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Usina
Hidrelétrica
(Modelo Didático
de Alternador)
Prof. Luiz Ferraz
Netto
leobarretos@uol.com.br
Apresentação
Uma turbina ou roda d'água de plástico é ligada por um eixo a um
ímã permanente, ambos capazes de girar solidariamente, num plano
vertical.
O
ímã gira dentro de um núcleo de ferro em forma de U. Nesse
núcleo temos, na perna vertical, uma bobina de fio de cobre
esmaltado (450 espiras de fio 26 a 30) a qual, por sua vez, está ligada a
uma pequena lâmpada incandescente 'mignon' (1,5 V) ou, preferivelmente, a um LED. A
turbina é acionada pelo jato da água proveniente de uma torneira. A
'parte elétrica' está separada da 'parte hidráulica' por uma chapa
de lata ou alumínio (para evitar respingos - parte azul na ilustração
acima).
Ao girar o ímã observa-se o acendimento da lâmpada (ou do LED).
Equipamento semelhante a esse era
vendido, nos bons tempos, pela FUNBEC. O projeto acima caracteriza um
modelo didático de gerador de corrente alternada ou
"alternador".
Montagem
Toda montagem deve ser compatível com o material que o aluno/leitor
selecionar. Como a parte crítica da montagem proposta é o ímã
permanente, todas as demais partes deverão se ajustar a ele. Então,
o que posso fazer é dar um exemplo a partir de um determinado ímã
e o consulente ajustar o processo às medidas do ímã que tiver em mãos.
Assim, vamos partir do pressuposto de que tenhamos um bom ímã cilíndrico
de 10 cm de comprimento e 1 cm de diâmetro (pode ser também um ímã
de seção quadrada ou retangular). Nessas condições, o núcleo da
bobina deve ser feito de um vergalhão de ferro de construção de
pelo menos 37 cm de comprimento e diâmetro de 1 a 1,5 cm. Esse
vergalhão de ferro maciço deve ser curvado para ter a forma de U de
modo que a abertura das pernas do U fique com 11cm. Desse modo, o ímã
poderá girar entre as pernas desse U, bem próximo delas.
Descontando as dobras do ferro, as pernas do U ficarão com cerca de
12 cm.
Na perna central desse U é que enrolaremos as 450 voltas de fio de
cobre esmaltado #26 a #30. Até umas 500 voltas de fio #30 caberão tranqüilamente
nessa perna central do núcleo (bem arrumadinhas, espiras juntas, em
camadas).
Veja ao final do artigo o item "Erros
que devem ser evitados" e veja bem o modo como o
ímã deve girar entre as pernas do núcleo.
Há
certas modificações simplificadoras que podemos incluir nesse
projeto:
Variante
1- Trocar o conjunto do eletroímã e ímã do nosso projeto por um
'motor elétrico' tirado de um brinquedo que 'funcionava' com 1, 2 ou 3
pilhas comuns. Infelizmente poucos leitores percebem que tais pequenos
motores elétricos podem ser convertidos em geradores elétricos e, basta
para isso "girar o eixo" do 'motor'. Realmente, esses pequenos motores
elétricos que acionam uma infinidade de brinquedo, tocados á pilha, têm no
seu interior todas as partes necessárias ao nosso gerador elétrico. Têm 2, 3
ou mais bobinas móveis e dois fortes ímãs. Todos eles funcionam como
geradores elétricos ... basta fazermos girar seus eixos com rotações
adequadas.
Nesses motores, os ímãs formam o estator e as bobinas formam o
rotor. Girando-se o eixo (com boa rotação) ele gerará uma d.d.p.
alternada (tensão elétrica) do mesmo modo que aquele de nosso
projeto. Dentro de certos limites, quanto maior a rotação dada ao
eixo maior será a d.d.p. induzida. Essa rotação pode ser obtida
por meio de uma turbina ligada ao eixo do 'gerador' e acionada a água
ou ar. Geradores elétricos 'manuais' nada mais são que 'pequenos
motores elétricos' convertidos para geradores, cujo eixo é girado
rapidamente, mediante combinações adequadas de engrenagens de
fibra.
Eis uma sugestão para montagem e uma maquete ilustrativa:
Abaixo
mostramos esse pequeno motor elétrico e, na terceira figura, um
desses, dotado de grande hélice.
Variante
2- Trocar nosso conjunto por motores elétricos tirados de
automóveis. Os motores que acionam os limpadores do pára-brisa, que
levantam a antena, que movimentam os vidros, os das ventoinhas
internas etc., normalmente conseguidos como sucatas (pois as partes
que se danificam, em geral são apenas os contatos externos) são
excelentes para trabalharem como "geradores elétricos". São
motores para 12 VCC. Os demais comentários seguem a Variante 1.
Variante
3- Usar um "dínamo" de bicicleta. Vire a
bicicleta de ponta cabeça (apoiando guidão e selim no chão) e
encoste o 'dínamo' no pneu. Agora é só girar os pedais para
produzir energia elétrica! Boa ginástica!
Nota:
Os geradores mecânicos de corrente alternada são denominados alternadores
e os geradores mecânicos de corrente contínua são denominados dínamos.
A denominação "dínamo de bicicleta" é completamente errônea,
uma vez que tais dispositivos geram correntes alternadas; 'dínamos
de bicicletas' não são 'dínamos', são "alternadores".
Para constatar isso basta tentar "fazer funcionar um
radinho de pilha" usando diretamente desses tais "dínamos
de bicicletas".
Erros
que devem ser evitados
Pode acontecer do montador não tomar a devida atenção para com as
faces polares dos ímãs utilizados e, como conseqüência disso, o
gerador não irá funcionar. Eis uma ilustração para isso:
Bom
sucesso!
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