|
Construindo a Ciência
Aplicações Práticas
Parte 3
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Tema 1-
Relação entre o crescimento de uma planta de vaso e a
quantidade de água das regas
 |
O
crescimento das plantas de vaso depende de
um conjunto bastante amplo de fatores: a
luminosidade, a ventilação, a umidade e a
temperatura do recinto em que se encontram,
o tamanho do vaso, a quantidade e o tipo de
terra que contém, e da quantidade de água
com que as regamos.
Como nesse experimento pretendemos apenas
estudar a relação entre o crescimento da
planta e a quantidade de água utilizada em
sua rega, deveremos manter constante os
demais fatores para cada planta. |
Para tanto, as plantas
selecionadas devem ser colocadas no mesmo recinto (veja
ilustração acima), participando da mesma luminosidade,
ventilação, umidade, temperatura; devem ter vasos de
mesmo tamanho e contendo terra do mesmo tipo e
quantidade.
[Nota:
A ilustração corresponde às exigências? Resposta: Não.
Observe que as plantas estão a diferentes distâncias da
janela, assim não poderemos garantir uma iluminação
equivalente, nem a mesma ventilação.
De que modo você colocaria as plantas sobre a mesa?]
Assim, esses fatores fixos
constituem as 'variáveis
controladas', a 'variável
dependente' será a altura
da planta e como 'variável
independente' adotamos a
quantidade de água utilizada para as regas.
A hipótese que
admitiremos relacionar essas duas últimas quantidades
variáveis é a seguinte:
O
crescimento de cada planta dependerá diretamente da
quantidade de água com que se rega.
Para verificar ou comprovar
a hipótese acima, podemos tomar duas plantas da mesma
espécie, situadas no mesmo ambiente e que tenham alturas
iniciais iguais. Podemos decidir, por exemplo, regar a
planta A com 10 cm3 de água e a planta
B com 20 cm3. A rega deve ser feita
sempre na mesma hora do dia, por exemplo, às 17 horas.
[Advertência:
O texto proposto é apenas um texto-modelo. Usar apenas
duas plantas e fazer apenas uma série de medidas é
arriscado. Várias repetições devem ser feitas pois, por
algum motivo não controlado, a planta poderia crescer
mais ou menos a despeito da quantidade de água
fornecida.]
Ao cabo de cinco semanas de
regas, nas condições pré-fixadas, poderemos ter colhido
os seguintes dados:
Para elaborar as conclusões,
convém representar graficamente estes resultados, com o
que obteremos as linhas retas indicadas na figura acima.
[Advertência:
Os dados acima são postos apenas para fins de exemplo.
Não são dados reais de alguma experiência.]
Observando essas
representações gráficas podemos afirmar que, quanto
maior a quantidade de água utilizada na rega, maior será
o crescimento da planta. Ou seja, a
hipótese posta resultou ser, pelo
menos provisoriamente, verdadeira.
Como a relação entre as variáveis dependente (altura da
planta h) e independente (quantidade de água), no
decorrer do tempo t, vem dada por uma linha reta,
poderemos 'matematizar' o resultado escrevendo uma
expressão da forma: y = k.x + b ou h = k.t
+ b, onde k e b são constantes a serem determinadas e
conceituadas.
A constante b, em
ambos os casos, refere-se à altura inicial das plantas;
para t = 0, temos hAo = hBo
= 9,5 cm. A constante k, em ambos os casos,
refere-se à 'rapidez' do crescimento e pode ser
calculada, por exemplo, usando-se dos dados da segunda
e quinta semana; teremos:
Planta A : kA
= Dh/Dt
= (12,0 - 10,5)/(5 - 2) = 0,5 cm/semana; então: hA
= 0,5.t + 9,5 (equação da planta A)
Planta B : kB
= Dh'/Dt'
= (13,4 - 11,0)/(5 - 2) = 0,8 cm/semana; então: hB
= 0,8.t + 9,5 (equação da planta B)
[Nota:
A quantidade de água não estará sempre correlacionada
com o crescimento de forma positiva: a relação deve
corresponder mais a uma curva com um pico na 'quantidade
ótima' de água --- que dependerá de cada espécie
ensaiada. A função entre crescimento e tempo
possivelmente não será linear.]
Tema 2-
Trabalhe como um cientista; o detetive da ciência.
|
Nessa atividade
propomos que você faça a análise de um
fenômeno seguindo todos os passos que
explicamos no desenvolvimento do Método
Científico Experimental.
O fenômeno que propomos é o processo de
oxidação do ferro
exposto á intempérie. |
 |
As fases de trabalho
que deverá realizar são as seguintes:
1.
Observação - Contemple atentamente diversos
objetos de ferro que se encontrem na intempérie (um
depósito de ferro velho ao ar livre é ambiente ideal!):
latarias de automóveis, faróis, tubulações de água,
cercas metálicas etc., e observe se alguma de suas
partes se encontra estragada (enferrujada, 'comida' pela
ferrugem). Anote as características que diferenciam
essas regiões danificadas daquelas que não estão.
2.
Documentação - Procure em um dicionário (se
for técnico, melhor ainda), enciclopédia ou internet o
significado das palavras "oxidação" e "ferrugem".
3.
Formulação de hipótese - Analise qual das
seguintes propostas é a causa do porquê algumas regiões
do ferro encontram-se danificadas:
: A qualidade do ferro
varia de uma região para outra na mesma peça;
: A umidade ambiente prejudica o material e o
corrói;
: A pintura que recobre o material é de má
qualidade.
4.
Experimentação - Separe um prego de ferro e
deixe-o durante alguns dias (se possível em dias úmidos)
exposto ao relento (coloque-o sobre um muro, por
exemplo).
: Que alterações
observou nesse prego? Seu aspecto tem alguma semelhança
com as regiões danificadas naqueles materiais que
observou na primeira fase deste estudo?
: Em vista desse resultado, qual das propostas da
fase anterior lhe parece mais adequada para explicar o
fenômeno? Por quê?
5.
Elaboração de teorias - Após a realização
desse trabalho, que teoria você proporia a respeito dos
efeitos que se produzem no ferro exposto a intempérie?
Enuncie-a por escrito.
Bom sucesso.
Retornar á Parte 1 -
O trabalho científico
Retornar á Parte 2
-
Fases do Método Científico

Ir para
a Parte 4 -
Atividades sobre o tema
|