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Vela
'mágica' Prof. Luiz Ferraz
Netto Introdução Material
Você poderá encontrar tudo isso em qualquer loja de conserto de equipamento eletrônico de sua localidade. Resistor
Os dois resistores utilizados na vela mágica têm
a finalidade de definir quantidades diferentes de corrente em partes
diferentes do circuito. Usando
um transistor
Transistores é facilmente danificado, assim,
deve ser tratado com cuidado. É vital
usar uma lâmpada que acenda com corrente de baixa intensidade
(0,06 A), no circuito que contém o transistor indicado; caso contrário
o transistor aquecerá demais e se danificará permanentemente. Um transistor tem três terminais, ou pernas,
conhecidas como o emissor, o coletor
e a base. Tome cuidado para não romper
estas pernas e tenha certeza que você as identificará corretamente.
No transistor indicado procure uma etiqueta pequena ou uma mancha de
tinta próximo a uma das pernas. Essa marca é para identificar o
terminal do emissor. Nesses tipos de transistores, como é o caso do
indicado nesse trabalho --- tipo NPN -- deve-se ligar essa perna do emissor
ao terminal negativo da bateria. O modo mais fácil para conectar um transistor ao circuito (sem usar de soldas) é usar um fino tubo plástico, como mostramos acima, á direita (nas loja de eletrônica eles são conhecidos como 'espagetti'). Alternativamente, peça ajuda a um adulto para soldar as conexões. Nesse caso, tome bastante cuidado para não aquecer demais o transistor; o uso do alicate de bico é de grande ajuda nessas soldas delicadas. Esse transistor AC 108, NPN de germânio, é bastante antigo é pode ser substituído por equivalente mais moderno como o BC 546, BC 547, BC 548, BC 549, NPN de uso geral. Resistor
dependente da luz
Observe o circuito mostrado acima, á direita.
Este tipo de figura é chamado de circuito
esquemático. Ele se utiliza de símbolos para mostrar
os componentes que você precisa e a posição deles no circuito. Faça
as conexões ao LDR usando fio encapado com plástico (cabinho #22).
Retire a capa e raspe as extremidades do fio. Não é preciso usar
solda nesse ensaio com o LDR. Ligue a chave (interruptor) e cubra o LDR com
sua mão ou um pano escuro. A lâmpada acende? Agora, lentamente,
mova sua mão que cobre o LDR. O que acontece? Construindo
a vela 'mágica'
Recorte o recipiente, como mostramos na ilustração abaixo (você deve pedir a ajuda de um adulto para essa fase). Enfie dois fios pela alça cortada e conecte-os ao LDR (que ficará no topo da alça); use fios com capa plástica coloridas e com os extremos desencapados e lixados (as conexões podem ser feitas pela técnica do 'espageti' ou através de solda). Posicione o LDR dentro do topo da alça e use massa de modelar para fixá-lo em seu devido lugar.
Observe todos os componentes e siga cuidadosamente o circuito esquemático ilustrado abaixo, á direita. Os fios não têm de ser coloridos como ilustramos, mas as cores ajudam evitar possíveis confusões. Nota - Uma bateria de 6 V (comum em vários tipos de lanternas) pode ficar muito grande para ser acomodada dentro de seu recipiente plástico (bujão cortado). Nesse caso, recomenda-se a obtenção de um porta-pilhas e quatro pilhas pequenas para lanterna. Ao serem colocadas corretamente no porta pilhas, elas se associam em série e teremos os 6 V necessários.
Monte o soquete da lâmpada e lâmpada no topo do tubo de papelão (como mostrado) e fixe o tubo no recipiente mediante fitas adesivas ou massa de modelar. Agora teste o circuito em um quarto escurecido (caso contrário o LDR sempre estará em estado de boa condução). Segure um palito de fósforo aceso entre a lâmpada e o LDR. A lâmpada deverá acender e assim permanecer mesmo que se apague o palito de fósforo. Tape o LDR com o polegar (impedindo a luz da lâmpada de chegar nele) e a lâmpada deverá apagar. Veja abaixo o circuito esquemático dessa montagem:
O modo como a vela 'mágica' funciona é
bastante simples. Quando nenhuma luz incide no LDR, sua resistência
é alta e nenhum fluxo de corrente circulará pela perna base
do transistor. Isto impede a corrente principal (mais intensa) de
fluir entre o coletor e o emissor (quer dizer, o transistor está
'desligado') e a lâmpada não acende.
A lâmpada permanece acesa quando o fósforo é removido porque a luz da lâmpada passa a iluminar o LDR e, com isso, permitindo a corrente de base. O sistema se auto-realimenta! E assim permanece até que você cubra o LDR com seu polegar. Quando você estiver satisfeito com o funcionamento do dispositivo, poderá fechar a caixa com os pedaços de papelão e assim ocultar (temporariamente) o circuito dos curiosos. A técnica para 'deslumbrar' a turma é acender a lâmpada com o fósforo e apagar com um sopro (enquanto sopra, 'distraidamente' cubra o LDR com o polegar!) Dificuldades? Para
o uso de uma lâmpada comum de lanterna para 6 V (4 pilhas em série)
pode-se experimentar trocar o transistor BC por um TIP120, TIP121,
TIP122 ou algum FET como o IRF540, IRFZ44. Toda substituição de
transistor implica em um reajuste no resistor de polarização da
base; aquele de 1k no circuito original. |
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