|
||||||||
|
Transmissor/Receptor Mínimo Prof.
Luiz Ferraz Netto Objetivo Transmissor
Elementar 1 Os sinais produzidos por esse transmissor elementar 1, atravessam obstáculos como tábuas e paredes, e podem ser captados num rádio portátil, AM, transistorizado. Experimentalmente, o aluno pode demonstrar os efeitos citados, mas como montagem de uso prático, ela serve para transmitir sinais em código (Morse, por exemplo) para um amigo que está num ambiente adjacente, através da parede. O transmissor é extremamente simples, como dissemos, e como receptor pode ser usado qualquer rádio portátil. Comentários Na
realidade, este circuito não gera um sinal de freqüência fixa.
Seus sinais se espalham numa ampla faixa de freqüências,
produzindo assim um “ruído radioelétrico”. Sua operação
como transmissor para longo alcance é proibida, pois interfere em
muitos tipos de aparelhos de comunicação. Em nosso circuito, usaremos como antena um simples pedaço de fio de uns 50 cm de comprimento e, para demonstrações com alcances pequenos, nem mesmo isso será necessário, pois os sinais não irão além de alguns metros. Com este procedimento evitamos que ocorram interferências em rádios e televisores estejam ligados pelas proximidades. Nosso projeto trata-se, evidentemente, de um aparelho indicado apenas para demonstrações em sala de aula e Feiras de Ciências, onde transmissor e receptor se encontram à curta distância. Material
Montagem
Detalhes Os fios de conexão à pilha são soldados diretamente nos seus terminais. Se forem usados fios esmaltados, eles devem ser raspados no ponto de soldagem. Procedimento O
aluno observará que estes sinais podem atravessar obstáculos,
pois se o rádio estiver do outro lado de uma parede, eles ainda
serão captados. Fora de uso, não deixe o fio encostado na lima, pois além de não haver emissão, a pilha irá gastar-se rapidamente pelo excesso de corrente. Transmissor/Receptor Elementar 2 Nesse
projeto, mais indicado para salas de aula, temos efetivamente um
transmissor e um receptor. Agora, tanto um quanto o outro são
sintonizáveis, ou seja, há um circuito oscilante L-C em cada um
deles. Para uma dada 'abertura' do capacitor variável, no
transmissor, há uma estreita faixa de freqüência irradiada, a
qual, só será recebida no receptor com o devido ajuste do seu próprio
capacitor variável. Material e porta pilhas - 1 roda dentada e lâmina flexível - Bobina - ver texto - 2 capacitores variáveis de 410 pf - 1 lâmpada néon NE-2 - 2 bases de madeira, tubos de papelão, - Fio de cobre esmaltado #22, fio comum, solda etc. Esquema - circuito elétrico
Montagem
Comentários Fotos/ilustrações
Procedimento Nota: Esse trabalho terá seguimento; incrementações. Ao transmissor será inicialmente incorporado uma segunda bobina que será ligada a um sistema antena/terra. Uma segunda bobina também será incorporada ao receptor, fazendo parte de um sistema antena/terra. A seguir, o receptor irá transformar-se, substituindo-se a lâmpada néon por um diodo de germânio e um fone de ouvido --- uma variante do rádio 'galena'. Mais adiante, ao transmissor associaremos um sistema oscilador para substituir a manivela (ou lima). E ... Primeira
incrementação --- Técnica do relé Nessa
técnica, o próprio relé 'automaticamente' liga/desliga,
substituindo com vantagens o sistema da manivela. Para essa
incrementação no Transmissor Mínimo, os seguintes
componentes 'extras' serão necessários: 1 relé de 1 pólo, 2
posições, com bobina para 6VCC; um capacitor eletrolítico
(testar com valores entre 47 e 100 mF)
para 25V, um porta-pilhas para 4 pilhas pequenas. Optativo, um
interruptor simples em série com a alimentação de 6 V.
Nesse
esquema, RL é o eletroímã base do relé, n.f. (normalmente
fechado) e n.a. (normalmente aberto) são os contatos fixos e a lâmina,
entre eles, é o contato móvel. O contato móvel do relé é
ligado diretamente ao positivo do porta-pilhas com 4 pilhas. O
contato n.f. é ligado a um dos terminais da bobina do relé. O fio
que vem do capacitor variável (CV) e bobina transmissora (BT) é
ligado ao contato n.a. (mas, pode experimentar ligar no contato
n.f. e comparar os resultados). O capacitor eletrolítico (comece
experimentando um de 47 mF
x 25V) é ligado em paralelo com a bobina do relé e é ele que, de
certo modo, comanda a freqüência dos pulsos que serão
encaminhados para o conjunto CV+BT. Segunda
incrementação --- Técnica da cigarra
A campainha ou cigarra já foi descrita em várias outras partes dessa Sala 15; essencialmente, trata-se de um prego ou parafuso espetado numa base de madeira e enrolado em torno de si cerca de 50 espiras de fio esmaltado #22. A lâmina de contato superior é rígida e a lâmina que defronta o eletroímã (prego + bobina) é flexível. Ao apertar o botão interruptor o circuito é fechado e o campo magnético produzido pelo eletroímã atrai a lâmina flexível; esta abre o circuito, a lâmina flexível retorna e fecha novamente o circuito ... o ciclo se repete enquanto o botão estiver apertado. O capacitor eletrolítico em paralelo com a bobina do eletroímã afeta a freqüência de vibração da lâmina; valores entre 47 e 100 µF x 25 V podem ser experimentados. Terceira incrementação --- Técnica do LED pisca-pisca Nesse circuito o pisca-pisca do LED é quem vai 'chavear' o transistor NPN e este, por sua vez, suprirá a energia de excitação e manutenção do circuito oscilante CV/BT.
Para o transistor NPN, além do 2N3055, vale experimentar: BD135, AD162, TIP31, C3135, MJE 305, MJ15024 etc. Quarta incrementação --- Técnica do flip-flop Aqui o LED pisca-pisca foi substituído pelo multivibrador constituído pelos transistores BC548, capacitores eletrolíticos 22 µF x 16V e resistores 2K2 e 15K, 1/4W. O multivibrador fornece uma onda quadrada para chavear o 2N3055 (outros transistores NPN podem ser usados).
Aguarde! Se você tem outras sugestões para 'incrementar' esse transmissor/receptor "mínimo", envie-me um e-mail e acrescentaremos aqui suas propostas. Todos agradecem!
Léo |
|