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Cromatografia em papel
(composição e decomposição de cores)

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br

Resumo teórico
Cromatografia é uma técnica de separação e de análise de substâncias em solução, mediante um processo em que se realizam adsorções (ou repartições) seletivas. Efetua-se fazendo passar uma solução (líquida ou gasosa) através de uma fase estacionária, onde se efetua o procedimento de separação. A solução recebe a denominação de fase móvel.

A fase estacionária pode ser sólida ou líquida.
Quando é sólida, o mecanismo da cromatografia é baseado na adsorção das substâncias dissolvidas (cromatografia por adsorção). À medida que a solução passa através da fase sólida, os solutos vão sendo sucessivamente adsorvidos e dessorvidos, cada qual com uma característica específica. Por isso, no processo de escoamento da solução os que são mais adsorvidos atrasam-se em relação aos menos adsorvidos, e consegue-se a separação uns dos outros.
Quando a fase estacionária é líquida, o mecanismo da separação é baseado na diferente repartição dos solutos entre o solvente da solução e o líquido estacionário
(cromatografia por repartição).

A cromatografia pode realizar-se numa coluna (cromatografia em coluna), ou numa tira de papel (cromatografia em papel --- nosso experimento) ou numa placa recoberta pelo material ativo (cromatografia em camada fina).

É uma técnica de análise muito versátil e com extensa e corrente aplicação em bioquímica, em química analítica, etc.
As primeiras cromatografias foram realizadas com substâncias coradas e daí provém o nome associado à técnica.

Experimento
Nesse experimento físico-químico, bastante atraente, será usada a técnica da cromatografia em papel (do grego khroma, cor). A origem dessa denominação prende-se, como já dissemos, ao fato de que, inicialmente, essa técnica era empregada apenas na separação dos componentes de materiais coloridos.
O colorido das tintas se obtém, geralmente, de pigmentos colhidos de terras raras (grupo de elementos químicos). As tintas coloridas usadas em canetas são obtidas por convenientes misturas desses pigmentos dissolvidos em solventes próprios, sendo que a cor obtida é o resultado visual dessa composição de pigmentos coloridos. Tais tintas, de modo geral, são insolúveis em água, mas solúveis em álcool. É a solubilidade dessas tintas (pigmentos) em álcool que utilizaremos nesse experimento.

Material
Dois 'discos' de papel de filtro;
canetas coloridas de cores vivas (ponta porosa);
frasco de plástico transparente (com tampa);
água, álcool, tesoura

Montagem

Num dos círculos de papel-filtro (cerca de 15 cm de diâmetro) faça um orifício central de 1,5 cm de diâmetro. Ao redor desse orifício e afastados 1 cm dele pinte pequenos círculos coloridos usando as canetas de ponta porosa.
O outro círculo de papel-filtro é enrolado para adquirir a forma de um cone. Pode-se usar um grampo de grampeador na base desse cone para garantir que não desenrole.
Encaixe o círculo que contém as pintas coloridas sobre o cone de papel-filtro, como se ilustra acima.
 

Coloque esse conjunto dentro do recipiente de plástico transparente (béquer ou pote de vidro grande) e preencha o fundo desse recipiente com álcool (camada de cerca de 1 cm de altura) e feche o recipiente com sua tampa própria.
Nota: Nas mercearias há potes de plástico transparente para doces (paçoquinhas, pés-de-moleque, cocadas etc.) descartáveis e fácil aquisição (normalmente são jogados fora).

Resultados esperados
O álcool começará a encharcar o papel-filtro do cone, a partir da base e, por capilaridade irá migrar lentamente até o disco de papel-filtro que contém as marcas coloridas. Ali chegando o álcool começará a migrar em sentido á periferia do disco. Ao passar pelas marcas coloridas o álcool irá dissolver a tinta, arrastando consigo os pigmentos para a borda no disco. Como cada componente da mistura percorre o papel-filtro com velocidade diferente (devido ás suas composições químicas e interações com o álcool serem diferentes), ocorrerá a separação dos diferentes materiais que constituem a tinta.
Assim, formar-se-ão trilhas coloridas radiais a partir de cada marca colorida inicial.

Deve-se tapar o frasco onde se realiza o experimento para retardar a evaporação do álcool. O ambiente vedado, saturado de vapor de álcool, impedirá que o álcool seque no meio do caminho, durante sua migração (o fundo ficará seco). A quantidade de álcool deve ser ajustada experimentalmente já que, se for pequena demais, não conseguirá chegar até a borda do disco.
Já tentou usar o papel de filtro de coar café?

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