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Práticas da Teoria 1 - Circuitos eletrônicos
(Protótipos de Circuitos)

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br

Direitos Reservados
Rua Argentina, 2357 - América
Barretos - 14783-192 - SP

 Introdução
Assim como nos demais campos do conhecimento humano, também na Eletrônica, devemos associar Teoria à Prática. Sua compreensão se desenvolverá bem mais rapidamente se você começar cedo a manipular e utilizar os diversos componentes eletrônicos.

Nesse trabalho prático que acompanha a Teoria I - Circuitos Eletrônicos - você aprenderá a técnica da montagem de circuitos a partir de protótipos. Tais protótipos constituem uma fase de ensaio, coordenação e análise de um projeto, antes de sua montagem definitiva em placas de circuitos impressos. O que se usa, via de regra, é uma matriz de contatos, mais especificamente, placa de contatos para protótipos (protoboard).

Vamos estudar:

Placa para protótipos
Prática com circuitos

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Placa para protótipos

A ilustração a seguir mostra uma placa para protótipos:

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Placas para protótipos são usadas para as montagens de circuitos temporários, sem o uso de soldas. Os terminais dos componentes são introduzidos nos orifícios da placa, a qual incumbe-se das conexões básicas. É, na prática, um circuito impresso provisório.
Não só os terminais dos componentes, como também, interligações mediante fios (jumpers) podem ser espetados nos orifícios dessa placa.

No interior da placa, conjuntos metálicos fazem interligações entre os componentes, os quais são organizados em colunas e canais, como se ilustra abaixo.

Alguns modelos de tais placas têm a base facilmente removíveis, o que permite observar esses arranjos com detalhes. De cada lado da placa, ao longo de seu comprimento, há duas colunas completas. Há um espaço livre no meio da placa e de cada lado desse espaço há vários grupos de canais horizontais (pequenas fileiras), cada um com 5 orifícios.

Ö Que conexões são necessárias para se montar um circuito?

Primeiro, você precisa conectar uma fonte de alimentação. Em nossas primeiras práticas, tais fontes serão pilhas ou baterias. A conexão do 0 V (negativo da fonte) deve ser feita com fio preto utilizando o primeiro orifício da coluna da esquerda. O terminal positivo da fonte deve ser ligado com fio vermelho, ao primeiro orifício da coluna da direita.

Uma fonte de alimentação que forneça 6 VCC ou 9 VCC de tensão elétrica entre seus terminais é satisfatória para os circuitos que você irá testar nessa fase experimental.

No laboratório da escola você poderá usar como fonte de tensão um eliminador de pilhas de tensão ajustável. Uma fonte de tensão ajustável AC/DC encontra-se em nossa Sala 03 - Equipamento Indispensável.

Breve você estará apto a montar uma dessas fontes de alimentação (e não vai mais precisar comprar pilhas ou baterias!)

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Prática com circuitos

Construa o circuito ilustrado a seguir:

A lâmpada, adequada para suportar os 9 VCC, está ligada diretamente na fonte de alimentação e deverá acender com brilho normal.

Se isso não acontecer, confira o seguinte:

  1. observe se a fonte de alimentação está ligada (se for do tipo eliminador de pilhas) ou se as ligações aos terminais estão bem feitas (porta-pilhas ou bateria),

  2. verifique se o circuito está completo (fios da lâmpada bem inserido e lâmpada devidamente rosqueada em seu soquete).

Os fios que vem da lâmpada devem ser inseridos exatamente nas colunas mostradas. Cheque o filamento da lâmpada para ver se não está rompido. Essa montagem ilustra exatamente o circuito da lanterna. A menos que haja um percurso contínuo, a corrente não circulará e a lâmpada não irá acender.

Modifique a montagem conforme essa nova ilustração:

Agora você estará usando fios para fazer as conexões entre as colunas (- e +) para os canais intermediários na região média da placa. Tais conexões são os "jumpers".

Nessa figura, passe sua caneta para mostrar as ligações por baixo da matriz de contatos, de modo a enxergar o circuito completo.
Repare que os canais (blocos com 5 orifícios) são independentes entre si.

Aqui está uma montagem que não vai funcionar; observe-a:

A idéia era montar duas lâmpadas ligadas em série e alimentar a associação com os 9 V da fonte de alimentação. Mas, na prática, isso não foi feito. O circuito está incompleto. Há uma certa distância entre o que se pensa e o que se faz!

Ö Você é capaz de mostrar os erros cometidos?

Construa esse circuito adequadamente. Mostre, nessa ilustração abaixo, como ele deve ficar:

Ö Uma vez que seu circuito está pronto para funcionar, o que você nota com relação ao brilho das lâmpadas?

Ö Como você explica esse comportamento?

Ö Comparada com o circuito da lanterna (uma lâmpada ligada diretamente na fonte), a intensidade de corrente nesse atual circuito é maior, menor ou a mesma?

Ö Desenrosque uma das lâmpadas de seu soquete. O que acontece à outra lâmpada? Por quê?

Agora construa um circuito diferente. Dessa vez as lâmpadas são interligadas em paralelo, como se ilustra:

Confira suas conexões cuidadosamente.

Ö Em relação aos circuitos anteriores, como está o brilho de cada lâmpada?

Ö Em relação aos circuitos anteriores, que você pode dizer quanto à intensidade de corrente em cada lâmpada?

Ö Em relação aos circuitos anteriores a intensidade de corrente através da fonte aumentou ou diminuiu?

Ö Desenroscando uma das lâmpadas, o que acontece com a outra? Explique o fato.

Lembre-se: nas ligações em paralelo há caminhos alternativos para a corrente elétrica.

E, para encerrar, monte esse circuito. É uma associação mista (série e paralelo). Montando o circuito corretamente, todas as lâmpadas devem acender.

Ö Que lâmpada(s) apresenta(m) brilho normal?

Ö Que lâmpadas apresentam mesmo brilho?

Ö Que acontece quando desenroscamos cada lâmpada individualmente?

Ö Que acontece com a intensidade de corrente através da fonte?

Faça vários ensaios com esse circuito e procure interpretar suas observações em termos de resistência global do circuito e intensidades de correntes que circulam em cada lâmpada.

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Segue: Teoria II - Resistores

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