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'Modesto' transmissor OM
(500/1500 kHz)

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br

Objetivo
Há notadamente grande interesse, por parte dos alunos e hobbistas, na montagem de pequenos transmissores que operem na faixa de radiodifusão, tanto AM (500 a 1500 kHz) como FM (88 a 108 MHz). Como tais faixas são regulamentadas e como são necessárias licenças especiais para uso de transmissores, só há um recurso para atender a tais interesses: restringir o alcance da transmissão a apenas algumas dezenas de metros. É nesse escopo que apresentamos esse 'modesto' transmissor para a faixa de ondas médias. Didaticamente, que é o espírito do Feira de Ciências, esse é o recomendado. Numa Feira de Ciências Escolar o grupo de alunos envolvidos no projeto pode ser subdividido em dois 'boxes'; um para o transmissor e outro para o receptor (que poderá ser um simples rádio portátil para OM ou, melhor ainda, um rádio 'galena' sintonizado para essa faixa). 'Toda' a teoria envolvida na transmissão e recepção de ondas eletromagnéticas poderá ser apresentada pelo grupo de alunos.

Circuito
Eis o circuito esquemático do 'pequeno' transmissor:

Material

Q1 - transistor de germânio 2N139 ou equivalentes: AC138, AC180, AF125, AF127, 2N1305, 2N1307. Na falta desses, pode-se experimentar (essa é a melhor parte do projeto --- experimentações!) transistores de silício, tais como: BC177A, BC327, BC376, BC488, BC490, BC640, BC807, BC856, BC869, BF441,
BF450, BF424, BF440.
R1 - 100k, 1/2W.
C1 - 365 pF, capacitor variável de rádios valvulados.
C2, C4 - 0,02
mF x 50Vcc - tubular, cerâmica, poliéster etc.
C3 - 0,002
mF, cerâmico.
L1 e L2 - descritas no texto a seguir.
mic. - microfone de carvão, tipo 1 botão.
S1 - interruptor comum, 1 pólo, 1 posição.
B1 - bateria de 6V (ou associação série de 4 pilhas).

Comentários
A freqüência das ondas médias irradiada pelo aparelho será determinada pela bobina L1 e pelo capacitor variável de 365 pF (retirado de um ´velho´ rádio valvulado). L1 consiste de certa quantidade de espiras de fio litz, 7/41, enroladas com espiras juntas, sobre um bastão de ferrite de 17,5 cm de comprimento e 8 mm de diâmetro. O número de espiras não é muito crítico, basta que se deixe livre cerca de 6 mm em cada extremidade do bastão. L2, enrolada diretamente sobre L1, tem cerca de 35 espiras de fio de cobre esmaltado No 24.

Esse fio litz 7/41 já é uma raridade, bem difícil de ser encontrado. Uma opção é desmontar transformadores de FI (freqüência intermediária) da sucata de rádios valvulados (essas FI estão dentro de canecas de alumínio), pois eles foram enrolados com fio litz. Outra opção é substituir tal fio litz por fio de cobre esmaltado No 38 ou 36.
Outra opção ainda, para os que gostam realmente de fazer experimentações, crescendo no âmbito da ciência, é usar 7 pedaços de fio 41 ligeiramente torcidos juntos, mediante uso de uma furadeira manual. Não me pergunte qual deve ser o comprimento de cada pedaço desses 7 fios; os dados de L1 acima deve lhe dar condições geométricas de calcular isto!

A antena pode ser feita com cerca de 3 m de fio de cobre rígido. Maiores extensões podem começar a causar problemas, interferindo nos rádios dos vizinhos. Uma boa ligação de "terra" é recomendável.
O microfone de carvão é componente relativamente comum em boas 'casas de rádio'; se houver dificuldade nessa aquisição procure obter um microfone de carvão que é usado nos telefones.

Após toda a montagem (e muitas verificações!), vamos colocá-lo para funcionar: ligue a chave S1 e fale diante do microfone, deixando o capacitor C1 aberto numa posição média. Isso deverá dar um sinal no receptor próximo (mínimo de 20 m), mais ou menos no meio da escala de ondas médias. Verificada a recepção é possível (ajustando C1) levar a recepção para outro ponto da escala livre de 'estações'. Selecione cuidadosamente esse ponto de recepção (ajustando C1) até encontrar o 'ponto' ideal.

Nota
Como estímulo à experimentação, devemos informar que esse transmissor poderá operar em outras freqüências. Tenha sempre em mente que:
L1 e C1 determinam a freqüência de operação;
L2 funciona como técnica de realimentação, responsável pela manutenção das oscilações no transistor (atenção: se não oscilar, inverta os fios de L2!);
o microfone de carvão (cuja resistência interna varia com a voz do operador) incumbe-se da modulação da corrente.

Mantendo-se as proporções dos enrolamentos é possível subir a freqüência de operação para a faixa de ondas curtas --- porém, para um dado transistor, haverá um ponto (freqüência) que o transmissor deixará de oscilar. Essa é a hora cerca para a experimentação com vários tipos de transistores (alguns já estão na lista de materiais); o experimentador habilidoso poderá chegar em freqüências bem elevadas em ondas curtas!

Bom sucesso!  ... mas, se você nos escrever comunicando sua montagem, suas dificuldades, suas experimentações, seus erros, seus sucessos, etc., poderemos publicar isto, de modo que será útil para todos os iniciantes e participantes. Agradecemos.

 


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