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Conversão
direta da energia Prof.
Luiz Ferraz Netto Uma
palavra impressionante e um conceito muito simples
Fig.9 - (esquerda) Em um condutor MHD (a), os elétrons do plasma quente se deslocam para a direita sob a ação da força F, no campo magnético de indução B. Os elétrons acumulados na região à direita do condutor são enviados a uma carga exterior. (direita) Em um condutor de armadura de um gerador convencional (b), os elétrons se deslocam para a direita sob a ação da força de Lorentz originada pelo campo magnético de indução B. É preciso girar o condutor para obter esse deslocamento de modo contínuo. Nos geradores dinâmicos convencionais se origina uma força eletromotriz em um condutor metálico mergulhado num campo magnético de indução, como mostramos acima em (b). A força magnética a que se encontram submetidos os elétrons do condutor tem intensidade dada por: F = q.v.B onde F é a intensidade da força, em newtons; q é a carga do elétron, em coulombs (1,6.10-19 C); v é a velocidade de deslocamento do condutor dentro do campo magnético, em metros por segundo e B é o módulo do vetor campo magnético de indução, em tesla (T = Wb/m2). O movimento de elétrons ao longo do condutor estabelece uma d.d.p. entre os extremos do mesmo. Nesse tipo de gerador se utiliza dessa d.d.p. para converter em energia elétrica a energia cinética do condutor em movimento. O condutor deve ser mantido em movimento seja por uma turbina hidráulica ou a vapor. Tentemos
eliminar a parte em movimento, ou seja, a armadura do gerador. O que
pretendemos é substituí-lo por um condutor móvel que não tenha eixos
nem mancais ou quaisquer outras partes que possam se desgastar e, a substância
que reúne todas essas condições é: o plasma. O gerador MHD obtém sua energia de um gás quente sob expansão porém, diferentemente do turbogerador, a máquina térmica e o gerador estão juntos em um condutor em repouso. O alargamento gradual do condutor MHD, como pode ser visto na ilustração acima, em (a), indica que o plasma se encontra em menor pressão e temperatura no final do condutor. Parte da energia térmica do plasma foi extraída pelos eletrodos do condutor MHD em forma de energia elétrica. O
quarto estado da matéria
Fig.10 - Plasma brilhante em um aparelho experimental. O canhão de plasma em forma de T facilita a coleta de dados para a investigação da fusão termonuclear. Como
na Terra resulta muito difícil manter temperaturas tão elevadas,
se recorre a um artifício que consiste em tornar condutores certos gases
que normalmente são muito difíceis de ionizar, como o hélio, mediante a
adição de uma pequeníssima fração de um metal alcalino como o potássio.
Os átomos dos metais alcalinos têm seus elétrons externos pouco unidos
ao núcleo e se ionizam rapidamente a temperaturas muito inferiores aos 2
000 K. A mistura de hélio e potássio tem suficiente condutibilidade elétrica
para funcionar em um gerador MHD. Possibilidades
da energia MHD
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