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Eletrocardiógrafo
(Modelo Didático)
Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br
Objetivo
Mostrar um modelo didático do
funcionamento do eletrocardiógrafo estabelecendo uma analogia com um
dipolo elétrico giratório num ambiente condutor de segunda espécie
(iônico).
Fundamento
Não é nada simples descrever o funcionamento do músculo cardíaco,
assim como não é tão fácil explicar porque o coração 'bate'. Mas,
posso adiantar, isso tem muito a ver com as células que constituem o
músculo cardíaco, que são tão sujeitas às excitações iônicas como
as células nervosas. Se você já estudou alguma coisa relativa à 'bomba
de sódio e potássio' pode ter certeza que esse processo está envolvido
no 'porque' do coração bater.
Durante a operação intermitente do coração, resultado das contrações
e distensões das células que constituem esse músculo, ocorre o
aparecimento de diferenças de potenciais elétricos entre regiões
distintas. Esses potenciais rítmicos complexos podem ser detectados
através de eletrodos convenientemente colocados no corpo do animal para
obter-se um ECG (eletrocardiograma).
O dispositivo apresentado nesse trabalho, essencialmente elementar,
procura simular:
(a)
o comportamento rítmico do coração através da rotação de uma pilha
comum;
(b) a constatação da diferença de potencial que surge entre as várias
regiões;
(c) a coleta de estímulos em regiões específicas através da
colocação de eletrodos estratégicos;
(d) a presença do meio condutor natural no animal mediante a solução
salina posta na cuba;
(e) a condução iônica no meio mediante a colocação de um
galvanômetro sensível ligado aos eletrodos postos na solução da cuba.
Material
Cuba
de acrílico ou plástico transparente, com tampa (pode ser substituído
por um aquário dotado de uma chapa plástica como cobertura ou mesmo uma
placa de vidro dotada de 3 orifícios);
2 placas de alumínio de (10 x 10) cm (eletrodos);
2 bornes fêmea (vermelho e azul);
1 galvanômetro sensível (microamperímetro - de preferência de zero
central);
1 mancal de latão;
1 pilha comum;
água salgada;
arame grosso, presilha, cola de silicone.
Montagem
O
mancal de latão para a extremidade inferior da manivela deve ser colado
à cuba com cola de silicone (cola para vidro). Na tampa da cuba devem ser
praticados 3 orifícios (2 para adaptar os bornes e 1 para o mancal
superior da manivela). O arame grosso deve ser dobrado de forma a
constituir uma manivela; no eixo da manivela prende-se a pilha mediante
uma presilha (se o arame grosso for curvado em arco de circunferência na
região da pilha a fixação ficará bem melhor que no modelo original -
veja ilustração).
Procedimento
Efetuada a montagem proposta, coloque a solução salina
na cuba até cobrir os eletrodos de alumínio (a dosagem de sal deve ser
testada e experimentada em função das dimensões da cuba e da distância
entre eletrodos).
Conecte o galvanômetro aos bornes e gire a manivela (a rapidez desse
giro, para se manter dentro da analogia, deve ser semelhante ao ritmo
cardíaco do animal da simulação). Esse giro da pilha, graças à
condução iônica, é detectado pelo galvanômetro de zero central, o
qual indicará uma variação (deflexão) senoidal. Nessa simulação o
coração está sendo representado pelo dipolo elétrico giratório; a
solução salina representa o eletrólito condutor do corpo animal.
Esse
modelo didático é uma primeira tentativa de ilustrar o processo, ainda
longe de ser um trabalho final definitivo. Aos biólogos solicito
críticas e sugestões. leobarretos@uol.com.br
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