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Atividades com Ímãs Prof.
Luiz Ferraz Netto [Léo] Há muito tempo, quando se descobriu que um objeto imantado sempre se colocava na direção norte-sul compreendeu-se o valor desta descoberta para as viagens por mares desconhecidos Descobriram-se vários meios de armar uma agulha imantada, de modo que a mesma girasse livremente e se mantivesse com as pontas indicando o norte, sem importar que direção tomasse o viajante. A seguinte atividade ensinará a você como fazer e armar diversos tipos de agulhas, sendo que todas elas funcionarão muito bem. Elas servirão a vários fins úteis nas atividades seguintes, proporcionando-lhe ao mesmo tempo satisfação e divertimento em construí-las. Processo 1 — Arranje três pedaços de madeira (sarrafos) com aproximadamente, as mesmas dimensões indicadas na figura 1; (20 x 5 x 1 ) cm. Arme-os, prendendo-os com cola de madeira e pregos, formando um suporte. Arranje uma agulha de cerzir, com cerca de 10cm de comprimento, e imante-a (usando da técnica de esfregar nos pólos de um ímã permanente). Corte um pedaço de cartolina de 4 cm por 12 cm, dando-lhe a forma de uma flecha e enfie a agulha imantada na cartolina, do modo indicado na figura 1. Pendure-a à barra horizontal do suporte com uma linha bem fina. Se a flecha não apontar para o norte, re-imante a agulha ao contrário, ou inverta sua posição na seta.
Processo 2 — Arranje um frasco de vidro (500 ml a 1 litro de capacidade -- tipo maionese ou Gatorade) e uma tampa de metal um pouco menor que a boca do vidro, de modo a deixar apenas urna folga suficiente para esta se mover sem causar fricção. Faça dois furinhos na parte lateral da tampa, diametralmente opostos, bem junto à borda. Enfie uma agulha de tricô de aço, imantada, nos furos. Encha d’água o frasco e ponha a tampa com a agulha para flutuar na água (figura 2). O frasco deve estar completamente cheio de água para que a agulha possa ficar acima das bordas do mesmo. Se a tampa se inclinar para a frente, ou- para trás, você pode corrigir este defeito, empurrando um pouco a agulha para o lado mais leve. Se a tampa se inclinar para os lados, restabeleça o equilíbrio, pingando parafina derretida ou cera de uma vela sobre o lado mais leve. Processo 3 Arranje uma mola leve de relógio com 12 cm de comprimento e uma rolha chata (ou disco de isopor) com cerca de 5cm de diâmetro. Passe uma faca afiada ou lâmina de barbear de um lado a outro da rolha, seguindo um diâmetro e fazendo um corte com a profundidade de cerca de 5mm. Imante a mola de relógio e introduza-a no corte. Ponha a rolha para flutuar num prato com água (figura 3). Ela se orientará, imediatamente, na direção norte-sul. Processo 4 — Este processo é, na verdade, o mesmo usado na Atividade 2 (figura 4). Imante uma agulha de tricô de aço e prenda-a à rolha da plataforma giratória, bem no centro, com percevejos ou grampos. Isto feito, enfie o tubo de ensaio sobre o prego grande (arame) e você tem uma ótima bússola. Se ela estiver um pouco inclinada, empurre a agulha através dos grampos, até que o tubo de ensaio se mantenha verticalmente, sem tocar no arame de suspensão pela parte lateral. Todas as agulhas de sua bússola apontam o norte? Para testá-las, você deve mantê-las afastadas uma das outras cerca de 1 m (um metro) e longe de qualquer ímã. Por quê? Você
agora precisa aprender a identificar os pólos de seus ímãs. A
ponta de uma agulha magnética que aponta para o norte (geográfico) é chamada pólo
norte (pólo que busca o norte) e deve ser marcada com N.
A ponta que se dirige para o sul é chamada pólo
sul (pólo que busca o sul) e deve
ser indicada com S. Este é um
modo simples de denominar os pólos dos ímãs que você fizer.
A bússola serve de referência para identificação dos pólos dos ímãs de
polaridades desconhecidas. De agora em diante, sempre que você tiver a oportunidade de imantar objetos, identifique seus pólos (usando a bússola) e marque-os com as letras “N” e “S”.
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