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Trimotor Prof. Luiz Ferraz
Netto Introdução Para relembrar, eis o antigo acendedor de fogão, um faiscador intermitente:
Esse
acendedor pode ficar permanentemente ligado na rede elétrica,
basta que fique pendurado de "cabeça para baixo", ou
seja, virado de 180 graus em relação á ilustração acima. Nessa
situação, o núcleo não encosta na haste metálica e ele
permanece 'desligado'. As fotos de meu protótipo do 'acendedor de fogão' e 'campainha dim-dom' estão na página 12 do Feira de Ciências Virtual [clique no link] e as reproduzo aqui:
Nessa montagem, aproveitei a bobina de um relé de 110 VAC; ela foi retirada do núcleo de ferro maciço original, o qual foi substituído por um tubo de alumínio. Para manter o novo núcleo de ferro equilibrado na vertical usei um tubo de fibra (em marrom, na ilustração). Quando o núcleo é 'sugado' pela bobina, ele produz o faiscamento na extremidade inferior e sua extremidade superior bate na grossa lâmina de alumínio produzindo um som (dom). Esse meu protótipo não tem o 'dim'. :-) Esse fenômeno da atração do núcleo pela bobina pode ser aproveitado para a construção de um motor elétrico simples, ligando-se o núcleo de ferro a um 'girabrequim' (um sistema biela-manivela) e com isso fazer girar um volante. Para ligar e desligar a corrente na bobina nos momentos adequados, pode-se usar de um 'came' (excêntrico) acionando um interruptor. Eis a ilustração:
Recentemente, novembro de 2007, construí outro protótipo de motor de atração de um só tempo motor; suas fotos estão na página 13 do Feira de Ciências Virtual [clique no link] e as reproduzo aqui: Esse
motor, durante um giro completo, só apresentará um breve
intervalo de tempo de potência fornecida (aquele em que o núcleo
é 'chupado' para dentro da bobina) e como tal, funciona 'aos
trancos'. Esses 'trancos' são bastante minimizados através de um
volante desequilibrado (peça em vermelho nas ilustrações). Veja sua montagem geral:
Como se observa, usamos de três bobinas, três núcleos de ferro, três manivelas, um 'girabrequim' com três posições (120o entre duas delas), dois mancais, um volante, três microinterruptores e três 'cames'. Quando se estabelece a corrente elétrica em um dos eletroímãs com núcleo móvel, o campo magnético formado induz polaridade oposta nesse núcleo atraindo-o para seu interior. Nessa fase, comandado pelos excêntricos (cames) desliga-se a corrente nesse eletroímã e liga-se a corrente na bobina seguinte cujo núcleo está fora da posição de simetria ... e tudo se repete, ocorrendo três atrações em cada ciclo e, em cada uma delas, transferindo energia cinética de rotação para o volante. Alguns detalhes para a construção desse trimotor são postos a seguir:
Nessa ilustração, seguindo-se a ordem numérica, tem-se: 1
- a construção do girabrequim com três posições, utiliza 3
discos de PVC ou acrílico. Cada disco, com diâmetro de 3 a 4cm e
espessura 3mm apresenta 3 furos de 1/8" em posições que
fazem entre si ângulos de 120 graus.
3
- as 3 manivelas, do autor, foram feitas com hastes de acrílico de
(0,5 x 0,5 x 10)cm, tendo cada uma um orifício numa das
extremidades (para passar os pinos que interligam os discos do
girabrequim) e na outra um entalhe para se prender (com parafuso de
1/8", servindo de eixo de rotação) ao correspondente núcleo
de ferro.
6
- os 2 mancais foram feitos em acrílico. Suas dimensões não são
críticas. O autor optou pela altura de 10cm para poder acomodar o
volante (sem tocar na base) e espaço para fixar os interruptores.
8 - os 3 micro-interruptores podem ser obtidos em lojas de eletrônica ou de consertos. São muito usados em gravadores, vídeos etc. Suas dimensões são algo como: (3 x 5 x 15)mm. Outros tipos de contatos ou chaves podem ser utilizadas. Bom
sucesso a todos que se aventurarem nessa beleza de empreitada. Vale
a pena ver isso funcionando! Vale a pena saber como isso funciona!
Vale a pena explicar, para quem ainda não sabe, como a coisa
funciona! |
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