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Atividades com Eletroímãs
(Série B - ATIVIDADE 12 - Por que é preciso uma corrente
elétrica para fazer um eletroímã?)
Prof. Luiz Ferraz Netto
[Léo]
leobarretos@uol.com.br
As três Atividades
precedentes devem ter tornado claro que a corrente
elétrica é uma parte essencial de um eletroímã. Na
Atividade 6, ao estudar os
ímãs simples, você observou como seus objetos imantados
eram cercados por um campo magnético invisível e como
esse campo fazia com que a limalha de ferro e a agulha
da bússola se colocassem em certas posições definidas.
Seria interessante verificarmos, agora, se os eletroímãs
se comportam da mesma maneira que os ímãs permanentes.
Primeira Parte - Coloque uma folha de papelão
sobre um dos eletroímãs que você fez na Atividade 10.
Ligue-o à pilha e espalhe regularmente limalha de ferro
sobre ele (figura 1). Você obteve um desenho semelhante
ao da figura 2?
Você deve estar lembrado que com as atividades
anteriores, você aprendeu a chamar a esta região de
campo magnético. Agora repita o trabalho, enquanto a
pilha está desligada. Isto é, derrame limalha de ferro
sobre o papelão (que está sobre a bobina), sem corrente
elétrica. Existe, agora, um campo magnético? Encoste
repetidamente o fio no pólo da pilha que fecha o
circuito. Você nota que a limalha se ergue cada vez que
passa a corrente e torna a cair quando esta cessa?
Nesta Atividade você,
talvez, possa notar um ligeiro grau de magnetismo no
parafuso de ferro ou núcleo, mesmo depois que o circuito
tenha sido interrompido, Se isto acontecer no seu caso,
como pode você explicá-lo?
Experimente também seu
eletroímã em forma de ferradura. Deve estar claro,
agora, que os eletroímãs estão cercados pelo mesmo tipo
de campo invisível que cerca os ímãs comuns. Você notou,
entretanto, uma diferença essencial, isto é, que este
campo está sempre presente em torno do imã comum de aço
duro, enquanto que no caso do eletroímã ela apenas está
presente enquanto a corrente está passando através do
fio.
Segunda Parte - Talvez esta pergunta já tenha
surgido em sua mente: --- o magnetismo está no núcleo de
ferro ou no fio? Um meio óbvio de descobri-lo seria
preparar um rolo de fio, ou seja, uma bobina, e testá-la
sem um núcleo de ferro e verificar se ela produz campo
magnético, quando se passa uma corrente elétrica através
da mesma. A bobina pode ser preparada enrolando-se umas
50 voltas de fio de cobre esmaltado #24 em torno de um
prego grande ou uma pequena haste de ferro, com mais ou
menos 1/4” (6 mm) de diâmetro. Se você cobrir o prego
com uma tira de cartolina, antes de começar o
enrolamento, isso irá facilitar a retirada do prego de
dentro da bobina.
Isto feito, retire cuidadosamente o prego ou haste de
ferro e ligue a bobina na pilha (figura 3). Teste com a
limalha de ferro da maneira habitual. Ela se cerca de um
campo magnético? Parece-lhe que as linhas de força do
espectro (nome dado à visualização do campo magnético
através da limalha) se apresentam estreitas e dispersas
por um espaço maior? Agora reponha a haste de ferro
dentro da bobina (figura 4). Ligue-a à pilha e teste-a
com limalha de ferro. O espectro magnético é fino e
disperso como era sem o núcleo de ferro? Substitua a
haste de ferro por um lápis ou bastão de madeira. Que
resultado você obtém?
Você poderia concluir, por
esta experimentação, que o magnetismo está, realmente,
associado ao fio, quando a corrente elétrica passa
através dele? Suas observações poderão garantir também a
conclusão de que o núcleo de ferro, quando colocado no
centro, simplesmente reúne as linhas de força,
tornando-se fortemente imantado; de maneira semelhante
àquela com que seu canivete se torna imantado, quando
você o coloca perto de um imã comum.
13.
Como fazer um
eletroímã capaz de levantar uma pessoa?
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