente no circuito geral; L diminui de brilho, enquanto L' brilha devido ao aumento de tensão entre os terminais do motor. Um amperômetro (A) poderá ser acrescido à série para mostrar, numericamente, as variações de intensidade de corrente no circuito. Para tal experimento didático, pode-se utilizar do circuito prático ilustrado acima (pilhas e motor), acrescentando-se duas lâmpadas de 1,5 V; uma (L) intercalada no fio vermelho que vai da pilha ao motor e outra (L') ligada em paralelo com o motor. O amperômetro é dispensável. ...
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