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Motor didático clássico
(Versão 01)

Prof. Luiz Ferraz Netto [Léo]
leobarretos@uol.com.br

Objetivo
Construção de um pequeno motor elétrico didático; evidenciar as partes básicas de um motor convencional; reconhecer os eletroímãs; ambientar-se com os materiais típicos da física experimental, tais como, fios de cobre esmaltado, sua numeração, bornes, fontes de alimentação etc.

Material
Bloco de madeira, (15 x 5 x 20) cm
Quatro pregos de cerca 8 cm de comprimento e dois pregos pequenos
Tubo de ensaio de pequeno diâmetro
Fio de cobre esmaltado, # 20 a # 24
Rolha de cortiça

Montagem
Usando uma serra de aço, corte as cabeças de dois pregos de cerca de 8 cm de comprimento. Lixe essas pontas, arredondando-as. Faça, com broca de diâmetro ligeiramente menor que o dos pregos, três furos na base; um central e dois laterais separados cerca de 11 cm. Finque os pregos cortados nestes furos laterais até que eles fiquem com 6 cm acima da base. Estes pregos laterais constituirão os núcleos dos eletroímãs de campo (estator). Os eletroímãs de campo produzirão o campo magnético dentro do qual a armadura (rotor) girará.

O núcleo da armadura do motor (rotor) será feito com o terceiro prego, também de 8 cm, que pode ou não ter sua cabeça cortada (se cortar, arredondar com lima). Esse prego deve ser espetado diametralmente na rolha de cortiça. Ainda nessa rolha, deve ser feito um orifício (com broca adequada ao diâmetro do tubo) onde será introduzido o fundo do tubo de ensaio. O quarto e último prego deverá ser fincado no orifício central da base e cortado com serra de aço numa altura adequada; ele será o pivô do rotor. Essa altura adequada deve ser tal que colocando o tubo de ensaio nesse quarto prego, o terceiro prego fique nivelado à altura dos pregos laterais, como se ilustra acima.

Em cada núcleo de campo, ou seja, em cada prego lateral, deve-se enrolar quatro camadas de fio de cobre esmaltado de # 20 a # 24, o que tiver disponível. As duas bobinas devem ser enroladas no mesmo sentido.
A armadura também deve ser enrolada com quatro camadas de fio (do mesmo tipo usado para o campo). O enrolamento da armadura é dividido em duas seções, um em cada lado da cortiça. São enroladas ambas as seções no mesmo sentido (cuidado com esse detalhe!). Convém, antes de fazer tais enrolamentos, revestir os pregos com uma camada de fita crepe, para garantir um bom isolamento elétrico.
As extremidades do fio utilizado na armadura devem ser raspadas (para tirar o verniz protetor) e fixadas no tubo de ensaio, com tiras estreitas de fita adesiva, como se ilustra.

Essas extremidades raspadas funcionarão como 'comutadores'. É por meio dos comutadores que conexão elétrica é estabelecida nas bobinas da armadura (rotor).
Os terminais finais dos enrolamento de campo também devem ser raspados e fixados em dois pregos finos de modo a constituírem as 'escovas', conforme se ilustra.Os terminais iniciais desses enrolamentos também devem ser raspados e fixados aos dois bornes, os quais receberão a tensão de alimentação do motor. A alimentação pode ser feita com pilhas de lanterna em série (2 ou três delas) ou fonte de alimentação ajustável ou ainda um eliminador de pilhas. Uma vez ajustadas as escovas corretamente sobre os comutadores (e ligada a alimentação), dê um ligeiro empurrão no rotor ... e o motor permanecerá funcionando!

A teoria desse motor de repulsão já foi bastante comentada nos modelos anteriores dessa Sala 22.



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