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Isto pode lhe ser útil
(Parte 1)

Prof. Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br

1. Dobradores, triplicadores e quadruplicadores de tensão

U é a d.d.p. alternada aplicada na entrada do dispositivo, Um é o valor da tensão de pico (amplitude do sinal alternado), w é a pulsação da tensão, sendo w = 2pf, com f = freqüência da alternância e, t é a variável tempo.

1a. dobradores

Tensão de trabalho dos capacitores deve ser maior
que o valor de pico da tensão que recebem, Um ou
2Um .

Os diodos devem oferecer tensão inversa de pico
(PIU), com pelo menos 2Um.

1b. triplicadores

1c. quadruplicadores

2. Reostato Eletrônico
Através de um potenciômetro comum, de pequena dissipação, poderemos controlar a tensão sobre cargas que demandem até alguns ampères de intensidade de corrente. R1 é um resistor de 1W de dissipação. O transistor deve ser montado num adequado dissipador de calor. Um voltômetro D.C. ligado nos terminais de saída poderá informar a tensão que estará sendo entregue. Qualquer voltômetro DC servirá, desde que se lhe associe em série o resistor (multiplicador) adequado.

Nota: O transistor 2N3055, pelo seu sucesso, anda sendo falsificado ... cuidado! Obviamente ele pode ser substituído por coisa melhor tal qual: 2N3773, MJ15003, MJ802, etc.

3. Oscilador Hartley para vários usos
O circuito permite obter tensões acima de 110V a partir de tensões como 6 ou 12 VCC e pode ser montado usando um conector Sindall de 4 terminais. O transistor usado é um NPN (praticamente todos os de potência que experimentei funcionaram bem nesse circuito; TIP31, 2N3055 --- acabei deixando um C-3153), dotado de dissipador. O transformador é utilizado 'do avesso', o que era secundário vira primário e vice-versa. Testei vários modelos de trafos que funcionaram muito bem (os transformadores comuns para fontes de alimentação são ótimos para essas montagens didáticas) e acabei por manter no circuito um velho trafo do tempo dos 'valvulados' (110+0+110)(6+0+6)(275+0+275). Eis as ilustrações:

As altas tensões são colhidas entre os terminais 110/110 e 275/275. Cuidado, são altas tensões!

E ai você me pergunta: "E para que serve isso?" e eu respondo: "Bem, já usei para duas dezenas de utilidades, entre as quais o acionamento da lâmpada de plasma, cerca elétrica, carregador de cúpulas de Van de Graaff etc. mas, acabei deixando o circuito sendo alimentado com 6 VDC (num porta pilhas de 4 pilhas) e usado para arrancar minhocas do chão. Ligue os terminais de alta tensões em dois garfos comuns e espete os garfos a cerca de 50 cm um do outro num local onde se suspeita que existam minhocas. Se houver, elas pulam para fora logo,logo!

Eis duas fotos desse 'enorme' oscilador de múltiplos usos:

Se você estiver interessado apenas no arrancador de minhocas, recomendo esse circuito, até mais simples.

Usa um transistor NPN de média potência comum (BC548C), um transformador para 110+0+110/6+0+6 -- 300mA, dois capacitores de poliéster (.0047mF e .047mF), dois resistores de 1/4W (100kW e 1MW), uma lâmpada néon (NE-2), um capacitor eletrolítico (220mFx16V), um suporte para 6 pilhas pequenas, uma chave liga-desliga, duas fisgas metálicas (tipo pega-rã) de construção caseira (pode soldar raios de bicicleta numa haste de ferro), conector Sindall, solda,caixa etc.

Enfie as fisgas (pentes metálicos) coisa de 50 cm um do outro (no local onde você suspeita que há minhocas) e ligue o arrancador (a néon deve acusar o funcionamento 'acendendo').

4. Fonte de alimentação ajustável
Numa bancada de trabalho, numa feira de Ciências etc., é indispensável a presença de uma fonte de alimentação ajustável para que se possa dispor de várias tensões, para as mais diversas finalidades. Desde muito tempo (põe tempo nisso!) utilizo essa que esquematizo abaixo. Montei umas 12 dessas em plaquinhas de alumínio de (5 x 10) cm e 2 mm de espessura, essas já servindo tanto de dissipador para o transistor de potência (2N3055/MJE305) como suporte para o potenciômetro, para ponte retificadora de 3 A e para os bornes de saída + e - . De cada plaquinha saem apenas 2 fios, para o secundário dos diversos trafos possíveis (ligados nas marcas ~ da ponte retificadora). Um retângulo de madeira de (10 x 15 x 1) cm serve de base para sustentação dessa fonte.   Em várias dessas fontes foram adaptados, na saída, voltômetros de ferro móvel (o meu é da marca Kron) para poder avaliar a tensão fornecida. O capacitor eletrolítico na saída (2000 mF x 50 VCC), para muitas aplicações, é dispensável. Eis o esquema e a montagem:

5. Adaptador para uma fonte ajustável
Se você já tiver uma fonte de alimentação fixa com qualquer saída entre 4,2 e 40 VCC (corrente disponível entre 1 e 3 A) poderá adaptar esse regulador de tensão com o integrado 317, que é fornecido em duas versões. A saída, agora ajustável via potenciômetro, estará na faixa de 1,2 a 37 V. O regulador 317 deve dispor de um pequeno dissipador de calor isolado do terra (-). Eis o circuito esquemático:


6. Proteção contra curtos circuitos
Acrescente essa etapa protetora em sua fonte de alimentação (fixa 12Vcc ou ajustável de 0 a 12 Vcc) e esqueça os dissabores que ocorreriam em caso de curto circuito.


Descreva-me seus sucessos ou dificuldades (para publicarmos aqui) ... isso poderá ser útil para todos nós! Agradecemos que enviem suas sugestões e/ou nos apontem falhas que, por ventura, tenham nos escapado.

Aquele abraço,

Léo

 


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