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Dimmer
- Controlador de Potência
(Furadeiras elétricas,
lâmpadas etc.)
Prof.
Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Apresentação
Na Sala 03, item 09, já tivemos a oportunidade de apresentar um
"Dimmer
... com TRIAC" <== veja!
Esse projeto de Controlador de Potência que agora
apresentamos, tem (e isso o diferencia do projeto anterior) dupla
etapa defasadora, a qual permite, através do potenciômetro,
variar com acuidade o ponto em que o TRIAC entra em condução (em
relação ao instante em que a tensão da rede passa pelo valor
ZERO).
Essa rede de controle é formada por C2, C3, R1, R2 e R3. O DIAC D1
conduz abruptamente quando a tensão em C3 atinge uma amplitude
determinada e isso faz o TRIAC conduzir potência para a carga.
No restante, esse Controlador é bastante convencional e, como tal,
explora a variação do ângulo de condução de um tiristor,
no caso um TRIAC, que permite o aproveitamento de ambas as
alternâncias da tensão alternada da rede domiciliar (um SCR só
permite aproveitar uma das alternâncias).
Comentários
A máxima intensidade de corrente que o TRIAC indicado (TIC226B) é
capaz de controlar é 8 A. Isso limita a potência máxima a algo
acima de 800 W, para a rede de 117 VAC. Se o Controlador for
utilizado para variar o 'brilho' (potência) de lâmpadas
incandescentes, devemos lembrar que 'lâmpada incandescente' não
é resistor ôhmico; sua resistência varia acentuadamente com a
temperatura. Assim, quando 'apagada', filamento frio, sua resistência
é bem baixa e ao ser 'ligada' via Controlador, permitirá fluxo de
corrente de intensidade bem acima do valor nominal. Nesse caso, não
é aconselhável exceder os 500 W de lâmpadas ligadas ao
Controlador. Podemos, todavia, aumentar a potência suportada pelo
Controlador, substituindo-se o TIC 226B por outras unidades dessa série,
como o TIC 226C para 300 V ou o TIC 226D para 400 V, este último
adequado para redes elétricas de 220 VAC (nesse caso, empregue
capacitores com tensão de isolação de 400 V ou mais). Nestes
casos, a potência controlada supera os 1700 W.
No
projeto original, os valores dos componentes R3 e C3 podem ser
alterados (conforme sua disponibilidade local) mas, todavia, como
existe uma interdependência entre eles, convém substitui-los
conforme a seguinte tabela:
| R3
(kW) |
C3
(mF) |
| 47 |
0,33 |
| 100 |
0,22 |
| 200 |
0,1 |
Esse
projeto tem seu desenvolvimento também voltado para o controle de
motores universais (caso das furadeiras elétricas,
liquidificadores, batedeiras de bolo e eletrodomésticos em geral),
que constituem 'cargas indutivas' e, como tal, necessita de um
filtro para interferência e para proteção do TRIAC e DIAC.
Quem se incumbe dessas tarefas é a rede constituída por C1 e
XRF1. Esse reator XRF1 deve ser confeccionado enrolando-se 40
espiras de fio de cobre esmaltado de diâmetro 1 mm (fio 18 AWG),
duas camadas de 20 espiras, sobre um pequeno bastão de ferrita de
6,3 mm de diâmetro (1/4"). Para o caso de motores elétricos,
a ausência desse filtro (C1 + XRF1) pode causar danos no TRIAC e
DIAC.
Componentes
Semicondutores
TRIAC - TIC226B, TIC226C ou TIC226D
DIAC - D3202U ou equivalentes
Resistores (1/4 W, 10%)
R1 - 100 kW
R2 - 47 kW
R3 - potenciômetro; ver tabela acima.
Capacitores
C1, C2 - 0,1 mF,
250 V
C3 - ver tabela acima.
Diversos
XRF1 - reator de filtro (no texto acima),
plaqueta de CI, fio, solda, dissipador etc.
Circuito
esquemático
Circuito
impresso e componentes
Montagem
na caixa plástica
Observe
que o potenciômetro leva apoiado no fundo de sua carcaça o CI com
seus componentes; ele é aparafusado em uma caixa plástica. O
terminal 'livre' do potenciômetro, na ilustração acima, pode ser
ligado ao terminal central. Essa montagem não apresenta pontos críticos,
salvo quanto à segurança, uma vez que o circuito fica diretamente
ligado na rede elétrica domiciliar; suas partes metálicas não
devem ficar expostas ao usuário.
O TRIAC deve dispor de um dissipador de calor. Se for usada uma
caixa metálica, esta poderá servir de dissipador e, nesse caso,
para isolação elétrica, deve-se usar a tradicional folha de mica
(pois a parte metálica do TRIAC está ligada eletricamente a um de
seus terminais). A eficiência da troca de calor entre o TRIAC e a
caixa metálica aumenta bem com a aplicação de uma fina camada de
graxa de silicone entre o tiristor e a folha de mica e entre esta e
o painel metálico da caixa.
Dimmer
de alta potência
Muitos são os consulentes do Feira de Ciência que escrevem
perguntando como 'alterar' o circuito para ser usado como
'controlador de temperatura de chuveiro elétrico'. Em essência a
'alteração' a ser feita é a troca do TRIAC para BTA26 ou BTA41.
O BTA26 é para 25 A e o BTA41 é para 40A. Todos os TRIACs da
linha BTA são de carcaça isolada. O detalhe de montagem
mais importante é sobre a dissipação de calor desses BTAs, para
a qual se recomenda o uso do próprio cano do chuveiro. Fazer o
dissipador no cano tem como principal vantagem o resfriamento à água.
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