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Onda
Senoidal
(Parte 1)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Introdução
As formas geométricas das ondas, em particular a retangular e a
triangular, já nossas conhecidas de textos anteriores, foram
postas com o objetivo de ilustrar determinados princípios. Porém,
simples como possam parecer tais ondas, o emprego de qualquer uma
delas como norma, complicaria a matemática e a prática das
correntes alternadas. Todavia, essas ondas não são encontradas
comumente no dia-a-dia; nenhuma delas está de acordo com nossa idéia
corriqueira de onda, já que a temos em vista como uma curva contínua.
Porém, algumas curvas, ainda que contínuas como as queremos,
podem apresentar diferentes formas, pelo que foi necessário
escolher uma onda que obedeça a uma lei matemática. A norma que
se usa baseia-se em uma das funções trigonométricas
fundamentais, a saber, o seno de um ângulo. A curva
senoidal é o gráfico do seno de um ângulo (em geral expresso
em radianos) traçada em função do ângulo; qualquer onda dessa
forma é denominada de senoidal, senóide ou ainda sinusóide.
A função em questão é então do tipo:
y
= sen x
ou na sua forma, mais geral,
y = a.sen(x + b)
onde
y é a função senoidal, x o ângulo em radianos,
sendo a e b constantes em relação a x.
A
curva senoidal tem numerosas aplicações. São exemplos os muitos
sistemas mecânicos oscilatórios --- o sistema massa-mola, o
diapasão, o pêndulo simples --- onde o movimento é 'harmônico
simples', ou seja, onde o gráfico do deslocamento, quando traçado
tomando-se o tempo como variável independente, dá como resultado
uma senóide.
Nesse
presente texto investigaremos a aplicação da curva do seno para
as grandezas alternantes. Destacaremos suas vantagens particulares
para esse propósito, ainda que algumas serão melhor apreciadas ao
longo do amadurecimento do aprendizado.
A
curva senoidal
Qualquer livro de tabelas matemáticas inclui os valores dos senos
naturais para ângulos até 90o. Uma calculadora científica,
mesmo as mais simples, dá diretamente o valor do seno de um ângulo
até com 9 casas decimais; esses valores podem ser empregados para
traçar a curva. Na ausência de tabelas e calculadoras ainda
poderemos traçar uma curva aproximada se memorizarmos os seguintes
valores: sen 0o = 0; sen 30o = 0,50; sen 60o
= 0,86 e sen 90o = 1.
Todavia,
será bem mais instrutivo nesta etapa inicial desenvolver a curva
senoidal mais simples, dada pela função y = sen q,
através da técnica indicada na ilustração abaixo, onde se usa
da idéia de 'raio girante':
O
raio r da circunferência ABCD inicia seu movimento de rotação
em torno de O, a partir da posição OA, girando em sentido
anti-horário. Na posição ilustrada acima, o raio está deslocado
do ângulo q
e o sen q
fica definido pela relação (razão) entre a perpendicular p
e o raio r. Todavia, se r é tomado como a unidade de
medida linear, resultará que p será numericamente igual a
sen q
e poderá ser projetado para obter um ponto da curva, como se
ilustra acima, à direita da circunferência. Outros pontos poderão
ser obtidos de modo semelhante, girando r sempre no sentido
anti-horário.
O ângulo q
não precisa, necessariamente, ser medido em "graus";
como boa alternativa, a linha base (eixo das abscissas, no gráfico)
pode exibir medidas circulares, como é o caso do
"radiano", como se indica na ilustração. Sabemos que 2p
radianos corresponde a 360o, logo 1 rad = 360o/2p
= ~57,3o. Vale lembrar: 0o = 0 rad; 30o
= p/6
rad; 60o = p/3
rad; 90o = p/2
rad; 180o = p
rad; 270o = 3p/2
rad; etc.
O
uso do radiano para a medida de ângulo, além de ser a unidade
oficial do Sistema Internacional, tem a vantagem de simplificar
muitas fórmulas de C.A.
Gerando
um f.e.m. senoidal
Em princípio é bastante simples produzir uma f.e.m. que siga a
lei dos senos; tudo que se necessita é fazer girar um quadro de
fio, ou uma bobina, à velocidade constante, em um campo magnético
uniforme, ainda que, como veremos depois, existem certas
dificuldades para a aplicação desse princípio básico aos
alternadores práticos.
Por
simplicidade, representamos apenas um único condutor na ilustração
abaixo (x), deslocando-se desde A até a posição definida pelo ângulo
q
e cortando obliquamente as
linhas do campo de indução B, no vácuo ou ar.
A
velocidade tangencial V, pode ser decomposta em dois
componentes ortogonais u e v, um paralelo e outro
perpendicular ao campo de indução B, de modo que, pela
geometria da figura, podemos escrever para seus módulos: u = V.cos
q
e v = V.sen q.
O componente v determina a rapidez com que o condutor corta
as linhas de indução do campo e, portanto, é a velocidade que
interessa no equacionamento da f.e.m. instantânea gerada no
condutor móvel.
Sabemos, do eletromagnetismo, que a f.e.m. gerada num condutor de
comprimento L que se desloca com velocidade v perpendicularmente às
linhas de indução de um campo cuja densidade de fluxo é B é
expressa por:
E
= B.L.v
com
B em tesla (T), L em metros (m) e v em metros por segundo (m/s), E
resultará em volts (V).
Essa
expressão pode ser usada para a f.e.m. instantânea (e) induzida
no nosso condutor móvel (x), simplesmente substituindo-se v por
Vsen q:
e
= B.L.V.sen q
Nessa
expressão, BLV representa a f.e.m. máxima (valor de pico), Emáx.,
de modo que:
e
= Emáx.sen q
Esta
é a expressão básica para uma f.e.m. senoidal, independente do
modo como foi gerada; pode também ser empregada para representar
outras grandezas senoidais, como a intensidade de corrente
alternada por exemplo, substituindo-se os símbolos
apropriadamente.
Freqüência
angular (w)
Suponha que o condutor (x) ilustrado acima execute f revoluções
por segundo. Assim, f é a freqüência e, posto que
gira de 360o (ou 2p
rad) em cada volta, sua velocidade angular (o total de ângulo que
descreve em cada segundo) será 360.f. O valor de q
em graus, vale então 360.f.t, onde t é o tempo em segundos
transcorridos desde o início do movimento em A ou, simbolicamente:
q
= 360.f.t .
Se
q
for medido em radianos, na expressão acima basta substituir 360
por 2p
e teremos: q
= 2p.f.t
, onde 2p.f
é a velocidade angular do condutor em radianos por segundo. A
quantidade 2p.f
aparece freqüentemente nas fórmulas de C.A., baseadas em
grandezas senoidais; foi atribuído o nome especial de freqüência
angular à essa velocidade angular e indica-se com a letra w
(letra grega minúscula 'omega').
A equação fundamental poderá ser escrita então:
e
= Emáx.sen wt
Exemplo
1: Uma bobina quadrada de 100 mm de lado e com 250
espiras gira à razão de 60 revoluções por segundo, com seu eixo
perpendicular a um campo magnético uniforme, cuja densidade de
fluxo é de 40 militeslas. A bobina parte da posição de fluxo
concatenado nulo (q
= 0o)
Calcular:
(a) a f.e.m. máxima induzida (Emáx.);
(b) a f.e.m. instantânea quando a bobina descreveu ângulo
q
= 1 radiano (e1);
(c) a f.e.m. média (Em);
(d) a freqüência angular (w);
(e) instante no qual a bobina atinge pela primeira vez sua f.e.m. máxima
induzida.
Solução:
Ajustes para unidades coerentes: densidade de fluxo B = 40 mT =
0,04 T; comprimento do lado da bobina c = 100 mm = 10 cm =
0,1 m; freqüência de rotação da bobina f = 60 r.p.s. = 60 Hz;
raio de giro da bobina r = c/2 = 0,05 m; ângulo de giro q
= 1 radiano = 57,3o .
(a)
A cada volta completa de uma espira da bobina, temos dois
comprimentos c ativos, logo o comprimento efetivo do
condutor da bobina será L = 2.c.250 = 2 . 0,1 . 250 = 50 m.
Velocidade tangencial do condutor
periférico V = 2.p.f.r
= 2 . 3,14 . 60 . 0,05 = 18,84 m/s.
F.e.m. máxima induzida Emáx.=
B.L.V = 0,04 . 50 . 18,84 = 37,68 volts
Resposta (a): Emáx.
= 37,68 volts
(b)
sen(57,3o) = 0,8415 (obtido pela calculadora ou tabela
trigonométrica)
F.e.m. instantânea e1 =
Emáx..senq
= 37,68 . 0,8415 = 31,7 volts
Resposta (b): e1 =
31,7 volts
(c)
área da bobina quadrada A = c2 = 0,12 = 0,01
m2
fluxo máximo concatenado com a 1 espira fmáx.esp.
= B.A = 0,04 . 0,01 = 0,0004
weber = 0,0004 Wb
fluxo máximo concatenado com a bobina de
n = 250 espiras fmáx.bob.
= n.fmáx.esp.
= 250 . 0,0004 = 0,1 Wb por
revolução.
A variação de fluxo, desde zero até seu
valor máximo e de máximo até o retorno a zero, ocorre 2 vezes
para cada meia-revolução, donde a variação total Df
= 2 . 2 . 0,1 = 0,4 Wb a cada volta completa, ou seja, durante o
intervalo de tempo Dt
= 1 período = 1/f = 1/60 s.
A f.e.m. média induzida, em cada período,
será (lei de Faraday): Em = Df/Dt
= 0,4/(1/60) = 0,4 . 60 = 24 volts.
Resposta (c): Em = 24 volts
(d)
freqüência angular w
= 2pf
= 2 . 3,14.60 = 376,8 rad/s .
Resposta (d): w
= 376,8 rad/s
(e)
A primeira f.e.m. máxima induzida ocorrerá quando o fluxo também
for máximo pela primeira vez, ou seja, após o primeiro quarto de
volta (90o). Em outras palavras, ao completar o primeiro
quarto de período, logo, t = T/4 = (1/f)/4 = 1/4f = 1/4.60 = 1/240
= 0,004 s.
Outro modo de ver isso é escrever a
equação geral da f.e.m. induzida: e = Emáx..sen(2pf.t)
e determinar para que valores de t a f.e.m. torna-se igual à Emáx.;
logo Emáx. = Emáx..sen(2p.60.t)
ou sen(120p.t)
= 1. Assim, a equação é satisfeita para 120p.t
= k.p/2
, com k inteiro. Simplificando, 120.t = k/2. O menor dos k,
positivo, é 1, logo: t = 1/240 = 0,004 s.
Resposta (e): t = 0,004 s
Propriedades
de uma onda senoidal
As relações entre os valores máximo, médio e rms, já são
nossas conhecidas; agora devemos especificá-los para a onda
senoidal. Podemos estimar valores aproximados pelo método da
ordenada média, como visto anteriormente, porém, tendo-se em
conta a importância da onda senoidal convém partirmos para a
obtenção de relações mais exatas.
Isso pode ser feito facilmente por meio do cálculo ou pela
interpretação de certas equações trigonométricas; aqui, no
escopo desse texto, nos contentaremos com provas geométricas
simples, todas elas baseadas na revolução de um condutor em um
campo magnético uniforme. Ainda que estabelecidas para as
f.e.m(s), essas relações se aplicam igualmente à intensidade de
corrente e outras grandezas senoidais.
Importante: Referindo-nos ainda à ilustração acima, vale
salientar que: a f.e.m. instantânea é proporcional a v
e a f.e.m. máxima é proporcional a V, pelo que será
suficiente determinar o valor médio e o rms da primeira velocidade
em termos da segunda.
Valor
médio
Na ilustração a seguir, parte da figura anterior, destacamos que
o ponto P, projeção do condutor sobre o diâmetro AC, move-se com
velocidade variável v . Se você examinar bem a geometria
da figura e notar que o eixo AC está orientado positivamente de C
para A, perceberá que devemos ter v = - V.senq,
com o condutor na posição da ilustração. Mas, vamos por outro
caminho:
O
tempo necessário para que esse ponto P percorra o diâmetro de A
para C é igual ao tempo que o condutor necessita para percorrer a
semicircunferência ABC, com velocidade tangencial constante V.
Porém, o diâmetro AC em questão vale somente 2/p
da semicircunferência, pelo que o valor de v é, em média,
somente 2/p
do valor de V [veja o destaque Importante acima].
Aplicando-se isso para a f.e.m. teremos:
Em=
(2/p).Emáx.=
0,637.Emáx.
Essa
relação é válida para todas as grandezas senoidais e para a
curva do seno; por exemplo, poderia ter sido empregada para
resolver o item (c) do exemplo 1 acima, usando o resultado
do item (a). Observe: no item (a) obtivemos [ Emáx.=
37,68 volts] , logo para resolver o item (c) bastaria fazer [ Em
= 0,637.Emáx.= 0,637 . 37,68 = 24 volts ].
Valor
quadrático médio (rms)
Neste caso, será necessário, primeiro, determinar o valor quadrático
médio, ou seja, o valor médio de v2 , em termos
de V.
Na ilustração acima, aplicando-se o teorema de Pitágoras ao triângulo
das velocidades v, u e V teremos:
v2
+ u2 = V2 = constante
Então:
valor médio de v2 + valor médio de u2
= V2 = constante (*)
Porém,
a menos do sentido, u sofre as mesmas variações no segundo
quadrante que sofre a v no primeiro quadrante, e vice-versa;
assim, tomando-se sobre meia-revolução (meio período) teremos:
valor
médio de v2 = valor médio de u2
Substituindo-se
essa identidade na expressão acima (*):
2
x valor médio de v2 = V2
valor médio de v2 = V2/2
... <=== a raiz quadrada disso será o rms!
ou
seja, valor quadrático médio de v = rms de v = raiz
quadrada(V2/2) = V/(raiz quadrada de 2).
Donde
se infere que o valor quadrático médio da f.e.m. (Erms)
será:
Erms
= [1/(raiz quadrada de 2)].Em = 0,707.Em
Novamente,
esta relação é válida para a curva senoidal e todas as senóides.
Deve-se notar que o valor médio de v2 é a
metade de V2, pelo que o valor médio de e2,
será também a metade de (Emáx.)2 ; para a
curva senóide (y = senq),
em si mesmo, o valor médio de sen2q
é 1/2 = 0,5.
Fator
de forma
Define-se como fator de forma a razão entre o valor quadrático médio
(rms) e o valor médio de uma grandeza alternada; para a f.e.m.,
teremos, portanto:
fator
de forma = Erms/Em = 0,707.Emáx./0,637.Emáx.
= 1,11
Fator
de pico
Define-se como fator de pico a razão entre o valor máximo e o
valor quadrático médio (rms) de uma grandeza alternada; para a
f.e.m., teremos, portanto:
fator
de pico = Emáx./Erms = Emáx./0,707.Emáx.=
1,414
Velocidade
ou rapidez de variação
É outra propriedade importante de uma senóide e conseqüentemente
das grandezas alternadas como tensão elétrica, intensidade de
corrente elétrica etc. Vamos nos concentrar na conceituação da
rapidez da variação da tensão alternada em volts por segundo, ao
longo de um ciclo (um período).
Novamente nos ateremos ao condutor girando com velocidade angular
constante no campo magnético uniforme, analisando sua projeção P
no diâmetro AC. Já sabemos que sua velocidade instantânea (v)
varia senoidalmente, produzindo a f.e.m. senoidal; queremos saber
agora com que rapidez varia essa velocidade, ou seja, sua aceleração
através das linhas de campo.
Se o texto se destinasse ao nível superior, a tarefa seria
simples, bastaria dizer que essa aceleração é simplesmente a
segunda derivada da função e = Emáx..senw.t
em relação ao tempo. Todavia, estamos nos esforçando para evitar
a matemática superior e, não vamos 'mudar a regra do jogo' agora.
Continuemos.
Conforme
o condutor se movimenta em uma trajetória circular com velocidade
tangencial V, de módulo (valor) constante, sua aceleração
radial também tem módulo (valor) constante, porém sua direção
varia de ponto a ponto, sempre com sentido orientado para o eixo de
rotação; trata-se, portanto, de uma aceleração centrípeta. Na
ilustração abaixo essa aceleração centrípeta se representa por
A e mostra também seus componentes retangulares, dos quais
destacamos a parcela vetorial a que é justamente a aceleração
do ponto P. A geometria da figura mostra claramente que : a = A.cosq
.
O
valor (módulo) de A é constante, mas a aceleração transversal a
é proporcional ao cosseno de q
. Assim, se infere que a rapidez de variação de uma grandeza
senoidal (que é proporcional a senq
), pode ser representada por uma curva cujos valores são
proporcionais a cossenoq
. é o que mostramos abaixo:
A
curva cossenoidal (verde) mostrada na figura acima é a própria
curva senoidal (azul) deslocada para a esquerda de 90o ;
a curva dos cossenos tem a mesma forma da curva dos senos e,
portanto, é uma senóide. Isso significa que a rapidez de variação
de uma grandeza senoidal é também senoidal. A recíproca também
é verdadeira, se a rapidez de variação de uma grandeza é
senoidal, a própria grandeza também deve ser senoidal; nenhuma
outra curva periódica possui uma propriedade semelhante.
Curva
do quadrado do seno
Como já notamos acima, o valor quadrático médio (rms) requer o
conhecimento do valor médio do sen2q,
e isso pode ser representado por uma curva, como veremos a seguir.
A
ilustração abaixo foi obtida elevando-se ao quadrado os valores
dos senos de vários ângulos desde 0 até 360o. Na
figura, os ângulos q
são indicados por x .
Ao
contrário da curva dos senos (y = sen x), essa nova curva
encontra-se completamente acima da linha de base (eixo x), porque o
quadrado de um número sempre é positivo, independente de seu
sinal. Além disso, os valores do seno ao quadrado de q
são, no geral, menores que os os valores do seno de q,
porque esse último é sempre menor que a unidade.
Como
já mencionamos, o valor médio de sen2q
é 1/2 = 0,5, que também está indicado na figura acima. Pode-se
observar claramente que a curva sen2q
(preenchida para dar destaque) é simétrica em relação ao seu
valor médio e que flutua em torno desse valor médio com o dobro
da freqüência da curva original sen q,
sendo também uma senóide (*); além disso, repare que se
'cortarmos' suas cristas, essas partes preencherão perfeitamente
seus vales.
(*)
Nota matemática: Isso dito acima, resulta da identidade trigonométrica
sen2q
= 1/2 - (1/2).cos2q
. Neste caso, a constante 1/2 representa o deslocamento para cima
do eixo horizontal (translação de eixos) e, com essa nova linha
de base, a curva fica representada por -(1/2).cos2q,
sendo portanto de forma senoidal.
Segue
Parte 2
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