menu_topo
 

Motor de Faraday

Prof. Luiz Ferraz Netto
leobarretos@uol.com.br 

O primeiro motor elétrico
Imediatamente após tomar conhecimento da descoberta de Oersted sobre a conexão entre a eletricidade dinâmica (em contraposição à eletricidade estática) e o magnetismo, Michael Faraday (1791 -1867) achou um meio de explorar a descoberta. Ele sabia que uma corrente elétrica exerce uma força sobre um pólo magnético que lhe fica próximo. Talvez essa força pudesse fazer um pólo magnético girar em torno de um fio conduzindo corrente. Faraday utilizou o aparelho ilustrado abaixo, à esquerda, para verificá-lo.


Experiência de Faraday, na qual um pólo magnético gira em tor-
no de uma corrente elétrica


Experiência de Faraday, na qual um
fio conduzindo corrente gira em
torno de um pólo magnético fixo

A corrente passa em um circuito fechado, como se indica pelas setas (veja comentário ao final dessa parte 2).  O mercúrio, que é um bom condutor de eletricidade, forma uma parte do percurso que vai do fundo do vaso de vidro até o fio fixo. Quando passa uma corrente, o pólo norte do ímã desloca-se em uma trajetória circular em torno do fio fixo. Se os pólos magnéticos forem invertidos, ou o sentido da corrente, o sentido de rotação será também invertido.

Com o sucesso dessa experiência, Faraday prosseguiu para provar que um fio transportando uma corrente pode ser posto a girar em torno de um pólo magnético. O ímã fixo foi colocado em um adaptador, como na ilustração acima, à direita, e o fio mergulhado no mercúrio tornou-se capaz de mover-se livremente.

 Logo que o circuito foi completado, o fio começou a girar em torno do pólo magnético. Uma vez mais, o sentido de rotação pôde ser invertido, bastando inverter os pólos magnéticos ou o sentido da corrente.

Comentário: Vê-se a corrente passando do terminal negativo (-) para o terminal positivo (+) através do circuito externo da bateria. Como sabemos, uma corrente elétrica em condutor metálico é realmente um fluxo de elétrons carregados negativamente que são 'repelidos' para fora da bateria, no terminal negativo, e 'atraídos' para a bateria, no terminal positivo. Alguns livros mostram a chamada "corrente convencional" que circula em sentido oposto. Isto é uma relíquia de tempos passados, quando se pensava que o fluido ou partículas de eletricidade tinha uma carga positiva. Mas, isso não encerra o tema sobre o sentido da corrente; verifique!

Sem dúvida, esse foi o primeiro motor da História das Ciências, apresentado por Michael Faraday. Vamos apresentá-lo só para o caso do fio móvel e ímã fixo (você poderá fazer a inversão para futuras demonstrações), em duas versões:

Versão 1- Essencialmente, consta de um tubo de vidro ou acrílico, de diâmetro cerca de 8 cm e altura 40 cm. Dois tampões de cortiça vedam seus extremos. Pelo tampão inferior penetra um ímã cilíndrico de ALNICO, ficando com cerca de 6 cm dentro do tubo (apenas parte da extremidade Norte, conforme ilustração).  

No centro do tampão superior coloca-se um contato elétrico que termina por um gancho ou argola. Nesse gancho, suspende-se um fio de platina ou níquel-cromo. A extremidade inferior desse fio mergulha 1 ou 2 mm no mercúrio colocado no tubo. A montagem é ilustrada acima. 
Ligando-se a fonte de tensão (uma ou duas pilhas em série ou uma fonte de 1,5 a 3,0VCC, 2 A), a corrente elétrica passa a circular pelo fio. O campo magnético do ímã permanente age sobre essa corrente dando origem a uma força magnética perpendicular ao fio.

Essa força magnética (força de Lorentz) determina um torque que manterá o fio girando em torno do Imã.

Versão 2- Essa versão dispensa o tubo de vidro e os tampões. Agora utilizamos um suporte metálico, comum nos laboratórios escolares. Para suportar o ímã (e o mercúrio) usamos um receptáculo raso de plástico (o autor usou um cinzeiro) no qual foi praticado um orifício central que permite a passagem do ímã cilíndrico (um ligeira camada de cola epóxi ao redor do ímã garante sua fixação no copinho plástico).
Eis um visual da montagem e o esquema elétrico do motor de Faraday:

A fonte de alimentação pode ser para 12 VCC. Inicia-se a operação com o cursor do reostato de 50 a 100 ohms na posição de máxima resistência. Após iniciado o movimento do fio ao redor do ímã ajusta-se o cursor do reostato para que não ocorra excessivo aquecimento do fio móvel. Usar o dispositivo em curtos intervalos de tempo.

Eis uma ilustração para outra variante dessa montagem acima:


TOPO DA PÁGINA | HALL  
Copyright © Luiz Ferraz Netto - 2000-2008 ® - Web Máster: Todos os Direitos Reservados

menu_google