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Micro-Laboratório de Eletrônica
(Projetos Didáticos)

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br 

Nota: A parte de aplicações do mLAB estará em constante fase de construção (estou trabalhando com algumas ilustrações, retiradas do meu Manual de Feira de Ciências - Vol. I). Quem quiser participar do projeto, enviando sugestões para as aplicações, antecipo meus agradecimentos ... e de todos!

Introdução
O experimentador iniciante, os cursos técnicos de eletrônica, o aluno de eletrônica, o expositor de feiras de ciências e os hobbistas científicos em geral que dedicam periodicamente algum de seu tempo em experimentações eletrônicas, necessitam de algum projeto que permita desenvolver rapidamente suas experimentações. Entre muitos projetos que cumprem essa finalidade (alguns vendidos em forma de 'kits') propomos esse
m-Lab, cuja placa-mãe, de produção bastante simples, permite à montagem de uma centena de outros projetos (rápido e sem solda!). Aqui apresentaremos duas dezenas deles.

Placa-Mãe
O
m-Lab pode ser montado sobre uma base de madeira (150 x 100 x 6) mm com 4 pés de borrachas, como se ilustra:


Base de madeira para o m-Lab.

O projeto do m-Lab (placa-mãe) permite a montagem (sem soldas) de circuitos com as seguintes funções (entre outras):

01 — oscilador de áudio: experimentações com freqüências de áudio, efeitos de realimentação, telegrafia etc;
02 — metrônomo; ligação de relés, excitação de TRIACs etc;
03 — provador de continuidade; teste de filamento de lâmpadas, fusíveis, primários e secundários de transformadores, resistores, Ieds, bobinas, diodos etc;
04— provador dinâmico de transistor (PNP e NPN);
05 — foto-oscilador; funcionamento do LDR, fotômetros etc;
06 — sirene; simulação de sirene de fábrica, dispositivo de chamada, efeitos sonoros etc;
07— foto-alarme; alarme luminoso de passagem, presença etc;
08 — altas-tensões; excitador de nervos, sinalizador a néon, sinalizador a fluorescente, uso do flyback etc;
09 — provador de capacitores: cálculo aproximado de capacitâncias etc;
10 — micro-amplificador (várias impedâncias);
11 — seguidor de sinais de RF e áudio;
12 — luz de emergência; carregador de baterias;
13 — sirene de potência (duplo-oscilador);
14 — amplificador para foto transistor (2N3055); captação de modulação de lâmpadas incandescentes e
fluorescentes;
15 — teste de capacitores de 1 nF a 1 000 pF;
16 — alarme de direção;
17 — termômetro eletrônico;
18 — simulação de metralhadora;
19 — som de mugido de boi; buzina automotiva etc.

Material Placa-Mãe Esquema geral do m-Lab.

2 soquetes para válvula de 7 pinos;
1 trimpot 47 k
W;
1 potenciômetro linear de 1M5
W  
ou 2M2
W, pequeno;
1 resistor de 1K5, 1/4 W;
1 capacitor eletrolítico de 100
mF x 16V;
17 conectores pequenos tipo Sindall 
(1 barra de 12 e 1 barra de 5);
1 botão para potenciômetro;
1 suporte em L para o potenciômetro;
2 bornes (preto e vermelho) fêmeas;
diversos: fios coloridos para ligações, 
parafuso para madeira, solda, canivete etc.

CI, placa-mãe, face cobreada.    CI, placa-mãe, face dos componentes.

Detalhes da montagem

01 — Os soquetes de 7 pinos, para válvulas termiônicas tem o aspecto abaixo representado (à esquerda). Pode-se conseguir tais componentes em oficinas de conserto de rádio e TV. Para seu uso em placa de circuito impresso, você deve retirar a lapela metálica que o envolve a cerâmica e o tubo metálico central. Use um canivete e alicate de corte para tal finalidade. Após essa “depenação” ficam somente a base cerâmica e os 7 terminais que devem ser encaixados nos orifícios do C.I. da placa-mãe (talvez tenha que usar urna broca fina para alargar um pouco tais orifícios) . Corte parte desses terminais após soldagem na placa do C.I. Com tais soquetes poderemos usar (encaixando adequadamente) transistores BC, BD, BF, TIP e TIC.
Os conectores Sindal são fornecidos em forma de 'barras' (pretas e brancas). Abaixo, à direita, temos a perspectiva e a vista de topo de uma dessas barras.


Soquete de 7 pinos                                                Barra Sindal

02 — A base de madeira terá furação (26 furos, com broca de 2mm), com a disposição mostrada abaixo, à esquerda.


Componentes no C.I.


Face superior do m-Lab.

Eis, na ilustração à direita, a montagem dos soquetes e barras Sindal, por cima da placa:

03 — O potenciômetro de 1M5 ou 2M2 é fixado mediante uma cantoneira de alumínio em L.

04 — Corte pedaços de fios rígidos no 16 (fio de instalações domiciliares com a capa de plástico parcialmente retirada; veja ilustração a seguir) e dobre em forma de U para fazer vários e repetidos modelos de “jumps” (ligações diretas); eis alguns moldes:


Modelos para os 'jumps'.

Esses “jumps’ servirão para interligar, por exemplo, (5) com (6); (7) com (8); (10) com (12); (1) com (11) (esse é bom que seja encapado!) etc, conforme requer cada montagem específica. Para colocar os 'jumps' nos terminais do conector Sindall, desaperte os parafusos, encaixe as extremidades do jump e aperte os parafusos.

05 — Como componentes acessórios, que participam das várias possíveis montagens, recomendamos que se tenha disponível o seguinte material básico:

transistores (BC 548, BC 558, BD 135, BD 136, TIP 31 etc); 
capacitores (22 nF, 47 nF, 100 nF, 1 nF, 2 nF etc., poliéster)

resistores (68 W, 22 W, 10 kW, 15 kV etc);
leds, alto falante 8 W, LDR, relés etc.

06— Para alimentar a placa-mãe do m-Lab necessitamos de tensões de 3 a 12 VDC. Para tal finalidade recomendamos a montagem da fonte de alimentação ajustável que publicamos nessa Sala 15. Se pretender uma outra fonte de alimentação bastante simples e prática, eis seu esquema (o resistor em série com o LED indicador de 'ligado' tem valor de 1k, 1/4W):


Esquema da fonte de alimentação ajustável (2 A, de 0 a 15 V).

Se não pretende usar de fonte de alimentação ajustável, suprida pela rede elétrica domiciliar, terá que utilizar pilhas associadas em série. Para tanto, recomendamos obter dois porta-pilhas (para pilhas pequenas, médias ou grandes) com lugar para 4 pilhas cada. Garras jacarés permitirão selecionar as tensões necessárias (1,5 V; 3,0 V; 4,5 V; 6,0 V etc.).

07 — Use de cabinhos no 22 coloridos para interligar (passando por baixo da base de madeira) os terminais da placa do circuito impresso (C.I.), potenciômetro e alimentação (— e +) aos conectores Sindall: (12 pedaços de fio) da placa CI aos terminais da barra de conectores. 
Use fio vermelho para ligar o borne vermelho, ao (+) da placa e ao (1) da barra conectora; use fio amarelo para ligar o terminal (3) da placa ao conector no (3). Use também fio amarelo para ligar o terminal ‘jumps” interligando (por trás da barra) (1) com (1), (9) com(9), (11) com (11) e (12) com (12). Esses terminais repetidos servem para possibilitar a ligação de vários componentes no mesmo número (caso contrário os fios não caberiam em um só furo).
A seguir, em perspectiva, alguns detalhes de nossa montagem:


Aspecto parcial do m-Lab.

08— Devido ao reduzido número de componentes na placa de circuito impresso (2 soquetes, 1 trimpot, 1 resistor e 1 capacitor eletrolítico), talvez fique mais simples ainda, para o iniciante, fixar diretamente esses componentes na base da madeira e na barra de condutores, como sugerimos a seguir:


Chapeado do m-Lab, sem placa de C.I.

Faça dois furos na base de madeira, de modo a encaixar, por cima, os soquetes completos (sem tirar as abas e tubo central) fixando-os com parafusos. Os terminais do trimpot podem ser soldados a pedacinhos de fio de cobre no 16 e esses aparafusados diretamente na barra de conectores (3 e 4). O resistor é aparafusado nos pinos 4 e 5. O capacitor pode ser colocado por baixo, na base, soldado aos bornes (+) e (—), diretamente.

09 --- Por ser de uso freqüente, recomendamos que se acrescente ao m-Lab (pode ser fixado na lateral direta da base) um alto falante de 3", 8 ohms.

Aplicações do Projeto m-Lab
Veja sugestões do estudante de Física (UFRGS/RS), Walter Bernardo Nunes, no final da página
.

Aplicação m-LAB (01):— Oscilador de áudio

Ligações Esquema

1,2 —jump
5,6 —jump
7,8 —jump
10.12 —jump
9,12 —AF-8
W
4,9 —10 a 100 nF
1,11 —10 a 60
W ou LED
NPN — BC 548 (equivalente)
PNP — BC 558
Trimpot — ajuste p/ 20k

O capacitor de poliéster de 10 a 100 nF (entre 4 e 9) e o resistor de 1K5 (interno, entre 4 e 5) formam um elo de realimentação que permite a oscilação. Esse elo e o ajuste no potenciômetro afetam a freqüência de oscilação.

Experimentações:
a) troque o capacitor do elo de realimentação e anote os efeitos;
b) interligar 1 e 11 (jump) e acrescentar um resistor de 120
W entre 9 e 12, anote efeitos;
c) colocar um segundo elo de realimentação conectando um capacitor de 100 a 220 nF (poliéster) entre 8 e 9, anotar efeitos;
d) um manipulador telegráfico (ou um botão de campainha) colocado entre 1 e 2 simula um telégrafo.

Aplicação m-LAB (02): — Metrônomo

Ligações Esquema

1,2 — jump
2,3 — pot 1M5
3,5 — trimpot 47k
5,6 — jump
7,8 — jump
10,12 — jump
1,11 — jump ou LED
4,9 — 47
mF x 12V, eletrolítico
9,12 —AF, 8
W
NPN — BC 548
PNP — BC 558

O circuito permite estudos sobre compasso musical, pulsos de temporização e efeitos de moto e barco.

Experimentações:
a) trocar o capacitor de 47
mF x 12V por outro de 100 mF x 12 V e verificar o efeito. Quanto maior C (capacitância do capacitor), menor será a freqüência.
b) trocar AF por relé de 6 ou 12V (colocar resistor 10K em paralelo)
c) o sinal no pino 9 poderá, em experimentos a seguir, ser injetado numa porta (gate) de TRIAC em AC, comandando uma lâmpada.

Comentário
Com grande satisfação recebi do consulente/aluno Georjuan Taylor <armagedont_2@hotmail.com> a seguinte mensagem:

> Olá Prof. Léo,
   montei o
Projeto (02): - Metrônomo da sala 15 do tópico “Micro-Laboratório de Eletrônica” mas, tive que fazer duas substituições por falta de componentes : o componente 2-3 Potenciômetro 1,5M por um de 50K, e o componente 3-5 Trimpot 47K por um de 10K.

Ate ai tudo bem, experimentações sempre são válidas, mas quando liguei o circuito ( numa fonte de 6Vcc ), o que eu escutei foi “Radio 704 FM são 6:30, o Ministro da Fazenda Reajustou o preço da saca de soja...”!    UAuuuu! Beleza!
Ajustando os resistores variáveis consegui um som igual de apito, muito agudo e penetrante o que dá um pouquinho mais de emoção pra “coisa” toda, com um pouco mais de ajuste consegui outra estação de radio mas de som muito fraco.
Comecei a fazer testes procurando um lugar para usar uma “antena”, até que encontrei, a base do
NPN BC548; quando encostei um longo objeto de metal o som ficava mais alto e nítido, melhor ainda ficou quando liguei a base do NPN na mini-antena parabólica aqui em casa ( rsrsrrs louco é assim mesmo), ficou ÓTIMO o sinal, era como um aparelho de radio ligado e sintonizado.
Para ter a montagem independente do µ-LAB, acabei montando o circuito em uma PCI e no fim, para minha surpresa, não funcionou! Montei e desmontei 3 vezes e nada; acabei montando-o em uma placa de acrílico ligando os componentes por fios de cobre e funcionou ótimo!
Fiz um mini-radio, o pessoal da minha escola ficou intrigado com o resultado, mas adoraram.

 

Até mais e um abração.>

Parabéns Georjuan! Agora faço uma pergunta cuja resposta, após bom estudo e pesquisa, poderá dar-lhe um saudável avanço em termos de eletrônica: "Por que tal montagem funcionou como rádio?"

Aplicação m-LAB (03) : — Provador de continuidade

Ligações Esquema

5,6 — jump
7,8 — jump
10,12 — jump
1,2— pontas de prova
9,12— AF, 8
W
4,9 — 22 nF, poliéster
NPN — BC 548
PNP— BC 558

O circuito permite testar continuidade de filamentos de lâmpadas, fusíveis, primários e secundários de transformadores, resistores, bobinas, LEDs, diodos etc.

Aplicação m-LAB (04): — Provador de transistores (tipo)

Ligações Esquema

1,2 — jump
5,6 — jump,
7,8 — jump
10,12 — jump
4,9 — 47 nF - poliéster
9,12 — AF, 8
W
1,11 —jump ou LED
NPN — BC 548 etc.
PNP— BC 558 etc.

Os soquetes especiais colocados no m-Lab permitem testar transistores NPN (soquete N) e PNP (soquete P). Inicialmente coloque em N um BC 548 e em P um BC 558 reconhecidamente bons e ajuste a freqüência no potenciômetro. O soquete desconhecido irá substituir um dos dois, ajustando os terminais até ouvir o som do oscilador. O soquete e as letras anotadas junto aos pinos (coloque etiquetas) permitem reconhecimento do tipo e a ordem dos terminais. Podem ser provados tipos BC, BD e TIP.

Aplicação m-LAB (05): — Foto-Oscilador

Ligações Esquema

1,11 — Jump
5,6 — jump
7,8 — jump
10,12 — jump
1,2 — LDR
4,9 — 22 nF, poliéster
9,12 — AF, 8
W
NPN — BC 548
PNP — BC 558

Ligue o circuito em 6 VCC; faça sombra sobre o LDR e ajuste o potenciômetro para o som mais grave. Cada outra intensidade de iluminação sobre o LDR permitirá a obtenção de sons de freqüências crescentes. O circuito mostra bem o funcionamento do LDR e pode também ser utilizado como fotômetro.

Experimentações:
a) Coloque num ambiente sem outras fontes luminosas, uma lâmpada de 60 W iluminando o LDR. Altere a intensidade de iluminação mudando a distância lâmpada — LDR. Um voltímetro AC - 6 a 10V ligado em paralelo com AF permite uma leitura quantitativa. Faça um gráfico confrontando essas variações;
b) Transfira o LDR para os terminais (1) e (3) e anote resultados;
c) Coloque um resistor de 33 k entre (1) e (2) e transfira o LDR para (3) e (12); anote resultados;
d) Coloque um LED entre (1) e (11) e retome as experiências anteriores.

Aplicação m-LAB (06): — Sirene de fábrica (simulação)

Ligações Esquema

1 — fio flexível
2,12 —100 a 470
mFx12V
4,9 — 10 a 220 nF, poliéster
5,6 — jump
7,8 — jump
1,11 — jump
10,12 — jump
9,12 — AF,8
W

Alimente inicialmente com 6VCC. Encoste a ponta de prova (fio flexível) em (2) e ajuste o potenciômetro para som agudo (ajuste trimpot para 10k) e desencoste a ponha de prova. O som irá diminuindo até reduzir-se a zero. Encoste a ponta de prova e o som aumentará progressivamente. O circuito ilustra dispositivo de chamada e efeitos sonoros.

Experimentações:
a) Transfira o capacitor (100 a 470
mF) de (2), (12) para (3) e (12): ligue e desligue (1) com (2);
b) Para injetar o “som” num amplificador use artifício abaixo:


Adaptação p/ amplificador


Década de capacitores

Nota sugestiva: 
Como em várias experiências você deve substituir capacitores (poliéster) de valores diferentes, talvez convenha construir uma “década” de capacitores. Eis acima, à direita, seu circuito, usando uma chave seletora 1 x 10 (1 pólo, 10 posições). Associe capacitores em paralelo para obter os valores indicados ou adquira valores próximos.

Aplicação m-LAB (07): - Foto-alarme

Ligações Esquema

1,2 — jump
3,12 — LDR
5,6 — jump
7,8 — jump
1,11 — jump ou LED
10,12 — jump
9,12 — AF, 8
W
4,9 — 10 nF a 10
mF

A interrupção da luz sobre o LDR dispara o alarme.

Ajuste inicial:
1) Faça sombra sobre o LDR e ajuste o potenciômetro para som agudo;
2) Ajuste o trimpot se necessário;
3) Iluminando o LDR o som cessa;

a) Experimente alterar elo de realimentação (10 nF a 10 mF);
b) Experimente trocar AF por relé e elo de realimentação para 47
mF x 12 V.

Aplicação m-LAB (08): — Excitador de nervos (altas-tensões)

Ligações Esquema

1,2 — jump
1,11 — jump
5,6 — jump
7,8 — jump
10,12 — jump
4,9 — C (texto)
9,12 — A, B (texto)
NPN — BC 548
PNP — BC 558 (TIP 32)
Pot. — ajuste para 100 k
Trimpot — ajuste para 4k7

Para excitador de nervos, sinalizador à néon, sinalizador à fluorescente, use em A,B um transformador de alimentação de 110-0-220V por 6 + 6, ou 9 + 9 ou 12 + 12V, para 100 a 500 mA. Eis o modo de ligar esse transformador (e seus anexos) ao multivibrador acima esquematizado:

Em C, capacitores de 1 a 2,2 mF x 12V proporcionam piscadas rápidas; capacitores de 10 a 47 mF x 12V proporcionam piscadas lentas. Para aumentar a intensidade de corrente, troque o BC 558 por um TIP 32 (use adequadamente o soquete). A tensão de alimentação do multivibrador deve ser experimentada entre 6 e 12 VDC.

Como experiência em alta tensão, o transformador pode ser substituído por um flyback, usando como primário 10 a 15 espiras de fio de cobre esmaltado #22 enroladas na perna interior do núcleo do flyback. Substitua C por capacitores de poliéster de 2 pF a2 nF, experimentalmente.

Aplicação -LAB (09): — Provador de capacitores

Ligações Esquema

1,2 — jump
5,6 — jump
7,8 — jump
1,11 — LED
9,12 — AF,8a
10,12 — jump
4,9 — Cx
NPN — BC 548
PNP — BC 558

Coloque em Cx um capacitor de 22nF, poliéster e ajuste, no potenciômetro, o som que mais lhe agradar.
Coloque outro capacitor em Cx.
Se o som tomar-se mais agudo então Cx < 22 nF (bom)
Se o som tornar-se mais grave então Cx > 22 nF (bom)
O potenciômetro pode ser calibrado para repetir o som inicial e assim determinar Cx.

Aplicação m-LAB (10): — m-amplificador

Ligações Esquema

1,11 — jump
7,8 — jump
10,12 — jump
1,6 — 10 M
W, 1/8 W
5,6 — 100 nf, poliéster
9,12 — AF, 8
W
NPN — BC 548 
PNP — BC 558

A, B, C e D = entradas do sinal de áudio em relação a (12 - terra). O capacitor de 100 mF x 16V serve para desacoplar o amplificador da fonte e, com isso, evitar instabilidades.

Aplicação m-LAB (11): — Seguidor de sinais (RF e áudio)

Ligações Esquema

1,2 — jump
5,6 — jump
7,8 — jump
10,12
— jump
9,12 — AF, 8
W
1,11 —100
W,pot
3,12— 1 nf
3 —> 100 nF (áudio)
3 —> 1N60 (diodo) (RF)
3,5 —>ajustar trimpot 
        para sinais fracos
PNP — BC 558 ou BD 136

Experimentações:
a) Experimente inverter as posições do AF e pot. de
100 W.
b) Experimente: (1), (11) — jump; (9), (12) — AF em série com pot. 100
W.
c) Experimente colocar 220 W entre (7) e (8);
d) Experimente abrir (1) e (2) e colocar resistor de 5 a 10 M
W entre (1) e (6);
e) Experimente colocar o trimpot na posição 0
W.

Aplicação m-LAB (12): — Simulação de Mugido de Boi

Ligações Esquema

1,2 — contato flexível
2,3 — 15k, 1/8W
3,5 — 220k (desligar trimpot)
3,9 — 4
mFx 16V
4,9 — 470 nF a 1
mF, poliéster
5,6 — jump
10,12 — jump
7,8 — jump
PNP — TIP 32
NPN  — BC 548
9,12 — Woofer, 8
W
1,11 — jump

Experimentações:
Desligue o fio do potenciômetro do conector (3).
Desligue os fios do trimpot de 47 k, substituindo-o por outro de 220 k entre (3) e (5).
Coloque um TIP 32 no soquete (cuidado com a ordem dos terminais).
Toque o fio flexível em (2) e ajuste o trimpot e o capacitor (4 — 9) para a simulação do mugido. Ligue e desligue o fio flexível nesse teste até chegar ao som adequado.

Desenvolver todo o tema, explicando o funcionamento, para uma Feira de Ciências; lembre-se que tudo isso são sugestões e não trabalhos prontos!

Aplicação m-LAB (13): — Luz de emergência e carregador de bateria

Material Periférico Esquema

1 transformador (110 x 12) V, 500 mA ou 
                          (110 x 6 + 6) V, 500 mA;
2 diodos retificadores 1N4007 ou equivalentes
1 capacitor eletrolítico 47
mF x 16V
1 resistor fio, 100
W x 5W
1 lâmpada de carro, 12V x 1 A
1 bateria de 12V (pode ser do tipo p/ nobreak)

a) Ajuste trimpot para 22 k;
b) Ajuste o potenciômetro até que, com tudo ligado, a lâmpada fique apagada; desligando o transformador da rede (simulando falta de energia) a lâmpada deve acender, alimentada pela bateria;
c) Coloque um dissipador no TIP 32 (alumínio 5 x 5cm); 
d) Com tensão na rede a bateria carrega-se lentamente através do resistor de 100
W x 5W. O valor desse resistor determina (e limita) a corrente de carga; ajuste-a para 300mA ou menos.

No circuito acima, bem à direita, onde se lê "bobina 12V", leia-se "bateria 12V".

Atenção para os jumpers do circuito.

Esse projeto é um ótimo tema para Feira de Ciências, principalmente para lugares onde a falta de energia elétrica da rede local é uma constante.
A lâmpada indicada pode ser substituída por outras de menor potência (em paralelo) e distribuídas pelas dependências da casa.
No lugar do TIP 32 pode ser adaptado um 2N3055 (com bom dissipador) e com isso levar a corrente total até próximo aos 5 A (72 W no total de lâmpadas).

Aplicação m-LAB (14): — Sirene de potência (duplo oscilador)

A sirene em questão, capaz de um “berreiro” respeitável, tem seu funcionamento apoiado em um duplo oscilador, um lenho “modulando” outro rápido. O oscilador lento usa dois NPN num circuito multivibrador.


Oscilador lento

Ligações Esquema

1,2 — jump
pot. — ajustar p/ 100k
trimpot — ajustar p/ 0
W
A — entrada do sinal 
       do oscilador lento
5,6 — jump
7,8 — jump
10,12 — jump
1,11 — jump
PNP — BD 138 (com dissipador)
NPN — BC 548
4,9 — 470nF (poliéster)
9,12 — AF, 8
W
7,9 — 220 nF (poliéster)
9,12— resistor (120
W)
3,4 — experimente jump


Oscilador rápido

Aplicação m-LAB (15): — Amplificador para foto-transistor (ou 2N3055 sem capa protetora)

Ligações Esquema

1,2— jump
pot. — ajustar p/ 0
W
trimpot — ajustar p/ 47k
3,12 — foto-transistor 
    (ou 2N3055 sem capa)
1,6 —2M2, 1/8W
1,7— 33k, 1/8W
1,8 —100k, 1/8W
7,8 — 100 nF (poliéster)
5,6 — 220 nF (poliéster)
PNP/NPN — BC558/BC 548
10,12 — jump
9,12 — jump
1,11 — AF,8
W

A sensibilidade do circuito permite “escutar" a modulação tanto da lâmpada incandescente como fluorescente que ilumina o foto-transistor. Atenção à colocação dos dois transistores NPN nos dois soquetes. O transistor da etapa de potência pode ser substituído (para maior intensidade de saída) por um BD ou um TIP (desde que NPN).

Aplicação m-LAB (16): — Teste de capacitores (II)

Ligações Esquema

1,2 — capacitor em teste
pot. — ajuste para 01)
trimpot — ajuste para 10k
3,12 — 100k
5,6 — jump
10,12— jump
9,12 — 47 R
4,9 — 47 nF (poliéster)
7,8 — jump
PNP/NPN — BC558/BC548
1,11 — LED

Avaliação:
Cx em curto — LED acende com brilho máximo e permanece.
Cx com fuga — LED acende e oscila um pouco, mas não apaga.
Cx de valor baixo — LED dá uma piscada rápida e apaga.
Cx de valor alto — LED acende inicialmente com brilho máximo e depois diminui até apagar.

Aplicação m-LAB (17): — Pisca-fluorescente

Ligações Esquema

1,11 — jump
PNP — TIP 32 (com dissipador)
9,12 — secundário (6 + 6) do 
          transformador de força de
           (110+110) V x (6 + 6) V
4,9 —1 a 10
mFx16V
10,12 — jump
7,8 — jump
5,6 — jump
trimpot — ajustar para 10k
Pot. — ajustar para 100k
1,2 — jump
L — lâmpada fluorescente (20 a 40W)

Você não quer incluir suas sugestões? Envie-me um e-mail: leobarretos@uol.com.br .


Campo de sugestões


Com prazer recebi mensagem enviada pelo aluno Walter Bernardo Nunes, estudante de Física, UFRGS/RS, a qual reproduzo na íntegra devido a ser totalmente pertinente:

**************
Sou estudante de Física (UFRGS) e seu site Feira de Ciências é por assim dizer imprescindível quando quero pesquisar aplicações.
Ha' tempo estava procurando um projeto de laboratório simples para eletrônica, algo que fuja do padrão "laboratório caríssimo" que geralmente amedronta os colegas com medo de queimar algo custoso. E não e' que você pôs on-line uma opção extremamente simpática?

Encontrei o soquete circular para válvulas de 7 pinos pela 'facada' de R$4,50 . Impraticável! Preferi usar "molinhas" retiradas de "resistência para torneira elétricas" separando pedaços com resistência menor que 5 ohms e parafusa-los diretamente à mesa e puxar cada terminal ate' a barra Sindall. O alto-falante encontrei
facilmente em brinquedos elétricos sonoros de bazar (carros, aviões, celulares de brinquedo etc.), que também vêem com lâmpada de 3V que originalmente acende acompanhando o som e podem ser aproveitadas nos circuitos, bem como o suporte para pilhas.

A barra Sindal pelo menos dá pra achar até em lojas de 1,99 (acompanhadas ou não de uma chavinha de fenda mini), assim como os pés de borracha, as "resistências de torneira" e os "celulares de brinquedo".

Uma fonte interessante de componentes para o laboratório, que podem abastecer transistores, capacitores, resistores e diodos são os reatores eletrônicos das lâmpadas fluorescentes compactas Philips e outras, quando 'pifados'. Embora haja perigo na desmontagem, neles encontramos peças em boas condições como: diodos 1N4007, transistores 13002 ou 13003/5 (NPN potencia), resistores e capacitores eletrolíticos e de poliéster, além de indutores que podem fornecer o fio de cobre esmaltado.

Não me interprete mal, mas tenho sugestões a fazer no esquema proposto para o laboratório. Elas são fruto de minha observação atenta ao funcionamento dos circuitos.

1a - usar um resistor de 4k7ohms em serie com o terminal do cursor do potenciômetro de 1M5/2M2.
Isso ira' prevenir aquecimento nas aplicações 7 (foto-alarme), 13 (luz de emergência) e 15 (foto-amplificador);

2a - usar para conectar os pino 7 e 8 (coletor do NPN ao base do PNP) um resistor de 100 a 220 ohm, em lugar de um simples fio; isso previne o aquecimento dos transistores em caso de saturação do NPN nas aplicações 1 a 14 e 16 a 17.

3a - ligar um diodo 1N4001-7 ou 1N4148/4448 ou 1N914 em anti-paralelo (base-catodo e emissor-anodo) ao transistor NPN. O propósito é impedir, em caso de carga indutiva e capacitiva, que se exceda a Vbe
máxima reversa.

Espero que tome as criticas pelo lado construtivo. E' muito difícil uma iniciativa atingir tal grau de qualidade em um site de ciência, e ver que sua dedicação tem sido o propulsor.
Abração!
Walter.

Olá pessoal,
eis abaixo o esquema indicando, em vermelho, as sugestões apresentadas pelo Walter. Sem dúvida são melhorias no projeto base. Léo/2007.


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Em meu nome e dos consulentes do Feira de Ciências receba nossos agradecimentos e, em particular, meus votos para que continue participando do processo de "dividir com os outros" o seu saber. Isso é nobre! Recomendo que os consulentes façam as alterações sugeridas pelo Walter.
Léo
Em tempo: Tirei duas fotos de reatores (queimados), como os sugeridos pelo Walter --- realmente, excelentes fontes de componentes!

De modo geral as lâmpadas compactas (decentes) seguem o esquema abaixo e, como se observa, uma excelente fonte de componentes úteis para nossas montagens didáticas:


 


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