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Métodos dos Passos da
Física
(Parte 1)
leobarretos@uol.com.br
Renascença do Método
Dedutivo
Método moderno
de pesquisas
Até aqui vimos, historicamente, os Primeiros Passos da ciência e
como evoluiu a física. Vamos examinar agora os
métodos segundo os quais essa evolução se processou e como
ainda se processam.
É comum dizer-se que o método da física é o
indutivo. De fato, antigamente as
teorias iam sendo formadas aos poucos, pacientemente, pelas
abstrações das propriedades comuns dos vários acontecimentos e dados
experimentais. Esse processo requeria, contudo, um longo tempo e
também contribuições inequívocas dos “gênios”. Com o progresso da
física, esses métodos vagarosos tornaram-se inconvenientes e
procurou-se então um outro mais rápido. Neste, de início,
conjetura-se uma teoria provável e, em seguida, baseando-se nessa
teoria, tenta-se, por dedução, explicar
os dados ou os resultados experimentais. Se essa explicação for
conseguida, admite-se essa teoria como verdadeira; caso contrário,
conjetura-se uma outra e assim por diante, prosseguindo por
“tentativas e erros” até encontrar uma teoria correta.
Esse método, contudo, na sua fase
inicia], requeria também, até certo ponto inspiração dos gênios. O
tempo necessário também não era
pequeno. Assim, nos tempos atuais, caracterizados pela pressa e por
convulsões, surgiu um método no qual se conjectura sobre todas as
teorias que pareçam prováveis,
distribuem-se entre os colaboradores, faz-se a dedução, compara-se
com os resultados experimentais e
admite-se, finalmente, como verdadeira, aquela que coincidir com
a experiência.
Utilizando um 'exemplo popular', podemos
dizer que o método usado na física clássica era parecido ao dos
grandes detetives dos romances policiais do passado, Sherlock
Holmes, por exemplo, pela simples observação de óculos caídos ou de
pegadas estampadas na grama, concluía que o criminoso era um
personagem com tais e tais
particularidades e por onde andava naquele momento. Em caso de
sucesso, é um método extremamente elegante. Entretanto as
probabilidades de acerto são pequenas.
O método da física moderna é o da investigação policial
moderna. Os prováveis suspeitos são destacados e os agentes
policiais pacientemente os vigiam. O álibi, a situação financeira
etc., dos suspeitos são investigados e eliminados um a um até que se
descubra o verdadeiro.
Por outro lado, podemos dizer que o método da física
contemporânea é o da investigação
científica. De início, todas as pessoas com alguma
possibilidade de haver praticado o crime são suspeitas, e as
eliminações vão sendo feitas de acordo com as características do
crime. Por exemplo, se a vítima foi morta com um único golpe na
parte superior das costas, logo, o crime não deve ter sido praticado
por mulheres ou crianças, pois estas são destituídas de força, e nem
por um homem baixo etc. Assim, por eliminação, chega-se a um número
reduzido de suspeitos. A eles é aplicada uma investigação rigorosa
até se descobrir o culpado.
Contudo, nesse
método contemporâneo de pesquisas, como seriam conjeturadas, no
início, as possíveis teorias?
À primeira vista, trabalhar com resultados ainda não obtidos parece
uma inconsistência, mas isso é realizado por meio de um processo
comumente chamado “analogia”. A palavra
“analogia” é usada aqui em sentido bastante amplo. Seu significado
será explicado no item 'Uso da analogia', logo abaixo da figura.
É preciso considerar, em seguida, que o
número das possibilidades que podem ser imaginadas é enorme. Fazer a
verificação para cada possibilidade seria um trabalho imenso.
Não haveria, então, um meio eficiente de eliminar as supérfluas?
Em geral é feito por uma regra de seleção comumente representada
pela “simetria”. Essa palavra também
foi tomada em sentido bastante amplo e o seu significado será
discutido posteriormente. Finalmente restam algumas teorias que são
comparadas com a experiência e aquela que sobreviver será a teoria
final. Esquematizando, temos:

Uso da analogia
Examinaremos aqui, em sentido amplo, a analogia exposta
acima. Ela contém vários significados.
j
Semelhança - O raciocínio
seguido nesse caso seria: como no caso A era assim, no caso
B também deve ocorrer o mesmo.
Exemplo - 1 -
No ano de 1935 Yakawa introduziu o
conceito de méson para explicar a força
nuclear. Esta deveria ser produzida por uma causa muito similar
àquela que provoca a força coulombiana entre as cargas elétricas. No
raciocínio tipo Faraday, consideramos
dois estágios de força coulombiana, isto é, ao redor de uma carga
elétrica forma-se um campo elétrico e, introduzindo-se uma outra
carga no seu interior, ela sofre a ação de uma força.
Semelhantemente, Yukawa imaginou que a força intensa e de curto
alcance que existia entre o próton e o nêutron, isto é, a força
nuclear, seria também em dois estágios. O próton possuiria algo
como uma “carga nuclear” e formaria um campo ao seu redor. O nêutron
colocado no seu interior sofreria a ação de uma força. Imaginou
também que, como uma oscilação do campo elétrico provoca o
aparecimento de uma onda eletromagnética, que, segundo Planck, é
quantizada e apresenta um comportamento corpuscular com o nome de
fóton, seria muito natural pensar que, quando o campo criado
pelo próton oscilasse, fosse emitida uma onda que, quantizada, se
comportaria como uma nova partícula, Deu o nome de
méson a essa partícula. Essa é
conclusão baseada na semelhança.
Exemplo - 2 -
Modelo de
camada do núcleo -
Maria Mayer, quando estudava as
propriedades do núcleo, notou que elas também apresentavam uma
periodicidade semelhante à do átomo, descoberta por
Mendeleev. Ela imaginou então que, como
o átomo apresentava uma estrutura de camadas, o núcleo também
apresentaria, por similaridade, uma estrutura semelhante. Com
tal raciocínio conseguiu explicar muitas propriedades dos núcleos.
Exemplo - 3.
Modelo de
gotas do núcleo - Para
explicar o fenômeno da fissão, que é a
divisão de um núcleo pesado, como o U235 em duas
partes, pela absorção de um nêutron, Niels
Bohr apresentou em 1939 o modelo de gotas. Quando uma
gota líquida experimenta um choque, inicia uma oscilação, muda de
forma, e finalmente pode dividir-se em duas. Supondo a existência de
similaridade entre esse caso e o da fissão nuclear, e assumindo
apropriadamente a energia e a tensão superficial do “líquido”
nuclear, conseguiu explicar a fissão. Essa idéia foi desenvolvida
ainda mais por Aage Bohr, e as
propriedades de vários núcleos foram explicadas com esse modelo.
k
Interpolação - O raciocínio
básico da interpolação seria: no caso A tem-se
a, no caso B tem-se
b, e então no caso C, cujas
condições estão entre as de A e B, tem-se a conclusão
c, que deve estar entre
a e b.
Exemplo - 1.
O modelo de
cachos do núcleo - Alguns
núcleos tinham as suas propriedades explicadas pelo modelo de
camada de Mayer. Outros tinham as suas explicações no modelo
de gotas de Bohr. Havia, contudo, núcleos cujas propriedades não
podiam ser explicadas, mesmo usando ambas as teorias. Muitos
imaginaram que a solução para esses núcleos estaria numa teoria
intermediária. A característica do modelo de camada consiste no fato
de todos os núcleos se unirem para produzir um único campo de força
e, no seu interior, cada núcleo não receber quase nenhuma influência
dos demais, possuindo um comportamento independente. A
característica do modelo de gotas, ao contrário, está justamente na
interação fortíssima entre as partículas, sendo que o movimento de
uma é rapidamente transmitido à seguinte, observando-se, então, o
movimento de todas as partículas coletivamente, como um todo. Assim,
nos núcleos onde ambos os modelos falham, a tendência é considerar o
modelo intermediário, isto é, considerar que alguns núcleons estejam
reunidos em cachos ('cluster') e que,
dentro deles, os núcleons interajam fortemente, como no caso do
modelo de gotas. Contudo, entre os cachos, a interação é fraca e
cada cacho movimenta-se independentemente. Portanto os cálculos são
feitos seguindo as idéias do modelo de camada.
Exemplo - 2
- Em 1943, a fim de retirar inconveniências da mecânica quântica
relativística (teoria quântica de campo), Tomonaga apresentou o
seguinte pensamento: no tratamento tipo
Heisenberg, a representação é feita como se o observador
estivesse no sistema de referência enquanto observa o movimento dos
corpos. Ao contrário, no tratamento tipo
Schrödinger, os movimentos são representados como se o
observador estivesse em movimento juntamente com o corpo, e o
movimento observado seria o do referencial. Por esse motivo, a
complexidade dos tratamentos esconde as estruturas verdadeiras,
dificultando a introdução de novas hipóteses físicas. Admitamos,
agora, um pensamento intermediário: o observador estaria em
movimento com a velocidade constante que o sistema teria se a
interação fosse desligada (nesse ponto, o pensamento é do tipo
Schrödinger). O sistema, que na realidade estaria sob as influências
de uma interação, mover-se-ia evidentemente em relação ao
observador, que mediria o movimento relativo (tratamento tipo
Heisenberg). Desse modo, introduzindo uma nova forma de notação
(representação de interação), a teoria se tornaria bastante
simplificada, possibilitando a introdução de novas idéias físicas.
Com esse raciocínio, Tomonaga conseguiu construir uma teoria
quântica de campo, completamente covariante relativisticamente.
Baseada em tal teoria, foi construída a teoria de renormalização,
que removeu habilmente a divergência ultravioleta, que era a maior
falha da teoria quântica de campo.
l
Extrapolação - No caso A
é a, no caso B é
b, no caso C é
c, logo no caso D deverá ser
d. É esse o raciocínio básico da
extrapolação.
Exemplo - 1
- Partículas
fundamentais - As
propriedades das diversas substâncias puderam ser aplicadas pelas
hipóteses da existência de várias espécies de partículas pequenas,
denominadas átomos. Posteriormente, os átomos foram explicados pela
hipótese da existência de partículas ainda menores, as partículas
elementares, como os prótons ou os nêutrons. Presentemente, são
conhecidas mais de quarenta (?) espécies dessas partículas
elementares. Já surgiram algumas teorias com o intuito de explicar
as partículas elementares como sendo combinações de outras ainda
menores, as partículas fundamentais (Sakata, Gell-Mann e outros).
Esse procedimento seria também uma espécie de
método de extrapolação.
Exemplo - 2
- As interações relacionadas com os neutrinos são, em geral,
extremamente fracas, sendo, por isso, chamadas
interações fracas. Portanto o espalhamento do neutrino é
fraco. Contudo, quando a energia atinge a ordem de 1 BeV, ou
mais, o seu espalhamento vai se tornando cada vez maior.
Extrapolando, nas regiões de energias extremamente altas, a
interação torna-se bastante forte e a sua influência nos fenômenos
não pode mais ser desprezada. Nos fenômenos estranhos, ainda não
esclarecidos totalmente, que ocorrem em regiões de energia
extremamente alta, o papel do neutrino, que primeiramente parecia
pequeno e desprezível, deve adquirir uma importância extraordinária.
Há os que raciocinam assim.
Vimos, dessa forma, diversas espécies de
analogias, mas essa classificação é feita segundo as conveniências,
não havendo uma divisão determinada. Por exemplo, não se sabe ao
certo se as partículas fundamentais foram introduzidas pela
semelhança ou pela extrapolação e, assim, a sua classificação não é
claramente determinada. Isso quer dizer que devem ser revistos todos
os raciocínios e teorias do passado e consideradas as hipóteses
possíveis pela analogia tomada no sentido amplo. Seguindo tal tipo
de raciocínio, Schrödinger, um dos descobridores da mecânica
quântica, considerando que todas as idéias que podiam servir de base
já existiam na época da Grécia, concluiu que o mais importante seria
estudar a filosofia grega e transferiu-se para o campo do filosofia.
Eliminação pela
simetria
Devido à analogia citada, várias possibilidades são
consideradas no início. Especialmente no método contemporâneo, todas
as possibilidades são consideradas, sendo o seu número, portanto,
extremamente grande. Para simplificar, é utilizado um conceito
chamado “simetria” tomado no sentido
amplo, que elimina as possibilidades supérfluas. Expliquemos então o
significado da simetria.
A palavra simetria talvez não seja a mais indicada porque
nela estão incluídos também os significados de invariança e a lei de
conservação. Mas, isso não é muito estranho porque, quando se exige
a invariança sob a conjugação de carga, as propriedades das
partículas carregadas positivamente e das carregadas negativamente
tornam-se simétricas, como no caso do elétron e do pósitron. Também,
quando se exige a conservação do momento angular, a equação que
descreve o sistema mecânico torna-se invariante sob uma rotação do
espaço, isto é, torna-se simétrica em relação às coordenadas x, y,
z. Por exemplo, a força coulombiana,
f = ee’.[(x - x’)2 + (y - y')2
+ (z - z’)2]-1
é simétrica em relação a x, y, z e, por
isso, o momento angular do sistema de dois corpos conserva-se.
Contudo, se a força sobre uma partícula for
f’µ(ax2
+ by2 + cz2)-1,
o momento angular dessa partícula não
seria definido. Nesse sentido, a
inclusão dos significados acima mencionados não é destituída de
razão. De qualquer modo, a palavra
simetria usada neste trabalho
possui um significado mais amplo do que comumente tem.
Abaixo estão enumeradas as
simetrias mais comumente requisitadas.
(1) Invariança na
translação - É a exigência
quanto à invariança de uma equação em relação a uma translação
paralela no espaço--tempo. O significado físico é a
conservação do momento-energia.
(2) Invariança na
rotação - É a exigência de
que a equação seja invariante em relação a uma rotação em torno de
um ponto (simetria esférica) e em relação a uma rotação em torno de
um eixo (simetria axial). O significado físico dessa simetria é a
conservação do momento angular.
(3) Invariança de
Lorentz - A exigência agora é
a invariança da equação em relação à transformação de Lorentz. A
equação é, portanto, simétrica no espaço de Minkowsky. O seu
significado físico é a imutabilidade das leis
físicas, quando observadas em dois sistemas de coordenadas
com velocidade relativa constante.
(4) Invariança de
Gauge - A equação deve ser
invariante em relação à transformação de Gauge. O seu significado
físico é a conservação da carga-corrente.
5) Invariança de
reversão de tempo - É a
exigência de que a equação
continue invariante, embora se troque o sinal do tempo t nela
contido, isto é, em relação a uma mudança t
==> -t.
(6) Invariança de
conjugação de carga - É a
exigência de que, quando se fizer, numa equação, a mudança
e ==> -e e trocar-se, ao mesmo tempo, a
partícula pela sua antipartícula, a equação continue a mesma. Isso
afirma a identidade das propriedades da
partícula e da antipartícula, exceto no sinal da carga.
(7) Conservação da
paridade - É a exigência de
que as leis físicas sejam as mesmas tanto nas coordenadas
dextrógiras como nas levógiras. A lei deve ser, portanto, invariante
em relação à transformação x, y, z ==> -x, -y,
-z.
Foram explicadas acima as simetrias mais
representativas. Porém existem outras simetrias, tais como a
conservação de paridade G,
a invariança sob rotação do espaço de isospin,
a conservação do número de bárions etc.
Perigo da
superaplicação da simetria
Até aqui, temos exposto as características do método
'moderno' de pesquisa. Um exemplo será explicado no próximo trabalho
(MPF - parte 2), expondo a
história dos Primeiros Passos da Teoria de
Relatividade Especial, um dos maiores sucessos da física do
século passado. Porém, esse rápido e conveniente método às vezes se
torna perigoso, se abusado. Isso está relacionado com o estagio no
qual o método é aplicado, o que será discutido mais adiante, nesse
trabalho.
Outro perigo é requisitar demais as
simetrias. Entre as várias mencionadas acima, existem algumas já bem
estabelecidas experimentalmente e outras que foram introduzidas
apenas por conveniência ou simplicidade. Nestas, há um certo perigo
quanto a sua aplicação. De fato, há exemplos em que, devido a sua
superaplicação, os problemas ficaram
sem solução por longo tempo, tendo sido solucionados somente quando
se removeu o requisito da simetria.
Exemplo - 1
. Teoria de
Lee e Yang - Existe um méson
chamado K cuja massa é pouco maior que a metade da massa do
próton. Depois de 10-8 segundos de vida média, ele decai
em 2 ou 3 píons. Porém, aceitando a
conservação da paridade, é impossível um méson K
transformar-se ora em um número par, ora em um número ímpar de
mésons p.
Por isso, foi considerado no início, que existiam duas partículas
distintas com massas iguais: a que decaía em dois píons foi
denominada méson
q
e a que decaía em três píons, méson
t.
Contudo era um mistério por que duas partículas distintas possuíam
exatamente a mesma massa. A sua solução foi encontrada em outro
campo. Isto é, se se supusesse a conservação
da paridade, os elétrons provenientes do decaimento
b
tinham igual possibilidade de
sair com velocidade paralela ou antiparalela ao eixo do spin do
núcleo.
Evidentemente, até 1955, os cálculos eram feitos considerando essa
hipótese. Às vezes, encontravam-se núcleos que não concordavam com
os cálculos, mas imaginava-se que a causa fosse outra. Seu motivo
era simples. Nas substâncias em geral, as direções dos spins
nucleares estão oscilando devido ao movimento térmico e seria quase
impossível tentar a comprovação da simetria nesse caso, pois somente
a intensidade total do feixe elétrons, provenientes dos núcleos com
spin em diversas direções, podia ser observada. Seria melhor admitir
a conservação da paridade, pois isso simplificaria bastante o
cálculo. Exatamente nessa época, a técnica das temperaturas
extremamente baixas desenvolvia-se muito e a obtenção das
temperaturas da ordem de 0,01 K era relativamente fácil.
Os 'spins' dos núcleos a essas
temperaturas praticamente não apresentam oscilações térmicas, e suas
direções podem ser ordenadas por meio de um campo magnético. Com
essas amostras, a validade da simetria poderia ser testada. Em 1956,
sob a hipótese de não conservação da paridade,
Lee e Yang
fizeram vários cálculos e pediram
a Wu, da Universidade de Colúmbia, a
realização das comprovações experimentais. Como resultado, obteve-se
que, nas interações fracas, não vale a
conservação da paridade. Com isso, também o 'quebra-cabeça'
q,t
foi resolvido.
Exemplo - 2.
Conjugação da
carga - É outro exemplo que
mostra a incerteza quanto à exigência da simetria. Uma vez foi
focalizada a experiência que sugeria a não-validade da conjugação da
carga até nas interações fortes. Existe uma partícula chamada méson
h
com massa da mesma ordem do méson K extremamente instável,
com vida média da ordem de aproximadamente 10-22
segundos, que decai segundo h
==> p+ + p- + po.
Se a conjugação da carga for válida, os fenômenos relativos ao méson
p
carregado positivamente e ao carregado negativamente devem ser
simétricos, de modo que, se se compararem as somas das energias do
p+
e do p-,
depois da observação de muitos eventos, deverão ser iguais, isto é,

o que significa que as partículas
carregadas positivamente e as carregadas negativamente não são
simétricas, ou seja, a lei física não é invariante sob a conjugação
de carga. Observe-se, todavia, que, nas experiências realizadas
posteriormente, no CERN, a relação acima aproximou-se do valor um,
tornando-se um problema ainda não resolvido (?, pelo que sei!).
Assim, como vimos nos exemplos, quando
se requer demasiadamente a simetria, sempre existe algum perigo. Nos
casos comuns, entretanto, acredita-se na sua validade e prossegue-se
nas pesquisas, pois, do contrário, tornar-se-ia extremamente
complexa, podendo-se perder a visão geral. Mesmo assim, o conteúdo
das pesquisas atuais tende a ser cada vez mais complexo, exigindo-se
rapidez; conseqüentemente, a aplicação desse novo método de pesquisa
ficou bastante evidenciada e a divisão dos trabalhos em equipes
tornou-se comum. Assim, alguns só se ocupam em imaginar
possibilidades, outros somente em pesquisar simetrias, outros,
ainda, trabalham somente no campo da comparação; desse modo os
pesquisadores tornaram-se especializados. O rendimento é maior
quando há um líder controlando os pesquisadores. Nesse sentido, as
pesquisas em grupo estão em foco.
Para navegar pelos
trabalhos anteriores:
Primeiros Passos da Ciência (Geral)
Primeiros Passos da Física (parte 1)
Primeiros Passos da Física (parte 2)
Primeiros Passos da Física (parte 3)
Primeiros Passos da Física (parte 4)
Primeiros Passos da Física Clássica (parte 1)
Primeiros Passos da Física Clássica (parte 2)
Primeiros Passos da Mecânica Quântica (parte 1)
Primeiros Passos da Mecânica Quântica (parte 2)
Primeiros Passos da Mecânica Quântica (parte
3)
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