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Introdução Obviamente,
esse é o gráfico de um movimento periódico. O período do movimento
não se altera com o decorrer do tempo. Entretanto, não
podemos dizer que ele seja o período próprio do sistema, pois com
diferentes condições iniciais obteremos um período diferente. Podemos notar ainda que, se diminuirmos a distância entre as paredes, mantendo a velocidade primitiva, o período diminuirá, e o gráfico será algo como: Portanto, o período do movimento não depende apenas do sistema, mas também das condições iniciais. O mesmo ocorrerá com esse outro sistema: um pequeno bloco desliza, sem atrito, sobre um duplo plano inclinado em forma de 'V' (negligenciamos a descontinuidade na interseção). O bloco é abandonado de uma particular altura, sendo uniformemente acelerado até o centro do "vale do potencial" e, em seguida, desacelerado uniformemente até atingir a mesma altura inicial no outro plano inclinado. Eis a situação e o correspondente gráfico do movimento: Cuidado!
A figura tem certas semelhanças qualitativas com uma senóide, mas
é formada com ramos de parábolas. Novamente temos em mãos um sistema que produz um movimento periódico, mas cujo período depende das condições iniciais, e não apenas do sistema considerado. Imagine agora a seguinte situação:
Aparentemente,
existem dois fatores que atuam em sentidos opostos: a força e a
distância a ser percorrida. Na segunda situação, a distância a ser
percorrida até a posição de equilíbrio é maior (2x), mas a força que
atua na massa também é maior (maior deformação da mola). A
resposta experimental é: nenhum deles. As duas massas chegam exatamente
ao mesmo tempo. A um pequeno deslocamento inicial Dx da massa com mola menos distendida corresponde um deslocamento duplo 2Dx da outra massa. Fácil ver que a força na segunda situação, em cada posição até a posição de equilíbrio, é o dobro daquela da primeira situação. Ao passarem pela posição de equilíbrio a massa da segunda situação terá o dobro da velocidade da outra. Para bem visualizar isso, poderemos usar de uma barra muito leve interligando os dois sistemas e capaz de girar, sem atrito, sobre um eixo colocado à altura da posição de equilíbrio. A barra acompanhará a cada instante os movimentos das duas massas. Veja isso: Em
resumo, o tempo que qualquer das massas leva para voltar à posição de
equilíbrio (xo) é o mesmo, independente das condições
iniciais. Pela conservação da energia, e por um argumento de simetria,
pode-se mostrar que, após cruzar a 'linha de chegada' (xo), as
duas massas passarão a ser 'freadas' pela mola, parando após um tempo igual
ao necessário para acelerá-las a uma distância igual à que seus
pontos de partida tinham ao ponto de equilíbrio, ou seja, uma das massas
avançará x acima da posição xo e a outra 2x. O resultado é um movimento periódico cujo período independe das condições iniciais, e que é o período próprio do sistema massa-mola. Como sabemos, esse período é expresso por: Comprovação
experimental Procure estabelecer a relação entre suas observações tiradas do sistema massa-mola e o fato de que um objeto de metal dá sempre o mesmo som quando percutido com forças diferentes (o que varia é a intensidade do som, propriedade popularmente denominado por 'volume do som'). Já imaginou se um sino desse um som diferente para cada percutida com intensidade diferente? E o xilofone? E o piano? Muita
atenção a isso! Assim, um sistema massa-mola NÃO TEM seu período alterado pela ação da gravidade. Para
fazer experiências com isso basta você dispor de uma mola e um carrinho
dotado de rodas. Teste o experimento na horizontal e na vertical. Compare
seus períodos. Use o método de contagem cumulativa dos ciclos completos,
para melhorar a precisão. Para demonstrações aos alunos, recomendamos ao professor, adquirir uma coleção de molas de constantes elásticas diferentes e massas aferidas, montadas conforme se ilustra: Lembre-se de destacar aos alunos a seguinte observação 'intuitiva': 'as coisas grandes e pesadas são lentas'. Não leve essa observação ao extremo.
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