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Geradores de Altas Tensões
(parte 3 -
Fontes AT diversas) |
Prof. Luiz Ferraz
Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br
De F a I, em preparo de formatação ...
01/07/2011 - Grato, Léo
A - Ionizador de ar ambiente (multiplicador de
tensão)
B - Alta tensão com dimmer e bobina de ignição
C - Eliminador de insetos
D -
Inversor para lâmpada fluorescente
E- AT com reator de lâmpada compacta - Plasma e Chifre Elétrico
F - Precipitador eletrostático
G -
Cerca elétrica
H -
Motores eletrostáticos
I -
Laboratório de eletrostática do autor
A - Ionizadores de ar
ambiente
Há várias boas hipóteses científicas que apontam
para melhor bem estar de pessoas sujeitas à presença de íons
negativos no ar de seu ambiente. Assim, para os experimentadores
ligados ao ramo, apresentamos aqui alguns diagramas de ionizadores
de ar ambiente.
Ionizador em cascata -
projeto 1
O projeto está baseado em multiplicadores de tensão (veja
Multiplicadores de tensão na abertura desse trabalho intitulado
Geradores de Altas Tensões). Tal projeto, portanto, implica na
montagem de um multiplicador de tensão capaz de geral, no terminal
de saída, um potencial elétrico de cerca de 1000 Vcc, em relação à
terra.
Circuito Elétrico e
Componentes:
Os capacitores devem ser de poliéster com tensão
de trabalho de 450 Vcc para tensão de alimentação de 117 Vac e 600
Vcc para alimentação de 220 Vac. A verificação de funcionamento pode
ser efetuada mediante uso de uma pequena lâmpada néon dotada de um
resistor de resistência 4M7 colocado em um de seus terminais; o
outro terminal da lâmpada, tocando a agulha de coser, deverá
acende-la. O conjunto todo pode ser colocado dentro de uma pequena
caixa plástica, ficando apenas alguns milímetros da agulha para
fora. O consumo de energia elétrica é irrisório.
Ionizador transistorizado - projeto 2
Tal projeto está baseado em oscilador transistorizado
acionando bobina de ignição ou flyback, com retificador à diodo de
alta tensão. Os transistores utilizados, todos de fácil obtenção,
são NPN; três de baixa potência (BC548) e um de média potência
(BD135) -- todos admitem equivalentes.
Circuito Elétrico e Componentes:
Componentes:
Q1 = Q2 = Q3 = BC548; Q4 = BD135;
R1 = R2 = 22 k; R3 = R4 = 1 k; R5 = 3k3; R6 = 100 ohms; R7 = 4k7; D1
= D2 = 1N914; D3 = TV18 (diodo de alta tensão usado em televisores
branco e preto); T1 = bobina de ignição ou flyback de TV branco e
preto.
Notas:
(1) Optando pelo uso do flyback para TV branco e preto, deve-se
enrolar na perna livre do núcleo de ferrite, para funcionar como
primário, de 15 a 30 espiras de fio de cobre esmaltado ou encapado,
de diâmetro cerca de 0,5 mm. Experimentar ... cada 1 cm de
comprimento de faísca (contra um terminal de terra) equivale a cerca
de 10 kV de tensão de saída.
(2) O terminal positivo do diodo de alta tensão (D3) é ligado
diretamente ao terminal de alta tensão do flyback ou bobina de
ignição automotiva.
Ionizador dimmerizado - projeto 3
Este projeto alimentado diretamente pela rede elétrica
local (117 ou 220 Vac), comporta a técnica 'dimmer' para acionar uma
bobina de ignição automotiva ou um flyback adaptado, para gerar a
alta tensão de ionização do ar ambiente. O 'coração' de um dimmer é
um TRIAC ou um SCR; aqui foi utilizado o SCR MCR106.
Circuito
Elétrico e Componentes:
Componentes:
SCR1 = MCR106; C1 = 8 a 16 µF; D1 = 1N4007; D2 = TV18 (diodo de alta
tensão de antigos TV); R1 = 220 k; R2 = 1 k ou 2k2; R3 = 1M5; R4 =
potenciômetro de 4M7; NE1 = NE2 = lâmpada néon comum de rabicho; T1
= bobina de ignição automotiva ou flyback branco e preto, com 15 ou
30 espiras de fio de cobre esmaltado ou encapado de 1 mm.
B - Alta tensão com
dimmer e bobina de ignição automotiva
Pode-se obter uma boa alta tensão (acima de 30 kVAC) com a
combinação de três componentes de fácil obtenção e ... nenhuma
solda! Os três componentes são: 1
dimmer de luz comercial (para
lâmpadas incandescentes de quartos, ventiladores, etc., disponível
em qualquer loja de material elétrico), um
capacitor de poliester de
3 µF x 250 V (servem esses usados para partida de ventiladores com
motor de indução) e uma
bobina de
ignição automotiva (disponível na
sucata de muitas oficinas 'autoelétricas').
Circuito Elétrico e
Componentes:
Esses três componentes
são associados em série e, aos extremos desta associação, aplica-se
a tensão elétrica proveniente da rede domiciliar de 117/220 Vac
(depende do dimmer adquirido, ou melhor, depende da rede elétrica
local e do TRIAC posto no dimmer).
Abaixo mostramos os componentes citados que tiveram, como base, uma
placa de acrílico e pés de borracha.
E alguns detalhes desta montagem:
Projeto do dimmer
caseiro
Todavia, o interessante da coisa, não é comprar o dimmer já pronto
... e sim construí-lo! A seguir mostramos o
circuito de um dimmer
básico e sua aplicação como parte de um gerador de alta tensão, como
descrito acima.
Circuito Elétrico e
Componentes:
E detalhes da montagem:
Este esquema de dimmer básico que apresentamos é o modelo amplamente
disponível em lojas de material elétrico. É o modelo típico para a
rede domiciliar de 117 VAC para controle da luminosidade de lâmpadas
incandescentes desde 30 W até algumas centenas de watts, dependendo
do triac utilizado. A intenção deste artigo que lhes apresento não é
entrar no mérito do funcionamento dos dimmers e sim como utilizá-lo
para gerar altas tensões AC em altas frequências.
Com esta montagem, como gerador de alta tensão, consegui faíscas
abundantes com 3 cm de comprimento.
Cuidado! Não esqueça que a
montagem está diretamente ligada à rede elétrica; todo cuidado é
pouco. Além disso, mesmo após desligar o circuito, o capacitor de 3
µF continua carregado e pode possibilitar um belo choque! Para
prevenir isto, foi colocado em paralelo com tal capacitor de poliester um resistor de 150 k, 1/4 W (veja sobre o capacitor nas 3 primeiras fotos).
C - Eliminador de
insetos
Você já deve ter visto aquele aparelho com uma luz arroxeada e
ouvido um ocasional (ou constante) Tléc! Tléc! Tléc! Se ouvir
atentamente, você poderá até captar os gritos dos infelizes insetos
no momento em que são eletrocutados pela descarga de capacitores
carregados com cerca de 600 V!
A versão High-Tech desses eliminadores de insetos
compõe-se essencialmente de uma fonte de alimentação de alta tensão
com baixa corrente, uma lâmpada (normalmente) fluorescente que
serve para atrair essas indesejáveis criaturas voadoras (e/ou
vetores de doenças) e uma grade ou tela adequada que recebe esta
alta tensão.
A versão Low-Tech usa apenas um pequeno ventilador para dirigir os
insetos para uma bandeja contendo água, a partir da qual eles são
demasiadamente estúpidos ao tentarem escapar ... a tensão
superficial da água não permitirá isso!
Todavia, esses dispositivos não são seletivos e liquidam tanto os
insetos amigáveis, úteis, como as pragas indesejáveis.
Apresentaremos duas versões (eu, particularmente, uso a primeira
delas, tanto em casa (interno e horta), como no Rancho dos Ventos
(meu sossego à beira do Rio Pardo).
Circuito típico -
projeto 1
Este é o circuito que adoto, cujo construção é bastante simples. A
montagem requer:
1 base de
madeira (pesada; usei uma de ponta de terça de peroba -- resto
de construção de telhado -- de 10 x 10 x 4,5 cm). Esta base tem um
furo na lateral e outro no centro, que se cruzam dentro do
bloco; serve para passar o cabo paralelo de alimentação AC do
circuito.
1 soquete comum (normalmente usado para lâmpada incandescente)
1 lâmpada compacta negra de 117V x 21 W
20 m de fio de alumínio nu (sem capa ou esmalte) de diâmetro
entre 0,5 e 0,8 mm
1 resistor de 10 k x 1/2 W
2 diodos retificadores 1N4007
2 capacitores de poliéster de 1µF x 250 V
1 conector Sindall de 5 seções
4 varetas de madeira dura de diâmetro 6 mm e comprimento 23 cm.
Circuito Elétrico e
Componentes:

LCN - Lâmpada compacta
negra 117V/21W
D1, D2 - 1N4007
C1, C2 - 1 µF x 250 Vcc |
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As varetas, com dentes espaçados de 3 a 4 mm (só na região onde fica
a parte ativa da lâmpada compacta negra), são espetados nos 4 furos
na base e suportam o enrolamento dos dois fios de alumínio. Cada fio
de alumínio é ligado na fonte de alta tensão (circuito dobrador de
tensão) nos pontos M1 e M2. Os fios são enrolados de modo que o fio
positivo (M1) e o fio negativo (M2) fiquem lado a lado (basta ir
enrolando M1 pulando um dente em cada vareta e depois enrolar
M2 nos dentes livres).
Para fazer o denteado espaçador nas varetas, usei um tubo branco
corrugado (cabo plástico flexível de ligação de torneiras), cortei
cerca de 13 cm de comprimento e depois cortei 4 tiras longitudinais
de 3 mm de largura cada uma. Essas tiras foram coladas com cola
epoxi nas varetas. As grades formam hélice cilíndrica duplas, com
passo de 3 a 4 mm. Uma hélice ligada em M1 e a outra em M2. Eis
algumas fotos colhidas lá no Rancho dos Ventos (sobre a mesa do
baralho, notebook e Ipad --- he he he , ninguém é de
ferro!):
Recomendo, pois funciona mesmo! Um pincel macio é
o mais indicado para limpeza dos fios mas, cuidado ... mesmo depois
de desligado o capacitor continua carregado; mantenha longe do
alcance de crianças.
Ah! Em tempo. O fio de alumínio pode ser obtido em lojas de
bijuterias; pena que, em geral, vem recoberto de um esmalte
colorido, o qual deve ser retirado. Não tenho outras fontes de
indicação para a compra deste fio; se alguém o souber favor
comunicar-me e coloco aqui tal indicação. Como último recurso, tal
fio poderá ser substituído por arame galvanizado fino (coisa de 0,6
mm de diâmetro) --- este é fácil de encontrar em lojas de ferragens
(por 'quilo').
Oba! Retificando o texto acima ... quinta -
21/07/2011 ... descobri a fonte para o fio de alumínio: fio para
cerca elétrica de 0,5 mm! Comprei um rolo fechado por R$ 50,00 ...
não tem marca alguma, indicação de espessura, etc. Problema do fio
resolvido! Agora falta resolver o problema do suporte para a bobina
eletrificada ... a solução do tubo canelado, cortado em tiras, não
me agradou.
Circuito quadruplicador -
projeto 2
Trata-se tão somente de uma linha quadruplicadora
de tensão. R1 e R2 fornecem corrente limitante, caso alguém entre em
contato com as grades. As grades podem ser do tipo hélice cilíndrica
dupla, como a do projeto 1, ou
haste retilíneas de arame galvanizado colocadas paralelamente
(distanciadas de 4 mm) e interligadas alternadamente; uma associação
na saída positiva AT e a outra na negativa.
As lâmpadas indicadas na ilustração, L1 e/ou L2 admitem as seguintes
variações:
1- lâmpadas incandescentes roxas ( uma ou duas) de 5 a 10 W e seus
soquetes;
2- lâmpadas compactas negras de 21 W (as recomendadas);
3- lâmpadas fluorescentes azul, necessita starter/reator e seus
soquetes.
O dispositivo pode ser adaptado para 'insetos tamanho jumbo' ou
mesmo pequenos roedores; para tanto, basta substituir os capacitores
de poliéster para outros de valores maiores (1 a 3 µF).
As grades (fios ou hastes) metálicas devem ser postas ao redor da
lâmpada, com os devidos suportes isolantes.
D - Inversor eficiente para lâmpadas fluorescentes de 20/40 W -
projeto 1
Seja bem vindo o progresso com as caras
lâmpadas fluorescentes compactas mas, que não acertaram no gol é um
fato. Sua iluminação é precária, não permitem uma leitura com luz
adequada ou mesmo uma área de trabalho devidamente iluminada. Têm
suas restrições de uso. Ainda perdem, de longe, para os longos tubos
fluorescentes de 40 W; uma fonte extensa de luz.
Este projeto pretende mostrar o uso da baixa tensão (12 Vcc),
alimentando um inversor que, por sua vez, alimenta uma lâmpada de 40
W (ou duas em série de 20 W), com brilho adequado aos nossos
trabalhos que requerem boa iluminação. O bom hobbysta pode começar
montando apenas o inversor sem controle de brilho (esquema 1)
e depois, num requinte, acrescentar o controle de brilho (esquema
2).
Circuito Elétrico e
Componentes:
O primeiro trabalho será a construção do
transformador de núcleo aberto, usando um bastão de ferrite de 8 cm
de comprimento e diâmetro 10 mm (pode ser aproveitado da bobina de
antena de um antigo rádio transistorizado). O enrolamento se fará em
três etapas: enrolamento primário com 58 espiras de fio de
cobre esmaltado de diâmetro 0,61 mm, enrolamento de realimentação
(feedback) com 13 espiras de fio de cobre esmaltado de diâmetro 0,28
mm e enrolamento secundário de 450 espiras (feito em 3
camadas de 150 espiras cada) de fio de cobre esmaltado de diâmetro
0,28 mm. Todas as camadas e o próprio bastão de ferrite devem ter
uma cobertura de papel encerrado. Todos os enrolamentos devem ser
feitos no mesmo sentido, marcando cuidadosamente o início e o fim de
cada um deles; isto será importante para o ajuste de fase da
realimentação ligada à base do transistor de potência. Ilustramos:
Layout
Inversor eficiente multiuso - projeto 2
Este é realmente um inversor para vários usos.
Tal circuito pode ser usado, por exemplo, para alimentar uma
lâmpada estroboscópica, uma lâmpada de flash fotográfico, uma
lâmpada fluorescente, etc. Com os valores fornecidos, irá gerar
mais de 400 Vcc a partir de uma fonte de alimentação de 12 V e
carregar um capacitor de 200 µF x 300V em menos de 5 segundos.
Circuito Elétrico e
Componentes:
C1 = 1µF x
100 V, poliéster; R1 = 4k7 x 1 W; D1 = 1N4007; D2 = 1N4948 x
1,2 kV (rápido); R2 = 1k x 1 W; C2 = 300 µF x 450 V; T1 =
primário 6,3 V - 0 - 6,3 V x 2,5 A, secundário 117 V
(transformador de filamento às avessas); Q1 = 2N3055 +
dissipador.
Notas:
1.
A parte física da construção pode seguir várias formas; CI,
placa padrão, minibox, conectores Sindall, etc. Verificar se as
conexões de saída estão bem isoladas.
2.
C1 deve ser do tipo não polarizado; não é eletrolítico.
Poliéster é a recomendação.
3.
D1 fornece um caminho de retorno para a base e impede
significativa tensão inversa na junção B-E. Qualquer diodo para
1A ou maior servirá.
4.
C2 é posto para o armazenamento de energia para o caso de
aplicações em estroboscopia (flash). Remover D2 e C2 para uso
com lâmpadas fluorescentes ou outras aplicações que requerem
tensão alternada da ordem dos 400 Vac.
5.
D2 dever um de alta velocidade (recuperação rápida). Para
testes, um 1N4007 deve funcionar suficientemente bem. R2 limita
os picos de corrente através de D2.
6.
A polaridade de entrada em relação à saída é importante.
Selecione para máxima tensão de saída, invertendo os fios de
saída pretos (primário funcionando como secundário).
7.
Para operação contínua a colocação de um bom dissipador de calor
no transistor Q1 (2N3055 ou equivalente NPN, com Vceo >
80, Ic > 2A e Hfe > 15) é indispensável. Se usar transistor tipo
PNP, inverter as polaridades da fonte de alimentação e D1;
inverta os fios de saída CC.
8.
Os componentes nunca são iguais quer entre si quer com aqueles
indicados na montagem. O meu transformador T1 não será igual ao
seu transformador T1. Assim, algumas experiências com os valores
dos componentes poderá melhorar o desempenho de sua montagem.
Esta é a melhor parte de qualquer projeto!
9.
Ao testar, use uma fonte de alimentação variável (indispensável
numa bancada!) para que você tenha uma idéia de quanta tensão de
saída é produzida para cada tensão de entrada. Os valores dos
componentes não são críticos, mas seus comportamentos são
afetados sob diferentes tensões de entrada/saída e cargas
distintas; tais condições afetam R1 e C1 (e o ganho de seu
específico transistor).
10.
ATENÇÃO: A alta tensão de saída é perigosa, mesmo sem
capacitor de armazenamento; com um deles, pode ser letal! Tome
as devidas precauções.
E- A.T. com reator de lâmpada compacta - Plasma e Chifre Elétrico
A lâmpada fluorescente compacta, com
seu reator eletrônico posto na própria base da lâmpada também é alvo
de 'transformações' nas mãos dos hobbystas e curiosos da eletrônica.
Seu reator fornece os mais de 800 V (em alta frequência) que podem
ser aplicados em lâmpadas de plasma, chifre elétrico, fonte AT para
ensaios em eletrostática, etc.
Lâmpadas: Fluorescência
versus incandescência
Incandescência é o processo de conversão de energia térmica
em energia luminosa -- de calor para luz --, que exige a existência
de um filamento em alta temperatura (cerca de 1900 ºC). Esta
conversão é muito simples (é direta, efeito Joule), mas as
desvantagens são que apenas 5% da energia elétrica consumida pela
lâmpada é utilizada para gerar luz (95% é desperdiçada em forma de
calor) e o tempo de vida é limitado a cerca de 2 000 horas.
Fluorescência é o processo de conversão da radiação
ultravioleta (UV) para luz visível. Os elétrons fluem através da
lâmpada e colidem com átomos de mercúrio, produzindo fótons de luz
UV. Estes fótons incidem no revestimento de fósforo no interior do
tubo de vidro e geram a luz visível.
Este processo de conversão de dois estágios é muito mais eficiente
do que o processo da lâmpada incandescente, resultando em 25% da
energia elétrica consumida para gerar luz visível, com temperaturas
mais baixa (cerca de 40 ºC) e maior durabilidade (10 000 horas). A
carga de tais lâmpadas compactas é resistiva, mas o reator
eletrônico que é conectado entre a rede local AC e a lâmpada, para
controlar sua corrente, é uma carga capacitiva.
Uma lâmpada fluorescente compacta (LFC) inclui a base de rosca
Edison e sua caixa plástica, o reator eletrônico e a lâmpada
fluorescente em forma de espiral compacta (ou outra forma compacta).
Eis um visual:
Apesar de ineficientes para leituras e trabalhos
de escritórios, além de mais caras, as lâmpadas fluorescentes
compactas têm alguns méritos se comparadas às clássicas lâmpadas
fluorescentes de tubo longo. Apresentam menor consumo de energia elétrica (ao
redor dos 80%) e têm vida útil de 5 a 15 vezes maior. Normalmente
tais lâmpadas estão disponíveis nas seguintes 'temperaturas de cor':
Branco quente - 2700 K
Branco frio - 4000 K
Luz do dia - 6000 K
K (maiúsculo), leia-se kelvin (sim, com k
minúsculo, pois é unidade de medida escrita por extenso --- conforme
exige o Sistema Internacional de Unidades --- SI) é a unidade de
temperatura absoluta no SI.
Na maioria das aplicações de iluminação, dá-se preferência ao
'branco quente', pois está mais perto do tubo clássico e se mostra
mais agradável às pessoas.
A lâmpada fluorescente compacta usa tubo com gás
sob baixa pressão, assim como os tubos clássicos e a técnica de
transformar energia elétrica em energia luminosa também é a mesma.
Tais tubos apresentam em ambas as extremidades dois filamentos
(eletrodos) revestidos com bário. Os catodos alcançam altas
temperaturas (coisa dos 900 ºC) e liberam elétrons que são
acelerados pela alta tensão entre os eletrodos e chocam-se com os
átomos de argônio e mercúrio. Disso resulta plasma de baixa
temperatura. O mercúrio passa a irradiar energia em forma de luz UV.
A face interna de tais tubos, revestidas com polímeros
fotoluminescentes, convertem esta luz UV que recebem em luz visível.
O tubo é alimentado por corrente alternada, de modo que a função dos
eletrodos fica alternando entre os estados de anodo e catodo. Devido
à frequência utilizada nesta alternância ser muito alta (bem acima
da persistência retiniana), as lâmpadas compactas não 'piscam', em
comparação com as lâmpadas clássicas de tubo. O conversor chaveado
das compactas está inserido dentro do invólucro na base (de rosca)
da própria lâmpada e substitui o reator e 'starter'.
Vou colocar
aqui o esquema típico de algumas fluorescentes clássicas, ainda em
uso por este mundo afora!
Circuito Elétrico e
Componentes:
Antes de entrar nestas transformações que daremos
a tais reatores, vejamos algumas linhas esclarecedoras sobre eles;
para tanto vamos nos utilizar de um esquema elétrico típico
facilmente colhido na WWW. Optei pela LUXAR 220Vx11W, usando o
MJE13003 e outro, usando o BUV46A:
Circuito Elétrico e
Componentes:
Pinceladas de funcionamento
O circuito da Luxar 11W mostra, na entrada, o setor de alimentação que inclui
supressor de interferência (L2), fusível (F1), ponte retificadora (4 x 1N4007) e
capacitor eletrolítico de filtragem (C4). O setor de 'partida' inclui D1, C2, R6
e DIACs D2 e D3; R1 e R3 são resistores de proteção. As demais partes apresentam
suas funções normais de operação .
R6, C2 e DIAC produzem o primeiro pulso na base do transistor Q2 e determinam
seu desbloqueio. Após este início esta seção é bloqueada pelo diodo D1. Depois
do desbloqueio de Q2, este descarrega C2; deste modo não sobra potencial para o
DIAC conduzir. A seguir são excitados os transistores ligados ao
pequeno transformador TR1. Este transformador tem por núcleo um anel
de ferrite, com três enrolamentos. A seguir os filamentos são
alimentados através de C3 ao mesmo tempo que se eleva a tensão no
circuito ressonante da L1, TR1, C3 e C6.
MJE13003 ==> possíveis substitutos: BD127, BD128, BD129, 2SC2611, 2SC2482.
Com outro invólucro: MJE13007.
Para os técnicos e experts da eletrônica que
queiram por a mão na massa e consertar tais reatores eletrônicos,
eis alguns circuitos de referência:
Chifre elétrico
A alta tensão gerada na saída deste reator é suficiente para acionar
quer um flyback ou mesmo uma bobina de ignição automotiva. As
varetas do chifre elétrico podem ser substituídas por uma lâmpada de
plasma ou por simples lâmpada incandescente (mesmo queimada) para se
obter os eflúvios elétricos.
Circuito Elétrico e
Componentes:
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