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"Pequeno"
transmissor para rádio-amadorismo
(Equipamento
introdutório)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
Na eletrônica, um ramo excitante é
o do radioamadorismo, do qual o autor participou ativamente por longo
tempo, época em que se montava o transmissor, no capricho, desde a
usinagem do “chassi” até a antena. Para quem se inicia na R.B.R, eis
um modelo simples, transistorizado, para transmissão na faixa dos 80 ou 40
metros.
Para Feira de Ciências é o modelo ideal para explicar os vários estágios de um equipamento de transmissão, as freqüências permitidas, os regulamentos oficiais etc. Dois desses transmissores e dois pequenos rádios transistorizados, que sintonizem ondas curtas, permitirá que o expectador participe, na Feira, de um bom bate-papo via rádio-freqüência. Desde que haja um operador credenciado, essas transmissões demonstrativas são permitidas.
Em sua casa, dotando o equipamento de um sistema irradiante (antena) adequado para este QRP, lhe permitirá contatos com todos os outros radioamadores.
Material
Semicondutores
TRI — BF254 ou equivalente : TR2 — BD135 ou equivalente : D1, D2 — 1N4004 ou equivalente.Resistores (1/4W, ± 1.0%, salvo menção contrária)
R1, R4, R5 —27kW; R2 — 1,8kW; R3 —1kW, 1/2W; R6 — 100W, 1/2W.Capacitores
C1 — 6OpF, “styroflex”; C2 — 270pF, “styroflex”; C3, C4 e C6 — 0,01 mF, 250V, poliéster metalizado; C5 e C9 — 0,001 mF, 250V, poliéster metalizado; C7e C8 — 365pF, capacitor variável; C10 — 2200 mF, 25V eletrolítico.Diversos
T1 — Transformador de alimentação [primário, tensão da rede local; secundário, 18V—0— 18V, 200mA (mínimo)]; XRF1, XRF2 — Reator de filtro, 1 mH, 50mA; Xtal — Cristal para freqüência na faixa de 40 ou 80m.Bobinas
L1 — Em 80m: 47 espiras de fio de cobre esmaltado com 0,5mm de diâmetro (24 AWG), sobre forma com 25,4mm (1”) de diâmetro; espiras unidas. Em 40m: 56 espiras unidas de cobre esmaltado, com 0,4mm de diâmetro (26 AWG), sobre forma com 16 mm de diâmetro.
Montagem
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Na figura acima temos o diagrama esquemático do transmissor e na figura abaixo, à esquerda, sua fonte de alimentação.
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A figura acima, á direita, apresenta uma sugestão para uma pequena carga não-irradiante que pode ser usada para ajustar (pelo brilho máximo de LP) o tanque de saída do transmissor.
As figuras, a seguir, são sugestões práticas para a montagem em pontes de terminais (um circuito impresso, sem dúvida, pode ser elaborado pelo aluno-expositor).
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Alguns comentários:
(a) O primeiro estágio do projeto, o oscilador, é do tipo Pierce, cuja primeira vantagem é sua saída (via C9) ser praticamente isenta de harmônicos. Isso dispensa a presença de um circuito sintonizado acoplando esse estágio ao seguinte, simplificando o projeto e ao mesmo tempo reduzindo a possibilidade de TVI (irradiação espúria causando interferência nos televisores vizinhos).
0 transistor nesse estágio é o BC254 (original), podendo, entretanto ser substituído por equivalentes mais modernos, NPN para RF. O mantenedor das oscilações nesse estágio é um cristal com valor de freqüência á sua escolha, o mais facilmente encontrado é um cristal para TV a cores, que tem freqüência de 3575,611 kHz. Para se obter freqüência variável, constituindo assim um V.F.O., altere o estágio para inclusão de um varicap estável.
(b) O segundo estágio, amplificador de potência em classe C, permite bom casamento com o oscilador local e com o tanque final. Sua função é aumentar a amplitude do sinal recebido do estágio oscilador, mantendo a freqüência fundamental, permitindo assim sua irradiação via antena.
O
transistor em questão (núcleo desse estágio) é o NPN — BD135 que
admite equivalentes, tipo TIP.
C9 transfere o sinal de RF do oscilador para o amplificador (C9 =1 nF, poliéster
metalizado para 250 V); C5 transfere o sinal amplificado desse estágio
para o tanque final (C5 = C9).
(c) O tanque final, responsável pela sintonia do estágio final na freqüência do oscilador (cristal) e pelo acoplamento com a a antena é do tipo Pi (nome dado em virtude de sua configuração, lembrando a letra grega de mesmo nome), permitindo boa sintonia com o sistema irradiante.
(d) O ajuste do equipamento restringe-se à sintonia do tanque final, via C7 e “carga de antena” via C8, ambos capacitores variáveis de 365 (ou 410) pF.
Para treinar, ligue primeiro a carga não-irradiante à saída do transmissor. Ligando-se a fonte é bem provável que LP não acenda. Procure, em C7, o ponto em que ela começa a brilhar; o que você fez foi o seguinte: procurou a condição de ressonância, ou, em linguagem física, conduziu o tanque a uma reatância mínima á freqüência de entrada, deixando assim, o “sinal” passar livremente.
Agindo sobre C8, o “variável de antena’, você vai “carregar” seu transmissor (numa linguagem típica de PY). Esse variável equilibra o tanque com a antena, aumentando com isso a intensidade de corrente coletor-emissor do BD135, dando um efeito de “acumular mais RF na antena” — daí a denominação “carregar”. Reajuste C7, se necessário.
(e) Para transmissão em CW basta inserir um manipulador na linha de alimentação do transmissor. Para transmissão em AM basta colocar entre a alimentação do coletor do BD135 (ponto X do esquema) e o XRF, um transformador de áudio para rádio valvulado (primário 5000 a 10 000 ohms, secundário 4 ou 8 ohms), como por exemplo, saída de áudio para as válvulas 6AQ5, 6V6 etc. Ele é usado invertido, 5000 ohms no coletor e os 8 ohms na saída de um amplificador de áudio.
Bom sucesso e bons bate-papos!
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