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Transmissão -
Recepção
Rádio Galena
Iniciação aos fenômenos ondulatórios
[Recomendado
para 8a série e iniciantes em eletrônica]
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Parte C - O
transmissor
Noções sobre o
mecanismo de transmissão - AM e FM
Na realidade, o transmissor é
construído de tal maneira que ele emita uma onda eletromagnética de
determinada freqüência e de determinada amplitude
(característica associada à potência do transmissor). Para cada
transmissor existe uma freqüência característica . Esta onda
eletromagnética característica de cada transmissor, por si só, não
transmite mensagem nenhuma para ser captada no receptor. Ela é
apenas a portadora da mensagem, a qual deverá ser de alguma
forma “calcada” (“escrita”) sobre ela. É por isto denominada de
onda portadora. Note bem, a freqüência
da onda portadora é a freqüência característica do transmissor. Por
exemplo, a freqüência característica da rádio Jovem Pan - SP é de
620 kHz (quilohertz) --- espero que não tenham mudado isso mas, se
mudaram, ainda serve de exemplo. Isto significa que a onda portadora
da rádio Jovem Pan tem a freqüência de 620 kHz (no registro de uma
rádio essa informação é primordial).
Como já dissemos, a onda portadora não
transmite informação nenhuma; ela caracteriza o transmissor que a
emite. Assim, para receber, num dado receptor, a rádio Jovem Pan,
deveremos sintonizar esse receptor na freqüência
característica dessa emissora, ou seja, 620 kHz. Essa onda portadora
da rádio Jovem Pan tem comprimento de onda de, aproximadamente, 484
m (veja cálculo no quadro acima).
Para transmitir alguma mensagem, a onda
eletromagnética correspondente a essa mensagem deverá ser sobreposta
à onda portadora. A onda portadora, assim modificada, estará
transportando a mensagem,justamente contida nessa modificação.
Procure entender, o que dissemos, examinando com atenção as figuras
abaixo.
Na primeira figura não está sendo
transmitida mensagem nenhuma (CH-aberta). O transmissor emite apenas
a sua onda portadora, de amplitude e freqüência constante.Na segunda
figura, introduzimos uma informação no microfone (com CH-fechada).
Esta informação (um som) convertida em onda eletromagnética,
encontra-se sobreposta à onda portadora. Veja, como a amplitude da
onda portadora, antes constante, varia exatamente como varia a onda
que representa a informação a ser transmitida. Em suma, a variação
da amplitude traduz a mensagem superposta. Dizemos, neste caso, que
a onda está MODULADA EM AMPLITUDE. Em outras palavras, temos a
transmissão de informações em amplitude modulada (A.M.).
Outras vezes, prefere-se introduzir a
mensagem na freqüência da onda portadora. Neste caso, faz-se variar
a freqüência, antes constante, exatamente segundo a mensagem que se
pretende transmitir. Dizemos que a transmissão é feita em freqüência
modulada (F.M.). Procure entender, o que dissemos, nas
figuras abaixo.
Na primeira figura, não há mensagem
nenhuma, e o transmissor emite apenas a sua onda portadora de
freqüência e amplitude constantes. Na segunda figura, o som captado
pelo microfone é convertido em variação de corrente elétrica. Esta
variação vai interferir na onda portadora, modificando, não a sua
amplitude, mas a sua freqüência. A variação da freqüência da onda
portadora contém a mensagem captada pelo microfone. Por isso dizemos
que a onda está modulada em freqüência, ou então, que a
transmissão é feita em freqüência modulada (F.M.).
A esta altura, parece não haver mais
dificuldades em definir modulação.
Modulação é o processo de fazer variar alguma característica da
onda portadora, de modo que ela possa transportar uma mensagem.
Então, uma onda portadora alterada de tal maneira que passe a
conduzir uma mensagem, denomina-se onda
modulada.
Exemplo do
índio: Uma comparação,
embora um tanto superficial, poderá ser feita para tornar mais fácil
o entendimento básico a respeito da modulação.
A fumaça de uma fogueira era utilizada,
pelos índios, para resolver os seus problemas de comunicação. Mas,
um fluxo, de fumaça, contínuo, como é fácil compreender, não contém
mensagem nenhuma.
Uma fumaça “contínua”, poderá indicar,
no máximo, que existe algum índio, do outro lado, querendo dizer
alguma coisa. Não poderá contudo transmitir mensagem nenhuma. Esta
fumaça contínua é comparável à onda portadora do rádio transmissor.
Agora, interrompendo o fluxo de fumaça, periodicamente, segundo um
certo código, previamente conhecido, a fumaça poderá estar
transmitindo alguma mensagem; pelo menos, haverá condições para que
isto esteja sendo feito.
A fumaça 'fragmentada' contendo
informações é comparável à onda modulada da rádio transmissão.
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