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Transmissor/Receptor Mínimo
(Parte 3 - Incrementações para o transmissor mínimo)

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br

Primeira incrementação --- Técnica do relé
Para substituir o sistema liga/desliga via manivela/lâmina flexível, o colega Fábio Nobilis da boa e produtiva lista de discussão "Receptores_Experimentais" sugeriu a técnica do relé.

Nessa técnica, o próprio relé 'automaticamente' liga/desliga, substituindo com vantagens o sistema da manivela. Para essa incrementação no Transmissor Mínimo, os seguintes componentes 'extras' serão necessários: 1 relé de 1 pólo, 2 posições, com bobina para 6VCC; um capacitor eletrolítico (testar com valores entre 47 e 100 mF) para 25V, um porta-pilhas para 4 pilhas pequenas. Optativo, um interruptor simples em série com a alimentação de 6 V.
O esquema geral, incluindo essa incrementação, é posto a seguir:

Nesse esquema, RL é o eletroímã base do relé, n.f. (normalmente fechado) e n.a. (normalmente aberto) são os contatos fixos e a lâmina, entre eles, é o contato móvel. O contato móvel do relé é ligado diretamente ao positivo do porta-pilhas com 4 pilhas. O contato n.f. é ligado a um dos terminais da bobina do relé. O fio que vem do capacitor variável (CV) e bobina transmissora (BT) é ligado ao contato n.a. (mas, pode experimentar ligar no contato n.f. e comparar os resultados). O capacitor eletrolítico (comece experimentando um de 47 mF x 25V) é ligado em paralelo com a bobina do relé e é ele que, de certo modo, comanda a freqüência dos pulsos que serão encaminhados para o conjunto CV+BT.
Uma vez que o relé começa a vibrar, ajuste CV do transmissor e CV do receptor até obter o brilho da lâmpada néon acusando a produção, transmissão e recepção das ondas eletromagnéticas.

Segunda incrementação --- Técnica da cigarra
Nessa técnica, o relé do projeto acima, será substituído por uma cigarra de construção 'caseira'.
Eis o esquema elétrica e o visual de parte dessa montagem:

A campainha ou cigarra já foi descrita em várias outras partes dessa Sala 15; essencialmente, trata-se de um prego ou parafuso espetado numa base de madeira e enrolado em torno de si cerca de 50 espiras de fio esmaltado #22. A lâmina de contato superior é rígida e a lâmina que defronta o eletroímã (prego + bobina) é flexível. Ao apertar o botão interruptor o circuito é fechado e o campo magnético produzido pelo eletroímã atrai a lâmina flexível; esta abre o circuito, a lâmina flexível retorna e fecha novamente o circuito ... o ciclo se repete enquanto o botão estiver apertado. O capacitor eletrolítico em paralelo com a bobina do eletroímã afeta a freqüência de vibração da lâmina; valores entre 47 e 100 µF x 25 V podem ser experimentados.

Terceira incrementação --- Técnica do LED pisca-pisca

Nesse circuito o pisca-pisca do LED é quem vai 'chavear' o transistor NPN e este, por sua vez, suprirá a energia de excitação e manutenção do circuito oscilante CV/BT.

Para o transistor NPN, além do 2N3055, vale experimentar: BD135, AD162, TIP31, C3135, MJE 305, MJ15024 etc.

Quarta incrementação --- Técnica do flip-flop

Aqui o LED pisca-pisca foi substituído pelo multivibrador constituído pelos transistores BC548, capacitores eletrolíticos 22 µF x 16V e resistores 2K2 e 15K, 1/4W. O multivibrador fornece uma onda quadrada para chavear o 2N3055 (outros transistores NPN podem ser usados).

Aguarde!
Nas próximas incrementações melhoraremos o alcance do projeto dotando-o de antenas, depois melhoraremos o circuito tanque para uma saída em PI etc.

Se você tem outras sugestões para 'incrementar' esse transmissor/receptor "mínimo", envie-me um e-mail e acrescentaremos aqui suas propostas. Todos agradecem!
Léo


SUGESTÕES DE CONSULENTES DO FEIRA DE CIÊNCIAS

1- De nosso produtivo consulente, já conhecido, João Gerônimo Bracht, recebi a seguinte colaboração:

Olá Prof. Léo
Andei vendo e revendo o artigo TRANSMISSOR/RECEPTOR MÍNIMO, até que, do nada, me veio na cabeça realizar uma experiência com pequenas faíscas. Peguei um velho transformador de fogão (*), esses de fogões elétricos que produzem faíscas para acender o fogão, e meu rádio galena. O transformador de fogão tem 7 pontes. Conectei em 2 pontes que eram mais fortes, liguei e coloquei um perto do outro e assim, ocorreu muitas centelhas. Meu radio galena recebeu interferências, como se fosse código Morse. Dois dias depois, coloquei o transformador em um pedaço de madeira e eu tirei o capacitor variável do galena e, o resultado foi ótimo. Fiz um filme e joguei no youtube: http://http://www.youtube.com/watch?v=vOUQOeye_lk .

(*)- O "transformador de fogão" a que o amigo João se refere é conhecido nas lojas de peças para fogões sob o nome de "usina"; no fundo é uma bobina de Rumkorff. Ele é dotada de um enrolamento primário para 117 VAC, com núcleo de ferro/silício, um enrolamento secundário com muitas espiras para a alta tensão e um vibrador tipo martelo de Wagner para produzir as bruscas interrupções de corrente. Este vibrador é que causa o alto ruído característico desses fogões de acendimento elétrico. Léo

Eis as fotos enviadas pelo João:

Agradeço ao João por suas colaborações ... e fico no aguardo de outras! :-) 
Léo


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