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Tubo
de Indução
(Lei de Faraday)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
Destacar o fenômeno da indução eletromagnética e a Lei de Faraday.
Material
tubo de PVC de diâmetro 1/2" e comprimento 1,5 m;
5 bobinas com núcleo de ar com 1000 espiras de fio de cobre esmaltado #28;
5 LEDs vermelho e 5 LEDs amarelos;
1 ímã cilíndrico de comprimento maior que 3 cm e diâmetro menor que 1/2"
Montagem
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O tubo de indução consiste num tubo de PVC de 1/2" de diâmetro e 1,5 m de comprimento, ao redor do qual são fixadas (coladas) 5 bobinas de fio isolado. Cada bobina tem cerca de 1000 espiras de fio de cobre esmaltado # 28 ou # 30. Ligado aos terminais de cada bobina temos 2 LEDs (diodo emissor de luz), um vermelho e outro amarelo, conectados como se ilustra acima (em paralelo e em oposição). Com esse tipo de ligação dos LEDs, apenas um deles acenderá para um dado sentido da corrente elétrica na bobina.
Funcionamento
Com o tubo na vertical (depois, para minimizar a velocidade de queda do ímã,
poderá ser colocado com certa inclinação) abandone o ímã pela extremidade
superior. Conforme o ímã cai, passando pelos interiores das bobinas, você
deverá observar as 'piscadas' dadas pelos LEDs vermelhos e amarelos de cada
bobina. Quanto melhor for o ímã, mais evidente será o fenômeno.
Resumo teórico
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Conforme o ímã desliza tubo abaixo seu campo magnético penetra na bobina, por cima, e sai por baixo. Para o professor, recomendamos que desenhe uma única espira fechada, na horizontal, e o ímã reto vertical em três posições: antes de entrar na espira; simétrico em relação à espira e depois de sair da espira --- como se ilustra ao lado ---; em cada caso examinar o comportamento da corrente induzida na espira, durante o movimento do ímã. Um gráfico dessa intensidade de corrente induzida, função da posição do ímã, será bastante ilustrativo. Nesse gráfico, destacar como o aumento da velocidade de queda do ímã afeta a f.e.m. induzida na espira. |
Durante
a aproximação ocorrerá uma variação do fluxo de indução concatenado com
a bobina, dando nascimento a uma d.d.p. induzida nos terminais dessa bobina,
com uma dada polaridade. Essa d.d.p. é aplicada ao circuito externo
representado pelos LEDs em paralelo e em oposição e fará circular uma
corrente elétrica induzida apenas naquele LED diretamente polarizado, o qual
acenderá.
Quando o centro do ímã estiver passando pelo centro da bobina o fluxo de
indução total é nulo e não haverá d.d.p. induzida.
Durante o afastamento do ímã ocorrerá nova variação de fluxo, agora em
sentido inverso, dando, portanto, nascimento a uma nova d.d.p. de polaridade
invertida em relação à anterior. Uma corrente de sentido oposto percorrerá
o circuito e apenas o outro LED (agora diretamente polarizado) acenderá.
A d.d.p. induzida na bobina (em circuito aberto) pela variação do fluxo no decorrer do tempo é dada pela Lei de Faraday da Indução:
e = - N(df/dt)
onde
e
é a força eletromotriz (d.d.p. induzida nas partes do enrolamento), N
é o número de espiras da bobina, df
é a variação do fluxo de indução e dt é o breve intervalo de
tempo no qual ocorre a variação df.
O fluxo útil aumenta conforme o ímã se aproxima da bobina e, após passar
pelo centro da bobina, diminui. A d.d.p. induzida nos terminais da bobina é
razoavelmente 'senoidal' e essa é a causa primeira do porque primeiro um LED
acende e depois o outro. Com um ímã suficientemente longo (recomendamos um
ímã cilíndrico de comprimento maior que 3 cm) a mudança de polaridade da
bobina é relativamente lenta e isso permite ao olho perceber facilmente que
os dois LEDs piscam em seqüência (se os ímãs forem pequenos os dois
'flashes' parecerão simultâneos).
Sabemos que durante a queda do ímã, sua velocidade aumenta e, então, o intervalo de tempo de passagem do ímã pelo interior de uma bobina diminuirá. Quanto menor for esse intervalo de tempo maior será o fluxo de indução, a d.d.p. induzida e, conseqüentemente, a intensidade de corrente em cada LED. Os brilhos dos LEDs (potência) nas bobinas mais baixas serão mais intensos.
Variante
do experimento
A ficha a seguir descreve uma variante simples para a constatação das
correntes parasitas:

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