Desafio
... relativo
(Exercício)
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Introdução
Assim com Einstein explorou o resultado negativo da
experiência de Michelson-Morley,
vamos explorar os seus conceitos de
cinemática do movimento
uniforme e sua absorção do Texto-Exercício
anterior, desafiando-o para um problema que, embora nada
tenha com a teoria da relatividade, tem, contudo, um
sabor relativista.
Problema
do desafio
Um homem viajava num barco contra a correnteza em um
rio e havia uma garrafa de
whisky, pelo
meio, de pé na popa do barco. Enquanto o barco estava
passando sob uma ponte, uma onda refletida nas pilastras
desta sacudiu o barco e a garrafa caiu na água sem que o
homem o notasse.
Durante 20 minutos o barco continuou subindo o rio,
enquanto a garrafa flutuava rio abaixo com a correnteza.
No
fim dos 20 minutos, o homem notou que a garrafa havia
desaparecido, manobrou o barco (esqueçamos o tempo gasto
nessa operação) e se moveu rio abaixo com a mesma
velocidade que antes relativamente à água. Alcançou a
garrafa a um quilômetro e meio á jusante da ponte.
A pergunta:
Qual a velocidade do rio?
Tente resolver este problema antes de prosseguir na
leitura e verá como parece difícil.
Na
verdade, vários bons matemáticos ficaram completamente
embaraçados com ele.
Tente agora ... antes de ir para a solução comentada!
Solução simples
As
coisas se tornam muito fáceis se, em vez de considerar
os acontecimentos relativamente à margem, como é natural
fazer, nós os descrevermos relativamente à água do rio.
Vamos supor, para tanto, que eu e você estamos sentados
em uma jangada que flutua rio abaixo, olhando ao redor.
Em relação a nós, a água estará em repouso, mas as
margens e a ponte estarão se movendo com uma certa
velocidade, para
trás. Um barco passa por nós, quando estamos
sob a ponte, e uma garrafa cai à água. O barco continua
a sua viagem, enquanto a garrafa flutua imóvel no ponto
em que caíra. (Não se esqueça: a água não se movimenta
em relação a nós). Vinte minutos depois, vemos o barco
manobrar e voltar para apanhar a garrafa. Naturalmente,
o barco gastará outros 20 minutos para voltar, já que
sua velocidade em relação á água é a mesma (quem garante
isso é a potência do motor ... ou do remador). Assim, a
garrafa terá permanecido na água durante 40 minutos, e,
durante aquele tempo, as margens e a ponte se afastaram
de nós (e da garrafa) em 1,5 km.
Assim, a velocidade da ponte
em relação à água, ou, o que é o mesmo que, a velocidade
da água em relação à ponte ou às margens, é de 1,5 km
por 40 minutos, ou 2,25 km por hora.
Simples, não ?
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