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Ação e Reação
(modelo newtoniano
2)
Prof. Luiz
Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Apresentação
Mais um exemplo de aplicação da técnica e
reconhecimento dos pares ação e reação.
Notação
Grandezas vetoriais são representadas por
caracteres latinos em
negrito.
Caracteres, sem negrito, indicam o valor algébrico
das intensidades das forças (seus módulos dotados de sinal
algébrico).
Nosso
exemplo
Sistema em estudo:
Terra (destacando
uma parede vertical em sua superfície, suposta perfeitamente
lisa), cordel
(suposto inextensível, perfeitamente flexível e de massa
desprezível) e esfera
homogênea.
Sistema Terra - cordel - esfera
Propósito
Representar todas as forças que agem no sistema.
Equacionar as forças de contato, em função de P e
a.
Desmembrando as partes do sistema, porém mantendo sua
geometria, temos:
Desmembramento do sistema.
CT representa o
centro da Terra
Diagrama de forças
Identificação
P é o peso da
esfera, força de campo, vertical, para baixo, aplicada no
centro de massa da esfera (ação)
;
-P é a
reação, força de campo,
vertical, para cima, aplicada no centro de massa da Terra (CT),
de mesma intensidade que
P.
N
é força de contato, nascida no mútuo contato esfera-parede (ação).
É a força que a parede aplica na pequena região de encosto
da esfera, deformando-a ligeiramente. Corno a parede é
suposta lisa, essa força tem direção perpendicular à
superfície da parede, logo, horizontal.
-N é a
reação. Força de contato que a
esfera aplica da parede vertical. Essa força deforma a
parede.
T1 é
força de contato. É a força que o cordel tenso aplica da
parede em sua região de amarração (ação).
Corno o cordel é suposto perfeitamente flexível, ele só
pode aplicar forças que tenham a sua própria direção
(cordel flexível não pode aplicar forças "de lado"). Essa
força age no sentindo de arrancar a região de amarração. Se
ali existisse um prego onde se amarrou o cordel, a tendência
dessa força T1
é a de arrancar o prego da parede.
-T1
é a reação. Força de contato
que a região da parede exerce na extremidade superior do
cordel, no sentido de tracioná-lo. Um cordel não pode
resistir a forças de compressão, ele se deforma à menor
tentativa. Você pode arrastar um bloco puxando-o com um
cordel, mas não pode empurrá-lo!
T2 é
força de contato. É a força que a extremidade inferior do
cordel exerce na superfície da esfera, na região de
amarração (ação). Tal força tem
direção do próprio cordel e sentido de "puxar' a esfera
(cordel não pode "empurrar").
-T2 é
a reação. Força de contato que
a superfície da esfera aplica na extremidade inferior do
cordel, no sentido de tracioná-lo. Sua direção é a do
cordel.
Notas
O equilíbrio é explícito:
(na esfera) P + N + T2
= 0
(no cordel) (- T1) +
(- T2) = 0
(na Terra) ( - P) + T1
+ (- N) = 0
Na geometria do equilíbrio, seja
a
o ângulo do cordel com a parede vertical. Assim,
a
também é o ângulo entre
T2 e a vertical (paralelas cortadas
por transversal, alternos internos iguais). Tem-se:
Esfera (equilíbrio na
vertical): T2 . cos
a
- P = 0
Esfera (equilíbrio na
horizontal): N – T2. sen
a
= 0
Cordel (na própria
direção): (-T1 ) -
(-T2) = 0
Donde:
T1 = T2 = P / cos
a
e
N =T2.sena
= P.tga
Desse modo, dados P e
a,
as incógnitas, que são, a tração no cordel e a intensidade
da força com que a esfera comprime a parede, ficam
determinadas.
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