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Primeiros
Passos da Mecânica Quântica
(Parte
Teoria
de Heisenberg
Quando as teorias de modelo ficam acumuladas, segue-se a teoria essencial. Em
1925, Heisenberg procurava um método para
calcular a intensidade das linhas espectrais, pois o modelo de Bohr explicava
a freqüência, mas não a intensidade.
Na eletrodinâmica clássica, a intensidade de um oscilador circular, como é
o caso do átomo de hidrogênio, é proporcional ao quadrado do raio. Porém,
segundo o modelo de Bohr, a luz não é emitida nesse estado estacionário. A
emissão de luz só se faz no caso de uma transição de uma órbita de raio rm,
para a de rn. Portanto, ao calcularmos a intensidade, não sabemos
se devemos usar rn2 ou rm2. Mas,
no fim, imaginando que devia ser um certo rmn onde
aparecem os dois índices m e n, e comparando com a teoria de Bohr, construiu
uma nova mecânica como se estivesse decifrando um código. Com essa nova
mecânica, podia-se calcular não só a freqüência, mas também a
intensidade de cada linha espectral do átomo de hidrogênio. A concordância
com a experiência era perfeita.
Dizem que Heisenberg não compreendera a estrutura matemática da teoria que construíra. Quando mostrou o seu trabalho a Bohr, este informou-lhe que era matriz. A teoria recebeu o nome de mecânica das matrizes. Assim, finalmente, havia chegado ao estágio essencial.
Teoria
de Schrödinger
A teoria de Heisenberg foi aceita como o nascimento de
uma nova mecânica porque concordava precisamente com a experiência e
era bem geral (não se restringia apenas ao caso do átomo de hidrogênio).
Mas, como parecia mais uma resolução de um código, o verdadeiro significado
físico não foi compreendido. Em 1926, Schrödinger
construía a nova mecânica numa forma muito mais compreensível. Baseando-se
na idéia de De Broglie, ele tentou, considerando o elétron como onda,
construir primeiro a equação de onda para
descrever o seu movimento e, em seguida, dar a essa onda um caráter
corpuscular.
A equação de onda podia ser facilmente conhecida se a relação de dispersão satisfeita pela onda fosse conhecida. No caso da luz, por exemplo, a relação de dispersão vale
c2k2 = w2
onde k é o vetor-número de onda, isto é, a direção de k representa a de propagação da onda e o seu módulo representa |k| = 2p/l; w é a freqüência angular [ w = 2pn ].
Substituindo-se nessa relação de dispersão,


Assim, Schrödinger pensou que a equação de movimento para o elétron era a equação de onda acima mais a condição de normalização. Aplicando-a ao caso do átomo de hidrogênio, como seria natural, a freqüência e a intensidade foram calculadas corretamente. Era o nascimento de uma outra nova mecânica, que foi chamada de mecânica ondulatória.
No
mesmo ano de 1926, o conceito de rotação do elétron, spin, foi
introduzido por Pauli (1900 -1958), e foi
explicada corretamente a tabela periódica de Mendeleev.
Com isso, pode-se dizer que os trabalhos no estágio essencial também ficaram
concluídos.
Unificação
das duas teorias
Havia, assim, nascido duas espécies de mecânica, mas, no início, as pessoas
ficaram um tanto confusas, pois as duas apresentavam formas completamente
diferentes. Contudo Schrödinger apontava o fato de que, se as descrevesse
usando uma matemática mais avançada, a teoria do
espaço de Hilbert, poderíamos ver facilmente que ambas eram
expressões diferentes de uma mesma equação, e os seus conteúdos eram
completamente iguais. Essa idéia foi formulada de um modo elegante por Dirac,
Jordan, von Neumann
e outros. Atingia-se assim o estágio de refinamento.
A partir dessa época, a mecânica quântica começou a ser aplicada não só aos problemas dos átomos, mas também à teoria da estrutura molecular, à teoria do estado sólido etc. Mais tarde, também foi usada nos problemas do núcleo atômico. A partir desse ponto, entramos no estágio de aplicação. Por outro lado, em 1928, Dirac tentou a unificação da mecânica quântica com uma outra teoria essencial já concluída há algum tempo, a teoria da relatividade, e nasceu assim a mecânica quântica relativística.
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Primeiros
Passos da Ciência (Geral)
Primeiros
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Primeiros
Passos da Física (parte 2)
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Passos da Física Clássica (parte 1)
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Passos da Mecânica Quântica (parte 1)
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