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Atividades
em Comunicações Prof.
Luiz Ferraz Netto [Léo] Em nosso estudo de como nos comunicamos por meio da 'eletricidade', já consideramos o telégrafo, as cigarras e as campainhas. Todas estas foram invenções maravilhosas, em sua época, mas o grande dia de triunfo chegou quando se tornou possível levar a própria voz a uma grande distância, por meio dos fenômenos elétricos. Você compreenderá como foi difícil resolver este problema e como foi, afinal, resolvido, se você ler a história de Alexandre Graham Bell, inventor do telefone. O telefone, como muitas outras das grandes invenções, sem os quais não podemos passar, já foi considerado uma coisa impossível e aqueles que passaram seu tempo fazendo experimentações com o mesmo, eram considerados como visionários loucos. No entanto, o sucesso veio finalmente e, em pouco mais de 50 anos, depois de as palavras de Bell serem ouvidas através de seu primeiro instrumento rudimentar, tornou-se possível transmitir a voz através dos fios, a grande velocidade para todas as partes da terra. Mais tarde veremos, também, que até os fios eles conseguiram dispensar. Problemas que, antes de serem resolvidos, parecem difíceis e mesmo impossíveis, usualmente mostram ser extremamente simples depois que são compreendidos. Isto é especialmente verdadeiro, em se tratando do telefone. Você ficará surpreso ao saber que você pode reunir duas lâminas de barbear, um pedaço de lápis e uma caixa de charutos de modo a obter um telefone que transmitirá muito bem a sua voz (figura 1).
Faça com a ponta de um canivete, dois sulcos paralelos sobre a superfície de uma caixa de charutos, com a distância de 4cm entre si. Enfie em cada sulco um lado de uma lâmina de barbear (figura 2). As lâminas deverão ficar firmemente presas ao lugar. Se os sulcos não as mantiverem firmes, prenda-as com um pouco de cola tipo 'Superbonder'. Prenda um fio em cada lâmina para poder fazer a ligação posteriormente. Agora faça ponta nas duas extremidades de um lápis (figura 2) e coloque-o sobre a parte afiada das duas lâminas. Faça uma ponta bem grande no lápis para que a grafita, e não a madeira, entre em contato com as lâminas. Seu transmissor telefônico está pronto. Arranje um receptor telefônico (retire o do telefone de sua casa para uma experimentação rápida); esse que aparece na ilustração é dos bem antigos. Se você conhece alguém, que tenha algum amigo ou conhecido na companhia telefônica local, talvez esta pessoa possa conseguir-lhe um que já esteja fora de uso. Ligue as pilhas, como vem ilustrado no diagrama. Para testar suas ligações, ponha no ouvido o receptor e levante e abaixe o lápis. Movimente-o de um lado para outro e você ouvirá um barulho no receptor, algo semelhante à estática no rádio. Para
ajustar seu telefone de modo a perceber as vozes, ponha um relógio
mecânico (esses de 'dar corda') sobre a caixa e, enquanto escuta
pelo receptor, ajuste a posição do lápis até poder ouvir o
barulho do relógio duas ou três vezes mais forte. Quando for
encontrada uma posição sensível, retire o relógio, fale
diretamente para a caixa, distintamente, e seu amigo, com o
receptor ao ouvido, deverá escutar o que você disser.
Naturalmente ele deve tapar o outro ouvido, a não ser que a linha
seja suficientemente comprida. Ah! Ninguém ai tem um relógio mecânico?
Então, basta raspar a tampa da caixa com a unha! Você
realizou o feito espetacular ao conseguir que uma caixa de charutos
reproduza sua voz e a envie através de um fio. Tentemos descobrir
como isto funciona.
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