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Foguete Prof.
Luiz Ferraz Netto
Este
texto foi originalmente publicado no Manual das Feiras de Ciências e
Trabalhos Escolares (Vol.2). São Paulo, Editora CERED, 1994. Material Apresentação Montagem a) um voltâmetro, montado de modo que seja possível recolher os gases formados na eletrólise da água e reuni-los, para a etapa seguinte; b) uma seringa plástica descartável, (dotada de dois eletrodos convenientemente adaptados), que receberá a mistura de gases e no interior da qual ocorrerá a faísca para sintetizar a água; c) o êmbolo da mesma seringa do item anterior (na qual pode-se fixar uma figura de papelão, como um pequeno foguete, por exemplo) que será arremessado pela força oriunda da expansão térmica. O
voltâmetro A fonte de tensão para a etapa da eletrólise deve fornecer de 6 a 12 volts (corrente contínua).
Essa etapa do experimento permite, se trocarmos o tubo em U invertido por dois tubos de ensaio, como na figura da direita, mostrar a decomposição da água evidenciando os gases resultantes da eletrólise: no tubo que contém gás hidrogênio, a chama de um palito de fósforo, por exemplo, ocasiona uma pequena explosão - ploc!; no tubo que contém o oxigênio, ressurgem chamas em um palito em brasa. Desafio Nota: a fonte de tensão pode ser conseguida por associações de pilhas em série (4 pilhas = 6 volts, 8 pilhas = 12 volts) ou usando um eliminador de pilhas (muito comum nas residências, usado normalmente para fazer funcionar rádios ou tevês portáteis), ou um carregador de baterias, (como os das lanternas de acampamento com baterias de niquel-cádmio). De modo geral, qualquer eliminador de pilha que exista em sua residência servirá. Como já expusemos em outra de nossas montagens, o gerador de Van de Graaff, tensões momentâneas de até 10.000 VAC podem ser obtidos com material muito simples, praticamente sem qualquer perigo para o ser humano. A síntese da água pela combustão do hidrogênio gera calor suficiente para determinar uma brusca expansão térmica - sob controle, nas condições do experimento, mas suficiente para ejetar um objeto de pequena massa a uma dezena de metros de distância. Seringa
plástica Nota:
essa alta tensão alternada pode ser conseguida diretamente com um
transformador para lâmpada néon.
Qualquer modelo com tensões entre 2 000 e 10 000 V servirá. Esse
transformador apresenta dois terminais para a entrada dos 110 volts da
rede domiciliar e outros dois terminais robustos para a alta tensão (aos
quais seria ligada a lâmpada).
Veja na ilustração acima como se deve interligar tudo isso. No caso da bobina de ignição, a faísca só irá saltar nos momentos em que um dos fios que vão da bobina à bateria for desligado. Êmbolo
e complementação As três partes devem ser ajustadas para o procedimento final. Procedimento 1) com a mangueira de látex desligada da seringa, levar o êmbolo da seringa até o fundo (sem danificar os eletrodos); 2) com a extremidade livre dessa mangueira na boca, aspiramos o ar contido no tubo em U, fazendo com que o nível da água suba no tubo em U até próximo à torneira; 3) fechar a torneira T e ligar a tripa de mico na seringa; 4) ligar a fonte de baixa tensão (6 a 12 VCC) e iniciar a eletrólise da água nessa fase, os gases hidrogênio e oxigênio vão sendo liberados e o nível de água no tubo em U começa a baixar;
5) desligar a fonte de baixa tensão quando se observar um abaixamento do nível da água de cerca de 3 cm3; 6) abrir a torneira T e puxar o êmbolo da seringa cerca de 1 cm; 7) fechar a torneira T; 8) ligar a alta-tensão para que a faísca salte entre os eletrodos. Ocorrida a pequena explosão, o êmbolo e a figura de papelão serão jogados longe. Reiniciar b) Se não houver mais mistura no tubo em U: reiniciar a partir do item 4. Dicas
e lembretes: 2) A tensão de 12 VCC para realizar a eletrólise pode ser proveniente de uma bateria de automóvel, ou de uma fonte de alimentação 110 VAC/ 12 VCC, para 1 A (também denominada "eliminador de pilhas"). 3) Para que não ocorram reações secundárias na fase da eletrólise (mascarando a proporção esperada de 2:1), deve-se usar eletrodos de platina (ou carvão - grafite de lápis). Os fios ligados aos eletrodos devem estar encapados com plástico (fio 1,0mm² rígido para instalações elétricas domiciliares). 4) A torneira T é uma torneira típica para aquários; a mangueira utilizada deve ser bem flexível (por isso indicamos tripa-de-mico) e os eletrodos (que devem ser inseridos a quente na seringa e selados com araldite ou durepóxi) devem ser dois pequenos fios de cobre (fio 1,0mm²) rígido. Nota: Nenhum produto comercial citado nos experimentos deve ser tomados como propaganda (merchandising) ou indicação do autor como sendo o de melhor qualidade. 5) A ignição pode ser obtida de um circuito oscilador transistorizado (visite a Sala de Eletrônica de nossa Feiras de Ciências, recorra a artigos relativos em revistas de eletrônica ou, ainda, envie um e.mail para o autor) podendo-se usar um flyback qualquer (tevê branco e preto ou em cores). Na falta deste, utilizar um transformador elevador de tensão para néon (110 VAC / 7.500 VAC, 15 mA) ou ainda a técnica da bobina de ignição e bateria para carro. 6) Qualquer seringa descartável (cujo êmbolo se desloque sem dificuldade) serve. Tais seringas são facilmente obtidas nas farmácias. Deve ser previsto um suporte rígido para fixar o corpo da seringa. |
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