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Conversão
direta da energia Prof.
Luiz Ferraz Netto Energia
das partículas nucleares A bateria nuclear ilustrada na fig. 13 funciona dessa maneira. Há uma barra central recoberta com um radioisótopo emissor de elétrons (um emissor de raios-beta, como o estrôncio 90). Os elétrons velozes emitidos pelo radioisótopo cruzam o cilindro exterior e são recolhidos em uma bainha metálica muito sensível e enviados para a carga exterior.
Fig. 13 - A bateria nuclear depende da emissão de partículas carregadas por uma superfície recoberta de um radioisótopo. As partículas são recolhidas em outra superfície. O motivo de não haver efeitos de carga espacial que impeçam o trânsito dos elétrons, como o que ocorria nos conversores termiônicos, é que os elétrons nucleares têm energias cinéticas um milhão de vezes superiores à dos elétrons extraídos da superfície do emissor termiônico por aquecimento. Assim, têm demasiada energia para serem detidos por qualquer carga espacial que possa existir ao redor da barra emissora. As baterias nucleares são simples e sólidas. Só produzem correntes elétricas da ordem dos vários microampères sob diferença de potenciais entre os 10 000 e os 100 000 volts. Dupla
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