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Isto pode lhe ser útil
(Parte 2)
Prof. Luiz Ferraz
Netto
leobarretos@uol.com.br
1. Eliminando as
baterias de 9 volts
Há vários ´brinquedos´
científicos alimentados por bateria de 9 V. Exemplo típico são os
´móbiles eletrônicos´, geralmente produtos importados, que ficam
balançando prá-la-e-prá-ca, tais como esses meus:
Eles dispõem de uma bateria de 9V em suas bases,
as quais alimentam um circuito eletrônico que fornecem pulsos
eletromagnéticos de baixa intensidade de modo intermitente,
garantindo assim o permanente vai-vem de suas partes móveis.
Hobbystas e colecionadores desses ´brinquedos´, além dos
comerciantes que os expõem em suas vitrines, poderão economizar em
baterias (que são caras!) usando de um simples
eliminador de bateria, como esse que apresentamos.
O transformador, com primário adequado à rede elétrica local, deve
ser secundário para 9V~ + 9V~, com CT (center tap), e corrente com
pelo menos 200 mA. Via de regra o consumo de tais móbiles é muito
baixo, de modo que o eliminador poderá alimentar vários deles
associados em paralelo (tranquilamente uns 10!).
O transistor BD135 (NPN) deve ser dotado
de radiador de calor e os capacitores eletrolíticos (C1 e C2) devem
ser para 16 ou 25V. Aos terminais de saída (9V+, 0V), que
pode ser um conector Sindall, podem ser ligados vários clipes
comuns, para 9V, com as cores invertidas: vermelho no negativo e
preto no positivo, de modo que, ao encaixar no clipe do aparelho
alimentado, forneça alimentação com polaridade correta.
2. Transmissor de FM -
básico
Eis um circuito oscilador bem fácil de ser construído, pois seus
componentes não são críticos. Ideal para os iniciantes de
eletrônica.
A bobina osciladora L1 é feita com 8 a 10 voltas de fio de cobre
rígido #22, efetuadas sobre uma forma de 1/4" (lápis); espiras bem
apertadas e juntas. Após o enrolamento e ajustar os terminais de
acesso, retirar a forma (lápis). Recomenda-se (e esse é o espírito
do projeto) experimentar vários diâmetros para a forma, assim como o
número de espiras e verificar seus efeitos sobre a frequência do
sinal emitido.
Com os dados do circuito esquematizado acima,
o sinal poderá ser recebido num receptor comum de FM. Para a
entrada do sinal de áudio, convém acoplá-lo ao circuito mediante
um capacitor de disco (cerâmico) de 0,1 µF. Se quiser você mesmo
montar a etapa amplificadora de áudio, eis o esquema da
complementação:
3. Oscilador/Transmissor
de RF - básico
Este é o circuito que recomendo a todos que iniciam seus estudos de
eletrônica sobre osciladores de rádio frequência.
Provavelmente será o mais simples dos rádios-transmissores que irá
encontrar na literatura eletrônica. Ele contém apenas cinco
componentes e pode ser montado de modo muito compacto; ideal para
Feiras de Ciências ou projeto escolar. Apresenta enorme
versatibilidade, emite numa estreita faixa de frequência, admite
profundas alterações (essa é a melhor parte!), funciona com apenas
uma ou duas pilhas (1,5 a 3,0 V) grande, média, pequena, palito ou
mesmo células de lítio em forma de moeda. Uma das alterações,
bastante interessante, é inserir em série com R1, um termístor ou um
foto-resistor (LDR) para constatar as variações na frequência
irradiada, função da temperatura ambiente ou da luminosidade.
O transistor ilustrado acima (esquerda) é um
2N2222, substituível por BF494 ou equivalentes. Para uma dada bobina
L1, a frequência base pode ser alterada pela alteração do valor do
capacitor C1, e, vice-versa: para um dado capacitor C1, a frequência
base pode ser alterada pela alteração da bobina L1 (diâmetro da
forma, número de espiras, espaçamento, diâmetro do fio, núcleo de ar
ou de ferrita). Ou ainda, alterar C1 e L1! Há uma infinidade de
performances que podem ser tentadas; esta é a parte experimental
útil para seus estudos.
Seguindo o esquema, a bobina L1 contém de 20 a 30
espiras de fio de cobre esmaltado rígido (de 24 a 32 AWG) enroladas
sob forma não condutora (PVC, plástico, fibra, acrílico, papelão,
ferrita) de 0,3 a 1,0 cm de diâmetro. Esta bobina deve ter uma
derivação a 1/3 do final do enrolamento, que será ligada ao emissor
do transistor Q1 (o início do enrolamento é ligado no negativo da
pilha ou bateria e o final, no capacitor C1 e na antena). Eis acima
a foto dessa ´enorme´ montagem (usei como base um espelho de
interruptor de parede).
Nada é crítico neste circuito; experimente com
todos os componentes. Mas, cuidado, esta transmissão pode ir mais
longe do que você está pensando e varrer praticamente todo espectro
de frequência. A potência transmitida vai depender também do
transistor utilizado e da intensidade de corrente que a fonte de
alimentação poderá fornecer. Um variável núcleo de ar em C1, uma
bobina com (10 + 3) espiras em forma de cerâmica de 3 cm de
diâmetro, um transistor 2N3055, uma fonte de 5A, .... !?
4. Fonte de alimentação
(ajustável) de 12V/5A (2 x 2N3055)
Amplificadores de potência, dispositivos
para automóveis, transceptores PX e demais equipamentos que
requeiram alimentação de 12 V sob correntes de até 5A, é o propósito
da fonte abaixo esquematizada.
O ajuste fino de tensão é feito no potenciômetro
de fio de 1k. Os capacitores devem ter tensão de trabalho de 16V ou
25 V; os transistores de potência devem ter bons radiadores de
calor. O transformador T1 tem primário de acordo com a rede local e
secundários para 12 ou 15V, com CT (center tap) e fiação para
corrente de intensidade de 5A (ou mais).
5. Carregador para baterias
NiCd ( O patinho feio)
A corrente de carga constante é obtida
pela aplicação de uma tensão muito mais alta que é reduzida por um
resistor cujo valor ôhmico depende da intensidade desejada. Corrente
de intensidade até 100 mA para a carga de baterias NiCd podem ser
obtidas com este circuito seguro e econômico. Observe bem a
polaridade da bateria a ser carregada.
6. Oscilador em anel com
néon
Com apenas três lâmpadas néon instaladas, teremos uma sequência de
acendimento que pode ser 2-1, 2-1, 2-3, 2-1, 2-1, 2-3, ..., muito a
depender das diferenças que sempre acompanham as lâmpadas néon. Mais
lâmpadas poderão ser acrescentadas ao circuito e a velocidade das
piscadas dependerá tanto dos valores de R1, R2 e R3 (que podem ficar
entre 1M e 4M7), como também dos valores de C1 e C2 (que podem ficar
entre 47 nF e 220 nF). Os resistores podem ser de 1/2 W e os
capacitores devem ter tensões de trabalho de pelo menos 100 V. As
lâmpadas são do tipo NE-2H ou equivalentes.
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Fonte de 150 VDC |
A tensão contínua para alimentar este circuito
pode ser facilmente obtida de um transformador que tenha no primário
dois enrolamentos separados para 117 V (comumente notado como 0/110
+ 0/110 V). Um dos primários receberá a alimentação da rede e o
outro primário passará a fazer papel de secundário entregando a
tensão alternada de 110VAC. Basta fazer uma retificação de meia onda
(1 diodo 1N4004) ou de onda completa (4 diodos em ponte); um
capacitor eletrolítico de 1000µFx250V resolverá o problema da
filtragem. Esqueça os secundários ´verdadeiros´ desse transformador.
Veja ilustração acima, à direita, onde a retificação foi feita com
uma pequena ponte para 200 mA.
7. Intermitência para motor do
pára-brisa
Este dispositivo fornece uma pausa no
movimento útil do motor do pára-brisa, de modo que ele funciona de
modo intermitente, em intervalos de tempo que pode ser ajustado
através do potenciômetro P1. Ele pode ser denominado, também, de
´intervalador´.
Pode ser usado tanto em veículos de 6 como de 12 volts, dependendo
do relé instalado (MC2RC1 para 6V e MC2RC2 para 12V). A ligação dos
contatos do relé (2 e 3) é feita em paralelo com o interruptor do
painel. F1, de 1A, é o fusível de proteção do sistema.
8.
Simples sistema de alarme, com relé
Interrompendo-se qualquer dos fios que
formam os sensores (quebra de continuidade), o relé fechará seu
contato, disparando o alarme. Os contatos 2 e 3 deste relé serão o
interruptor do alarme em questão (buzina, etc.). O relé pode ser de
6V (MC2RC1) ou de 12V (MC2RC2), conforme a alimentação adotada. O
consumo de energia é muito baixo na condição de ´espera´ (stand-by).
O fio sensor é de cobre esmaltado, fino.
9. Fonte de alimentação
15V/15A
O transformador é um tanto ´parrudo´; tem primário para a rede local
e secundário para 15V ou 18V e deve suportar correntes de
intensidade acima de 15A. Os dissipadores dos transistores 2N3055
devem ter boa superfície externa (colocados do lado de fora da caixa
de montagem). O integrado regulador é o LM317. A ponte retificadora
PR deve suportar acima de 15A. Os quatro diodos desta ponte podem
ser obtidos de sucatas de alternadores automotivos (aproveitar os
próprios dissipadores).
Fim da parte 2; são bem vindas suas sugestões e
comentários.
Ah! Se você tiver algumas fotos desses ´móbiles eletrônicos´
(movidos à bateria de 9V), envie-me para melhor ilustrar o primeiro
item deste artigo. Agradeço,
Léo
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