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Corrigindo velhos chavões

Prof. Luiz Ferraz Netto
leo@feiradeciencias.com.br


T
E
M
A
S
1) ___ "toda ação tem uma reação igual e contrária"
2) ___ " Por que tantos reclamam do preço da água? Ela é tão barata! "
3) ___  "Cubra a televisão pois ela detesta o Sol."
4)
___  "Meu papagaio fala como gente grande!".
5)
___  "Luz solar é luz de raios paralelos"
6)
___ "A gravidade no espaço é nula"
7)
___  "A lente principal de seu olho está dentro do olho"
8)
___  "Quando um prisma decompõe a luz branca em várias cores,
      um segundo prisma idêntico ao primeiro poderá recombiná-las"
9)
___  "O papagaio de Benjamin Franklin foi atingido por um raio"
10)
___  "Nuvens, nevoeiro e o que se vê nas saunas é vapor de água"
11)
___  "Pingos de chuva desenhados com pontas"
12)
___  "Ar é muito leve"
13)
___  "Funciona com eletricidade"
14)
___  "A eletricidade que flui pelos fios é produzida por baterias ou geradores"
15)
___  "A eletricidade que flui dentro dos fios caminha à velocidade da luz"
16)
___ "A pressão atmosférica nos aperta e comprime as coisas"
17) ___ Placas de velocidades máximas permitidas
18) ___ "Vou comprar 10 quilos de batatas"
19) ___ "Vou comprar uma lâmpada de 100 velas"
20) ___ "Voltímetro, amperímetro ... por que não cronímetro?"
21) ___ 'A voltagem empurra a amperagem no fio' ... quanta bobagem!
22) ___ "Filho, desliga esse rádio, veja a conta da luz desse mês!"

 

Introdução
Algumas falhas conceituais, muitas delas aprendidas desde os tempos de escola, continuam a povoar as cabeças de muitos leitores, alunos ou professores. Este artigo, incompleto, dado a grande quantidade desses falhos conceitos, é uma tentativa de minimizá-los. Todas as críticas e sugestões serão bem vindas.

1) -- "toda ação tem uma reação igual e contrária"

Este chavão, usado por inúmeros professores, alunos e até mesmo em anúncios de televisão é uma tentativa frustrada para tentar enunciar a 3ª lei de Newton.

"Para toda ação ... NÃO há uma reação igual e oposta"

Sir Isaac Newton publicou suas leis de movimento originalmente em latim. Na tradução para o inglês (muito anterior à primeira tradução do inglês para o português), a palavra "ação" era utilizada com um significado diferente do que é adotamos hoje. Ela não foi usada para sugerir movimento ou uma conseqüência; ao invés disso foi usada para dar o significado de "uma atuação sobre algo" ("an acting upon"). Era usada da mesma forma que a palavra força é usada hoje. É assim que deve ser interpretada a 3ª lei de Newton:

"para toda força aplicada, uma outra força igual e oposta sempre aparecerá".

A palavra igual, refere-se à intensidade da nova força que surge e a palavra oposta refere-se ao fato de que esta nova força deverá ter a mesma direção e sentido contrário ao da força original.

À ação, um pequeno barco bate num transatlântico e afunda, não corresponde uma reação igual e contrária [um transatlântico bate num pequeno barco e afunda]. A força que o barco aplica no transatlântico tem mesma intensidade que a força que o transatlântico aplica no barco (ambas as forças têm mesma direção; uma de sentido oposto à outra). A massa e a resistência estrutural do pequeno barco são insignificantes em relação ao transatlântico; a aceleração momentânea não, por isso ele se esfacela. A aceleração adquirida pelo navio e a mossa originada no choque serão imperceptíveis.

Quando você comprime um skate para trás, o chão o empurra para a frente ... você anda (ação) e o chão não se move (reação)! Estas ações e reações, em termos de movimento ou de qualquer outra conseqüência, não eram a investigação, nem a pretensão da 3ª Lei de Newton. Nesta, ele só pretendia dizer que, quando você empurra algo, este algo também empurra você, mesmo que ninguém se mova. Você não pode tocar sem ser tocado; nada pode atrair sem ser atraído; nada pode repelir sem ser repelido. Quando você empurra uma parede, a parede empurra você ... e ninguém sai do lugar!

Em suma, as forças sempre existem aos pares!

Esta é a Terceira Lei de Newton (para referenciais inerciais).

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2) -- " Por que tantos reclamam do preço da água? Ela é tão barata! "

A água é barata. Eis uma mentira deslavada! (desculpem o trocadilho). Quando você compra 1 000g (1kg) de pão fresco, adquire apenas 600g desse alimento, pois 400g são de água ... paga como pão!

Em cada 1kg de carne de vaca há 750g de água ... que você pagou como carne!

Em 1kg de peixe há 800g de água.

Está ou não está cara a água?

Se os alimentos fossem vendidos, todos desidratados, ai sim você estaria pagando somente os alimentos que irá consumir. Acionem o PROCON! :-)

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3) -- "Cubra a televisão pois ela detesta o Sol."

A televisão é filha indireta de um raio de Sol. Observando que seus instrumentos não funcionavam bem quando atingidos por raios de Sol, Joseph May, que trabalhava em uma estação de telégrafo na costa da Irlanda, em 1861, por fim localizou o defeito nos resistores de selênio.

A intensidade de corrente elétrica nestes resistores variava de acordo com a quantidade de luz recebida. Um mosaico destas células de selênio foi logo fabricado, que veio a ser o coletor de imagem para transmissão, na TV. Viu?

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4) -- "Meu papagaio fala como gente grande!".

Quantas vezes já não ouvimos tais balelas de pessoas que tentam superestimar aqueles sons tétricos emitidos pelos papagaios.

A anatomia das gargantas das aves, como a dos papagaios e dos mainás, é completamente diferente da nossa. O máximo que se pode fazer é treiná-los para imitar os sons que emitimos, embora, é claro, não os entendam.

Os golfinhos, por exemplo, conseguem emitir facilmente um número ainda maior de sons do que nós, e, nem por isso conseguem transmitir maior quantidade de informações que nós, com nossa linguagem. Se há algum animal que deveria falar, são os grandes macacos. Eles, que são os nossos parentes vivos mais próximos, não falam; a laringe e a região adjacente a ela não têm a disposição adequada para que eles emitam a mesma variedade de sons que os humanos. Pena ... seria interessante escutar as opiniões das macacas de auditórios.

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5) - "Luz solar é luz de raios paralelos"

Alguns livros citam que a luz provenientes de objetos luminosos distantes é constituída de raios quase paralelos e, quanto mais distante estiver o objeto, mais paralelo chegarão a nós seus raios de luz. Apesar do esdrúxulo 'mais paralelo' (o mesmo que dizer: ---"Pega uma metadinha para mim" ¾ metade é ½ e não existe "uma metade pequena"), nada temos para discordar. Entretanto, continuam assim:

"desde que o Sol é muito distante, sua luz chega até nós com raios perfeitamente paralelos".

Isto é incorreto ¾ luz solar NÃO é nenhuma luz de raios paralelos!

O Sol, apesar de sua distância à Terra, não é fonte puntiforme de luz, ele é muito grande para isso!

Se a luz proveniente do Sol fosse constituída de raios perfeitamente paralelos, efeitos interessantes aconteceriam:

a) o Sol, para nós se pareceria um ponto muito luminoso, como uma estrela intensamente luminosa ou como um arco de uma solda elétrica (arco voltaico);

b) às sombras no chão faltariam as penumbras e teriam contorno perfeitamente nítidos;

c) a noite cairia instantaneamente, assim que o ´ponto luminoso´ se escondesse abaixo do horizonte (não haveria o crepúsculo do entardecer);

d) durante o dia, as variações da densidade do ar, causariam no solo, padrões de interferência de luz, semelhantes àqueles que observamos no fundo de uma piscina em cuja superfície correm pequenas ondas de água;

e) aos eclipses solares e lunares faltariam as penumbras;

f) uma lente convexa (lente convergente) de grande diâmetro concentraria a luz em um único ponto extremamente quente, e não num pequeno disco luminoso (a imagem do Sol) ---  os aparelhos para projetarem os eclipses do Sol nos anteparos seriam um fracasso!;

g) uma pequena lente côncava (lente divergente) colocada perto do foco da grande lente convexa poderia ser usada para produzir um intenso (e perigoso) feixe de luz paralela.

Nada disso acontece com nosso atual feixe de luz proveniente do Sol.

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6) -- "A gravidade no espaço é nula"

Todo mundo sabe que a gravidade no espaço exterior é nula. Todo mundo está errado.

A expressão 'todo mundo', muito usada, obviamente é força de expressão. Não acreditamos que mais dos 5% da população terrestre (os ditos, cientificamente eruditos) estejam em condições de discutir o assunto 'gravidade no espaço'.

A gravidade no espaço não é nula, pode ser, na verdade, bastante intensa.

Suponha que você suba por uma escada de mão até chegar a uns 450 km de altura. Você já estará no vazio do espaço, mas não estará absolutamente leve, sem peso. Talvez ali, você pese uns 15% menos que quando na superfície da Terra.

Surpresa! Uma astronave em órbita passa bem pertinho de você; lá dentro dela você vê um astronauta que esta simplesmente flutuando, fazendo um esforço tremendo para fazer pose para uma fotografia (ação típica de astronautas).

Como é possível que ele não pese nada e você, ali pertinho, ainda tem bastante peso?

A razão disso é que você, grudado lá no alto de sua escada, está parado em relação á Terra, eles não, eles estão todos dentro de um recipiente que está caindo! Se os astronautas pudessem passar para sua escada (e deve ser uma escada muito resistente!) eles não estariam mais caindo e sentiriam seu peso quase normal. E, se você conseguisse saltar da escada para a espaçonave (você deveria sair da escada como uma pedra sai de um "brutal" estilingue, para conseguir uma velocidade igual à da espaçonave) você sentiria que perdeu totalmente seu peso ... mas agora você está caindo.

Esta sua queda dá-se ao longo de uma trajetória curva, tão curva como a curvatura da Terra ... você está em órbita! Todos os objetos em órbita estão realmente sempre caindo, todos dentro da espaçonave (e ela própria) caem com a mesma velocidade e daí vem a impressão de que estão uns flutuando em relação aos outros, daí a impressão de falta de peso.

Os astronautas, na verdade nunca "estão leves", a Terra está sempre puxando-os fortemente de encontro a ela, eles estão em queda livre ... uma queda livre que nunca encontra o chão, cai, cai e nunca desce!

Você pode experimentar uma queda livre genuína, igualzinha á dos astronautas, simplesmente pulando do trampolim de uma piscina. Só que, a curva que você descreverá (algo próximo de uma parábola) é bem mais fechada que a curva que eles realmente descrevem, por isso, logo você baterá na água.

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7) - "A lente principal de seu olho está dentro do olho"

No olho humano, a pequena lente disposta dentro do globo ocular (o cristalino) NÃO é a lente principal para a produção da imagem sobre a retina.

A córnea é de fato a lente principal; é a superfície dianteira transparente do olho. O acentuado desvio da luz, por refração, acontece no lugar onde a luz entra na superfície da córnea (dióptro esférico).

Quando você olha seu olho no espelho, você está olhando, diretamente, para a lente principal do olho.

A lente menor dentro do olho, o cristalino, só age para corrigir o enfoque da lente da córnea. Músculos mudam sua forma para corrigir o enfoque para vermos objetos próximos e objetos à distância. Sem esta lente pequena a visão humana seria extremamente desfocada.

Mas sem a lente da córnea, o olho humano seria cego. Por isso, os deficientes visuais crônicos recorrem ao transplante de córnea.

Quando o cristalino começa a perder sua transparência (principalmente em virtude da idade), ele pode ser substituído (mediante cirurgia) por uma minúscula lente flexível. Este novo cristalino não terá sua forma comandada pelos músculos que acionavam o original; ele geralmente é construído para permitir uma só focalização à média distância. Neste caso, o uso de dois óculos (longa distância e curta distância) faz-se necessário. Tal cirurgia, com equipamento moderno e cirurgião capacitado, dura cerca de 8 minutos! Esta delicada cirurgia, em linhas gerais (e descrita por um leigo que já passou por essa faca-laser; eu) é feita assim:

a) dispensa-se a anestesia geral;

b) pratica-se na córnea um incisão de cerca de 3mm;

c) pratica-se na película que reveste o exterior do cristalino uma incisão em forma de "+";

d) uma sonda especial é inserida neste "+" e mediante ultra-som, o cristalino original é destruído e sugado para fora;

e) mediante uma pinça, o novo cristalino (dobrado) é inserido e ajustado no lugar do original;

f) as incisões são coladas com adesivo orgânico;

g) e o paciente (eu) é dispensado!

 

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8) - "Quando um prisma decompõe a luz branca em várias cores, um segundo prisma idêntico ao primeiro poderá recombiná-las"

Um único prisma pode dividir um feixe de luz solar em um 'arco-íris'. Muitos livros de ciências, do nível básico, mostram esse fenômeno e ilustram, a seguir, um segundo prisma (similar ao primeiro) efetuando a recomposição das cores do arco-íris em luz branca.

Isto está incorreto, dois prismas, como comumente aparecem nestes livros, NÃO conseguirão recompor a luz.

Prismas de dois tamanhos diferentes podem ser ajustados para que o primeiro decomponha a luz e o segundo a recomponha, com certa desfocalização.

Com três prismas em um arranjo especial, pode-se conseguir a decomposição e uma perfeita recombinação das cores. Mas, livros que descrevem um prisma decompondo as cores e um segundo prisma idêntico ao primeiro, recompondo as cores em uma única faixa branca estão errados. Os arco-íris também podem ser recombinado colocando-se uma tela no lugar certo, para que a luz colorida proveniente de pequenos espelhos planos convirjam sobre ela. A recombinação também pode ser feita com uma lente convexa (lente convergente) ou um espelho côncavo e uma tela.

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9) - "O papagaio de Benjamin Franklin foi atingido por um raio"

Muitas pessoas acreditam que o papagaio de Franklin foi atingido por um raio e, com isso, ele provou que o raio nada mais era que uma faísca elétrica, uma corrente elétrica.

Vários livros e até mesmo algumas enciclopédias dizem a mesma coisa. Eles estão errados.

Quando raio golpeia um papagaio, a corrente elétrica no fio úmido é tão alta que poderá matar qualquer pessoa no solo, perto de onde o fio está preso, imagine então o que acontecerá com a pessoa que segura o fio! O que Franklin fez de fato foi mostrar que seu papagaio pôde coletar uma porção minúscula do desequilíbrio de carga elétrica no céu, durante um temporal. Essas cargas foram transferidas pelo barbante úmido do papagaio até a chave (de metal) que ele prendeu na sua extremidade. Desta chave pôde retirar pequenas faíscas, como aquelas obtidas em máquinas eletrostáticas da época.

Franklin usou um objeto de metal porque não poderia tirar faíscas diretamente do barbante, que não é bom condutor de cargas elétricas. Isto sugeriu a ele que as nuvens estavam eletrizadas e que isso era a causa das descargas elétricas.

A convicção comum que Franklin sobreviveu à queda do raio é perigosa e pode sugerir às crianças que vale a pena repetir tal experimento, contanto que se protejam segurando a extremidade do barbante que contém a chave, com um outro fio de seda.

Nunca façam isso! Não cometa este engano, a experiência de Franklin foi extremamente perigosa e, se um raio tivesse realmente atingido seu papagaio, ele certamente teria morrido instantaneamente.

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10) - "Nuvens, nevoeiro e o que se vê nas saunas é vapor de água"

Isso que se vê, e que erroneamente muitos chamam de vapor d’água, NÃO é vapor de água, são minúsculas gotículas de água líquida.

Quando a água evapora ela converte-se em um vapor transparente. Quando este vapor se condensa, o líquido restaurado pode assumir a forma de rios, oceanos, lagos, mas também pode assumir a forma de nuvens, de nevoeiro etc. Vapor de água é transparente, você não o vê. Nuvens e névoa não são transparentes, você os vê.

Aquela fumacinha que sai do bico da chaleira quando a água ferve não é vapor de água (são gotículas de condensação); o vapor encontra-se naquele espaço entre a fumacinha e o bico da chaleira!

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11) - "Pingos de chuva desenhados com pontas"

Quase todos os desenhos de pingos de chuva os descrevem como tendo a região superior afilada, pontiaguda. Isto não é correto. Gotas pequenas que caem são quase esféricas. As maiores, devido á resistência imposta pelo ar, em suas quedas, apresentam-se ligeiramente achatadas na base, mas nunca com a região superior pontiaguda!

ERRO !

Pense nisso deste modo: bolhas de sabão não apresentam a região inferior afiladas quando sobem, da mesma maneira que gotas de água não apresentam a região superior afilada quando descem. É realmente interessante que todos os desenhos relativos a gotas de água as mostrem com a extremidade superior afilada; mesmo os folhetos "da gota que salva" mostra isso. A gota de água real não é nada parecida com sua representação!
Quando a água goteja de uma torneira, a gota só apresenta a região superior estrangulada no momento que se desprende (devido à coesão molecular); soltando-se da torneira, a gota, em queda livre, torna-se esférica devido á tensão superficial. Aliás, é assim que eram feitas as balas redondas de chumbo dos mosquetes antigos. Uma tina no alto de uma torre gotejava chumbo derretido, o qual, após a queda, era recolhido numa tina com água. Redondinhos!

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12) -- "Ar é muito leve"

Nós não estamos conscientes de quanto o ar pesa porque estamos submersos dentro dele. Da mesma maneira, até mesmo uma grande bolsa de água parece-nos leve, quando é submersa em um tanque de água. Um modo para descobrir quanto o ar pesa, seria levar uma grande bolsa de ar em uma câmara de vácuo. Um modo mais simples ainda, é abrir um guarda-chuva e sacudi-lo para frente e para trás; então feche-o e sacuda-o novamente.

Quando está aberto, você pode sentir o peso da massa de ar que você está puxando ou empurrando ao redor dele. Ar não é nada leve! Calcule o peso do ar contido numa sala de aula. Adote para o peso específico do ar 1,2 gf/litro.

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13) - "Funciona com eletricidade"

O termo "eletricidade" abrange um conjunto de proposições com muitos significados. Infelizmente esses significados são contraditórios, e isso conduz ao fato real de que não há nenhuma única substância ou energia que possa atender ao que é chamado de eletricidade.

Eletricidade não existe

Quando lemos "quantidade de eletricidade", o texto em questão pode estar se referindo a quantidade de partículas carregadas (portadores de cargas elétricas), ou a energia elétrica, ou a potenciais elétricos, ou a forças elétricas, ou a campos elétricos, ou a cargas elétricas em desequilíbrio, ou a potência elétrica ou, até mesmo, sobre fenômenos elétricos. Todos esses tópicos são encontrados em textos didáticos sob a palavra eletricidade.

Parte desse problema desapareceria se nós usássemos a palavra eletricidade apenas para designar um campo da Ciência ou uma classe de fenômenos, da mesma maneira que usamos os termos "Física" ou "Óptica" ou "Termologia".

Fazem isso ocasionalmente. Não é raro encontrarmos livros com títulos do tipo: FÍSICA - VOLUME 3 - ELETRICIDADE. Porém, com a mesma freqüência, retornam ao seu uso inadequado e a passam a seus alunos situações elétricas equivalentes a dizer: as "ópticas" saem das lâmpadas e passam através das lentes (a "eletricidade" sai dos geradores e passa através dos fios, resistores e motores).

Vejamos alguns exemplos dos erros cometidos pelo uso dos significados contraditórios:

Erro 1. Nos circuitos elétricos de corrente alternante, os portadores de carga meneiam para frente e para trás, mas a energia avança continuamente. Isso é análogo à propagação sonora no ar; a energia sonora avança continuamente, enquanto as partículas oscilam para frente e para trás tentando reproduzir o movimento da fonte.

Usando a palavra inadequadamente, acabaremos afirmando que a eletricidade (usada como portadores de carga elétrica) nos circuitos de AC, fica oscilando para frente e para trás, em cada ponto do circuito e, ao mesmo tempo, a eletricidade (usada como energia) caminha rapidamente para a frente! Isso é o mesmo que afirmar que o som e o vento são a mesma coisa!

Erro 2. Quando uma bateria elétrica faz acender uma lâmpada, explicam (tais livros) que o caminho da eletricidade é sair da bateria, passar pelos fios, entrar na lâmpada, sair da lâmpada e voltar à bateria. A seguir, citam que o fluxo de eletricidade da bateria para a lâmpada é totalmente convertido em luz. E então? A lâmpada consome eletricidade ou a eletricidade flui até a lâmpada e volta novamente? O senso de crítica dos estudantes não é tão aguçado para perceber isso. Professores e autores é que devem providenciar para que não ocorram tais contradições.

Erro 3. Há duas formas de eletricidade. São elas a positiva e a negativa. Isso aparece em livros. É verdade? Vejamos algumas respostas:

NÃO, as duas formas de eletricidade são a estática (em repouso numa região) e a móvel (corrente elétrica).

NÃO, há muitas outras formas de eletricidade: a triboeletricidade, a bioeletricidade, a myoeletricidade, a piezeletricidade.

NÃO, eletricidade é uma forma de energia.

Qual é o correto?

Todos e nenhum, porque a palavra eletricidade é usada com múltiplas definições contraditórias. Nenhuma delas é correta porque não há nenhuma eletricidade que possa ser ao mesmo tempo carga, energia e fenômeno. E todos são corretos (segundo alguns autores) porque a palavra eletricidade é comumente usada para designar igualmente qualquer desses conceitos distintos. O rigor científico dos textos conseguirá consertar isso? Professores e autores têm se esmerado?

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14) - "A eletricidade que flui pelos fios é produzida por baterias ou geradores"

Correntes elétricas em fios de cobre (por exemplo) são fluxos ordenados de elétrons, e esses elétrons vêm dos átomos de cobre. Os elétrons estavam no metal antes mesmo da bateria ter sido conectada. Eles estavam lá até mesmo antes do cobre ter sido extraído do minério e transformado em fios!

Baterias e dínamos NÃO criam esses elétrons, apenas os ‘bombeiam’; os elétrons comportam-se como um ‘fluido’ preexistente dentro dos fios. Também NÃO produzem nenhuma eletricidade. Para explicarem os circuitos elétricos seria mais cômodo para tais autores imaginarem que todos os fios estão preenchidos com um tipo de eletricidade líquida.

O gerador eletromecânico recebe elétrons do circuito externo por um dos terminais, simultaneamente os cospe pelo outro e ainda, ao mesmo tempo, força sua passagem pela bobina de fio de cobre em seu interior.

Os elétrons do circuito completo (interno e externo) movem-se como uma correia móvel que passa por duas polias. Um dínamo ou bateria age como uma bomba, mas não provê a substância que é bombeada. Um gerador assemelha-se a um coração pulsando: move o sangue, mas não cria sangue. Quando um gerador pára ou quando o circuito é aberto, todos os elétrons param onde estão e assim os fios continuam cheios de elétrons (exatamente o quanto tinham antes).

Em tempo: Quantos não são os livros que citam "dínamos de bicicleta" como sendo geradores de corrente contínua? Será que tais autores nunca abriram um desses "dínamos"? Quando será que aprenderão que "dínamo" de bicicleta não é um dínamo e sim um alternador. Será que já experimentaram fazer um rádio a pilhas funcionar ligados diretamente com tais "dínamos"?

Sem dúvida, os alternadores de bicicleta podem ser usados para alimentar circuitos como rádios portáteis, pequenas TVs etc. Mas, para tanto deve ser providenciado um 'retificador de corrente'; um simples circuito eletrônico dotado de diodos e capacitores intercalado entre o alternador e o aparelho que funciona com corrente contínua.

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15) - "A eletricidade que flui dentro dos fios caminha à velocidade da luz"

Nos metais, a corrente elétrica é, em média, um fluxo de elétrons comandados pelo campo elétrico que se estabelece. Muitos livros reivindicam que esses elétrons fluem à velocidade da luz. Isso é incorreto.

Elétrons fluem, nos parâmetros humanos, com inacreditável lentidão. Nos parâmetros atômicos podem ser considerados como "The Flash".

Para nós, milímetros por segundo (velocidade do elétron em fio de cobre) é uma lentidão, mas se levarmos em conta o tamanho de um elétron é uma brutal velocidade.

Nos circuitos elétricos, é a energia elétrica que desloca-se rapidamente, não os elétrons. Quando elétrons são bombeados em uma certa região do circuito, elétrons do interior dos condutores são forçados a fluir e a energia propaga-se rapidamente pelo circuito todo.

Imagine uma roda de bicicleta (de uma bicicleta que foi apoiada no chão pelo guidão e selim). Podemos imaginar que uma região qualquer dela simula um gerador, outra região simula o consumidor (região onde se aplicam os freios, por exemplo) e as demais regiões os condutores. Se dermos um ligeiro empurrão na ‘região gerador’, a roda inteira move-se como um todo e é assim que transmitimos energia mecânica quase que instantaneamente a todas as partes da roda. Mas a própria roda não se moveu rapidamente! O material da roda está na mesma situação dos elétrons do fio; a energia elétrica propaga-se como o empurrão, a onda de energia mecânica que enviamos a todas as partes da roda. A energia mecânica move-se com incrível rapidez à todas as partes da roda, mas os átomos da roda não tiveram que viajar com rapidez para lugar nenhum!

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16) ¾ A pressão atmosférica aperta e comprime as coisas na superfície da Terra

Não ... pressão não aperta e nem comprime coisa alguma!

A cama de pregos é uma das mais efetiva das demonstrações que põe em destaque o conceito de pressão, ou seja, o modo como as intensidades de forças são distribuídas em intensidades menores sobre uma superfície. 

A pressão, como sabemos é uma grandeza escalar e, como tal, totalmente destituída das características de  direção e sentido. Infelizmente ainda há alunos (e talvez professores da área de geografia) que, ao se referirem á pressão atmosférica, fazem gestos com a mão para salientarem a (falsa) idéia de que "é algo que aperta ou comprime as coisas para baixo". Pressão devido ao peso da atmosfera terrestre ou de qualquer outra força nada tem a ver com "para cima, para baixo, esquerda, direita" ou qualquer outra orientação. Pressão não pode ser representada por 'setas', como se vê com freqüência em figuras de células (biologia), experimentos de física etc. 
A pressão tem conceito do mesmo tipo que a "densidade", que nos informa uma distribuição de massas num dado volume ... e ninguém usa 'setas' para indicar as densidades!
Assim, para não errar mais, pense na pressão como uma 'densidade', nos informando uma distribuição de intensidades de forças (denominadas 'forças de pressão') numa dada área, e dai a fórmula conhecida:

p = F/A

A 'força de pressão' é sempre perpendicular à superfície de área A no ponto considerado.

Uma das impropriedades que leva á falácia do conceito é a má aplicação dos verbos "exercer" e "aplicar". Para as pressões devemos usar exercer e para as forças devemos usar aplicar. Um gás comprimido exerce pressão contra as paredes que o confina; a força que define a pressão exercida sobre aquela área da parede é aplicada, perpendicularmente, contra a referida parede. Pode-se usar seta para representar essa força de pressão ... nunca para representar a pressão.

A cama de pregos, experimento com o qual iniciamos esse texto, 'dilui' o peso da pessoa (intensidade de força) sobre a diminuta área de milhares de pregos. A pressão exercida pelos pregos sobre o corpo da pessoa é muito reduzida por efeito desse espalhamento e assim, a pessoa não sente dores ou 'espetadelas' por parte dos pregos. 
Para ficar por dentro do experimento da
cama de pregos entre em nossa Sala 07.

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Outra Introdução
Dada a 'avalanche' (hic!) de solicitações, vamos continuar com o tema. Desta vez mostrando certos erros de nomenclatura/conceito e grafia os quais, absolutamente, não deveriam existir. Apreciei muito as solicitações recebidas, uma vez que todos perceberam que a finalidade das correções não é ferir melindres ou ser esnobe numa conversação, palestra ou aula. É, entre outras, a meta de um Educador.
Desta vez entraremos num campo mais geral e espero receber a mesma solidariedade por parte dos professores e, até sugiro, uma campanha escolar com o título "
Errar é humano, insistir no erro é burrice!" (ou algo do gênero - Triste não é mudar de idéia. Triste é não ter idéia para mudar.).

17) -- Placas de velocidades máximas permitidas
Esses erros são antigos e bem 'difundidos'. Há placas como exemplifico: 40 KM, 40 KM/H, 40 KM/h, 40 Km/H e outras 'variedades'. A primeira delas (procure bem e você as achará por ai) é simplesmente inconcebível uma vez que 40 KM não quer dizer absolutamente nada; não é velocidade, não é distância percorrida (pois não há a referência do marco zero) e não é notação correta.
O Sistema Internacional de Unidades (SIU), utilizado no Brasil, mostra que a unidade oficial de velocidade é o m/s (metro por segundo), sendo muito usado seu múltiplo que é o km/h (quilômetro por hora
; observe o k minúsculo). Observe bem essa notação: k (minúsculo, prefixo grego com o significado do múltiplo 1 000; k = 1 000), m (minúsculo, símbolo oficial da unidade de comprimento, / (conotando divisão, 'por') e h (minúsculo, símbolo do múltiplo do segundo; 1 h = 3 600 s). As placas, então, devem exibir: 40 km/h (k, m e h minúsculos), no exemplo.
Os alunos devem entrar na campanha e observar todas as placas da cidade, anotar o local onde constatou o erro e entregar o relatório para a 'fessora(o)'. Este(a) fará o encaminhamento às autoridades competentes
... e morre ai!.
Não esqueça, político é como fralda de nenê, deve ser trocado ... ambos, pelo mesmo motivo!

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18) -- "Vou comprar 10 quilos de batatas."
Então leve um caminhão para trazê-las, uma vez que 10 000 batatas ocupam um respeitável volume! Quilo, símbolo k (minúsculo), expresso isoladamente, sem acompanhar qualquer unidade, simplesmente, significa 1 000. Quilômetro, Quilowatt, Quilograma, significam, respectivamente, 1 000 metros, 1 000 watts e 1 000 gramas. O correto é: "Vou comprar 10 quilogramas de batatas.", ou, "Vou comprar 10 kg de batatas.". Observe, k minúsculo e g minúsculo. A unidade oficial de massa é o grama, símbolo g; o múltiplo, nesse contexto, é o quilograma (kg) . É errado escrever gr, grs, gs, gms ou outros símbolos. Os alunos devem, na campanha, procurar essas notações erradas (K, KG, Kgr, KGs etc.) e anotá-las (erro e local). Nem vou dar a 'dica' onde isso 'pulula'!
Ah! Professor, o dicionário diz que "quilo" pode ser usado como sinônimo de 'quilograma'. Certo, o dicionário
(um conjunto de verbetes) diz e você aceitou: no próximo ano use o dicionário em substituição ao seu livro de Física, Química, Biologia, Matemática etc. Cada 'macaco' no seu galho!
Aluno replica: Professor, não é esnobismo chegar num açougue e pedir 2 quilogramas de carne? O açougueiro irá entender?
Respondo: Se o açougueiro não souber que 'quilo' não existe e que o correto é 'quilograma', ele estará aprendendo, corrigindo suas placas e tabuletas (kg), passando a informação para a frente e todos subiremos um degrau na escalada da
educação e cultura. Se ninguém se preocupar com essas 'pequenas coisas' breve, muito breve, o caos (como sinônimo popular de desordem) é quem vai imperar.
Visto isso, corrija cientificamente: "Eu peso 40 quilos." [Foi o que escutei hoje de uma menina ao sair de uma balança de farmácia.] Dica: Ai tem no mínimo 5 erros!

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19) -- "Vou comprar uma lâmpada de 100 velas."
Vela, antiqüíssima unidade de luminância (brilho) baseada na vela Haffner. Pelo S.I.U., o 'brilho', especificamente a potência elétrica
, tem por unidade o watt, símbolo W (maiúsculo). Dizer: Vou comprar uma lâmpada de 100 watts.

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20) ___ Voltímetro, amperímetro ... por que não cronímetro?
Assim como o estudante da língua portuguesa recorre aos Dicionários
para a correta grafia, o estudante de ciência deve recorrer ao Sistema Internacional de Unidades (SIU) e
seguir suas normas. Falar e escrever corretamente os termos científicos é o primeiro requisito para o total entendimento dos conceitos; conceitos falhos levam à terminologia e raciocínios falhos!
Eis a norma do SIU para a nomenclatura dos aparelhos de medida:
a) "aparelhos de medição direta --- comparação direta entre grandezas de mesma espécie --- têm sufixo em ímetro;
b) aparelhos de medição indireta --- avalia os efeitos da grandeza medida --- têm sufixo em ômetro".
Paquímetro é um dos exemplos de aparelho de medição direta. A grande maioria dos instrumentos de medida efetuam uma medição indireta da grandeza à qual se aplicam, são exemplos: cronômetro, voltômetro, amperômetro, dinamômetro, hidrômetro etc.
Infelizmente, muito infelizmente, professores de cursos técnicos e mesmo professores de física (sem contar com a literatura não oficial sobre eletrônica) negligenciam as normas do SIU e usam, impropriamente
, as denominações 'voltímetro, amperímetro, wattímetro etc.' Por que será que não dizem 'cronímetro, hidrímetro, odímetro etc.'? Bem, entendo que não é um conjunto de falhas das mais graves (?) --- mas, vale a pena caprichar!

NOTA: Se permitirmos a propagação de bobagens como voltímetro, amperímetro, etc., por que não: joulímetro (medidor de energia), newtonímetro (medidor de intensidade de forças), pascalímetro (medidor de pressão), Celsiusímetro (medidor de temperatura), coulombímetro (medidor de cargas elétricas), gramímetro (medidor dos gramas), hertzímetro (medidor de frequência), gaussímetro, oerstedímetro, faradímetro, weberímetro, teslímetro, henrímetro, etc.

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21) -- 'A voltagem empurra a amperagem no fio' ... quanta bobagem!
Em física, "todas as palavras terminadas em AGEM são bobAGEM", tais como voltagem, quilometragem, amperagem, vatagem (wattagem), pesagem, dosagem, calibragem, titulagem, ... e muitos etc. Isto decorre, geralmente, de traduções bobas (onde se estimula a "ação" da UNIDADE de uma certa grandeza, para cobrir a profundidade do conceito, tal como 'voltagem' --- vem do inglês, voltage ---, com o significado impróprio de " ação do volt" --- volt é uma unidade; como pode uma unidade exercer alguma ação?) ou popularização de conceitos científicos. Ao educador cabe expor a palavra certa e o conceito correto ... na hora certa! Como fazer? Eis algumas sugestões:

Voltagem, trocar por tensão elétrica ou d.d.p. e indicar por U ou Vab ou Va - Vb, e nunca por um simples "V" (V é conotação típica para um potencial elétrico). Dar o conceito. Insistir que "Volt" não "age"! Nem 'empurra' nada no fio condutor; quem movimenta os portadores de carga é, ao fim e ao cabo, o campo elétrico. O professor (instrutor) que usa 'V' para indicar a d.d.p. pode se transformar num mágico da matemática, veja isso: V = 10 V; cancelando V resulta  1 = 10 !

Amperagem, trocar por intensidade de corrente elétrica; conceituar o movimento de portadores de carga elétrica sob ação do campo elétrico, definir a intensidade. Insistir que "ampère" não "age". Ampère é apenas uma unidade de intensidade de corrente.
Insisto: ampére não é unidade de corrente (corrente é conceito) é unidade de intensidade de corrente (intensidade de corrente é grandeza física).

Quilometragem, trocar por distância percorrida, indicar o aparelho que faz essa medida, dar a diferença entre "distância percorrida" e "variação do espaço", destacar a coincidência quando o movimento se dá num único sentido. Salientar que 'quilo' significa 'mil' e não tem significado algum uma 'medição de mil', como o sugere a denominação 'quilo-metragem'.

Vatagem (ou wattagem), trocar por potência, conceituar como 'rapidez de conversão de energia' de uma modalidade para outra, particularizar para potência elétrica e dar os exemplos de conversão em chuveiro, rádio, lâmpada etc.

Sugestão final: Eliminar da Física o sufixo agem.

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22) -- "Filho, desliga esse rádio, veja a conta da luz desse mês!"
Ai o filho desliga o rádio de cabeceira de 400 mW e vai tomar um banho de mais de meia hora num chuveiro elétrico de 5 000 watts!
Façamos uma
s continhas
usando dos dados acima: a potência elétrica do chuveiro é de P = 5 000 W e o tempo de banho seja T = 0,5 h, então, o consumo elétrico desse chuveiro é E = P.T = 5 000W.0,5h = 2 500Wh. A potência do radinho é P'= 400 mW = 0,4 W.
A pergunta é:
"Com a energia elétrica consumida no banho, quanto tempo o radinho poderia permanecer ligado?"
A resposta é simples: T' = E/P' = 2500 Wh/0,4W = 6 250 h = 260,4 dias e noites diretos = 520,8 dias (desligar à noite) =
~ 17,4 meses = ~ 1 ano e 5 meses!
O moral da história: não é para deixar o filho ficar escutando rádio por quase ano e meio e deixar de tomar banho nesse tempo, é apenas para alertar sobre o consumo elétrico do chuveiro --- o bicho-papão dos consumidores domésticos! E deixar as mães mais sossegadas quando os filhos, na medida certa, ouv
irem música ou toma
rem banho.
Uma sugestão (se me permitem): Se o 'filho' do contexto é "filha" 'teen', para diminuir o tempo de banho a solução é mais simples --- basta tirar o espelho de corpo inteiro do banheiro --- pois, enquanto o chuveiro queima energia elétrica, ela fica saltitante na frente do espelho cantando ...[ ... eu sei que sou bonita e gostosa ...]. Não lembro quem gravou isso ... será Rita Lee?.

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... e vai continuar!

Esse é um artigo em obras. Por vezes um tanto contencioso mas, é uma tentativa de expor o que penso, em linguagem simples. Sem dúvida, será editado mais de um par de vezes, função do feedback daqueles que o lerem.

Sintam-se livres para enviarem comentários ao autor < leo@feiradeciencias.com.br >.

Meus agradecimentos.



 
 

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