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Transmissão
- Recepção Prof.
Luiz Ferraz Netto Parte D - O receptor Noções
sobre a recepção da onda eletromagnética
Na figura temos o circuito mais simples possível de um receptor radiofônico. Em (1) a onda modulada proveniente da 'estação transmissora' atinge a antena, onde gera uma corrente elétrica (2) que oscila da mesma maneira que a onda recebida. Esta corrente oscilante tende a circular entre a bobina e o capacitor, como se vê em (3). Para transformar em onda sonora (5) o modo de variação de amplitude dessa corrente oscilante, deveremos aproveitar apenas uma metade da corrente elétrica (4), a que circula somente num determinado sentido.
Para eliminar uma das metades da corrente oscilante, utilizamos um elemento de circuito chamado diodo. Este deixa passar a corrente elétrica num só sentido, bloqueando-a no sentido inverso -- é um elemento retificador de corrente.
Deixando
passar a corrente num só sentido, o diodo consegue eliminar uma
metade da corrente oscilante modulada, aproveitando-se apenas a outra
metade. No fone, a mensagem é convertida em energia sonora: a variação
da corrente elétrica, traduzindo a mensagem, é convertida em vibrações
mecânicas audíveis. O receptor que acabamos de mostrar, extremamente simples, é comumente chamado de rádio galena. E isto porque, os primeiros receptores de rádio eram deste tipo; fazendo o papel do diodo eles usavam um minério chamado galena. Daí a denominação rádio galena. Esse cristal de galena é normalmente substituído por um diodo de germânio que cumpre exatamente a mesma função do galena, ou seja, retificar a onda. Neste receptor não usamos nenhuma fonte de energia elétrica (pilha, baterias etc.). De onde vem, então, a energia necessária para produzir o som no fone? Não é difícil perceber que essa energia vem da própria onda eletromagnética captada pelo receptor. Indiretamente ela é fornecida, então, pelo transmissor. Ao ser captada, é muito pequena essa energia; mas, ela pode ser suficiente para fazer vibrar a membrana do fone, sem a necessidade de um reforço fornecido pelos 'amplificadores' (que contém geradores de energia elétrica, tais como, pilhas e baterias). O
circuito oscilante Com
o capacitor carregado, e a chave K desligada, toda a energia
encontra-se no campo elétrico que se estabelece no interior do
capacitor. Ligando a chave K, uma corrente elétrica passará a fluir
através da bobina, e como conseqüência, aparecerá um campo magnético.
O campo elétrico diminui no capacitor, à medida que a corrente elétrica,
e portanto o campo magnético, aumenta na bobina. Haverá um momento
em que a carga será nula no capacitor e a corrente máxima na
bobina. Nesse momento toda a energia estará no campo magnético da
bobina.
No receptor, para sintonizar as diferentes freqüências (as diferentes estações), deveremos variar, ou a sua bobina (normalmente através de um cursor que altera o número de espiras), ou então, o seu capacitor (normalmente usando um capacitor variável). E isto porque, para cada par bobina-capacitor existe uma determinada freqüência característica.
Na figura acima, em (a), sintonizamos as diferentes freqüências, variando o número de espiras da bobina com o auxílio do cursor C e, em (b), usando um capacitor variável. Em nossa Parte Experimental usaremos dessas duas técnicas. Ainda, dentro desta primeira etapa (rudimentos) de compreensão, damos a seguir um exemplo, em forma de diagramas, da transmissão e recepção de uma mensagem.
Descrição sucinta: (1) A onda modulada em amplitude (AM) atingindo a antena de um receptor. (2) A corrente elétrica induzida no circuito oscila da mesma forma que a onda modulada. Note que o modo de variação da amplitude traduz a mensagem transmitida. (3) O diodo deixa passar apenas a corrente elétrica que tem um determinado sentido. Como conseqüência, passa para o fone apenas uma metade da corrente oscilante pulsando de acordo com a mensagem. (4) No fone, a corrente variando segundo (3) faz vibrar a membrana, produzindo uma onda sonora idêntica àquela captada pelo microfone do transmissor. Ali a energia elétrica é convertida em energia térmica e sonora. Navegar pelos textos : Parte A, Parte B, Parte C, Parte D e Parte E.
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