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Conversão
direta da energia Prof.
Luiz Ferraz Netto Fótons
transportam energia A
temperatura da superfície visível do Sol é de uns 6 000 K. Se
aquecermos um objeto até essa temperatura ele irradiará luz visível na
faixa do verde-amarelado do espectro (5 500 A*). Nosso aparelho conversor
de energia deverá estar sintonizado para tal
comprimento de onda. E = hf = hc/l onde E = energia, em joules; h = constante de Planck, 6,62.10-34 joules-segundo; f = freqüência da luz, em hertz; c = velocidade da luz, 3,00.108 metros por segundo e l = comprimento de onda, em metros. Tendo-se em conta que uma unidade angstrom (1 A*) equivale a 10-10 m, a energia de um fóton de 5 500 A* é igual a: E = hf = hc/l = (6,62.10-34.3,00.108)/(5,50.10-7) = 3,61.10-19J = 2,2 eV Se compararmos esse resultado de 2,2 elétrons-volt com a energia necessária para ionizar os átomos ou dissociar as moléculas (que é da ordem de 1 eV), chegaremos à conclusão de que é a grandeza adequada para fazer funcionar os aparelhos de conversão direta baseados nestes fenômenos. Utilização
da energia solar Há uns 50 anos se descobriu que iluminando-se a junção entre dois condutores de tipo P e N se produz uma diferença de potencial. Este descobrimento foi a base da pilha solar, constituída de dois semicondutores finos, porém de diferentes espessuras, postos em contato. Como se observa na fig. 12 (esquerda), o semicondutor da parte superior, que será exposto ao sol, é muito fino, apenas 2,5 micras de espessura. Os fótons solares podem atravessá-lo facilmente e chegar na superfície de união com outro semicondutor muito mais grosso.
Fig. 12- A foto da direita mostra uma pilha solar utilizada em satélites. Ao fundo se observa um gerador termelétrico esférico, aquecido mediante radioisótopos, que serve de complemento às pilhas solares. Nestas pilhas, os fótons provenientes do sol criam pares elétrons-buracos na região próxima de uma junção P-N. Sempre
que se justapõem semicondutores dos tipos N e P se origina uma diferença
de potencial entre as partes da junção, devido aos distintos
buracos e elétrons existentes nas duas regiões. Como nas imediações da
fronteira da junção não há portadores de cargas, não se gera energia. A
pilha solar desenvolve energia elétrica quando se formam pares elétron-buraco.
Qualquer outro fenômeno que forme tais pares também produzirá energia
elétrica. A fonte primaria da energia não tem nenhuma importância desde
que produza portadores de corrente perto da junção. Em conseqüência,
as partículas emitidas por átomos radioativos também podem produzir
energia elétrica nas pilhas solares, ainda que um bombardeio por demais
intenso possa perturbar a estrutura atômica da pilha e reduzir sua produção
de energia.
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