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RELATIVIDADE Prof. Luiz Ferraz Netto As limitações da Mecânica Newtoniana e a teoria da Relatividade Restrita A
VELOCIDADE DA LUZ A
luz, que na antiguidade se supunha propagar instantaneamente, teve sua
velocidade de propagação medida pela primeira vez por Röemer, na época
de Newton, por meios astronômicos. Foi logo encontrado um valor da ordem
de 3 x 108 m/s e com o passar do tempo as medições, hoje por
meios terrestres, levam ao valor de (2,997 924 580 ± 0,000 000 012) x108m/s
¾ média
de várias medidas por vários processos, no vácuo. Como
já dissemos, as equações de Maxwell sugeriram que a luz poderia viajar
com velocidade constante com relação ao ‘éter luminífero’. Neste
caso seria possível medir a velocidade da Terra em relação a este meio,
pela medição da velocidade da luz em relação á Terra, ao longo de três
direções ortogonais entre si e, se possível, nos dois sentidos.
Se
a luz se propaga em relação ao éter com velocidade c, devemos esperar
que para percorra a distância de A até B, a luz leve
tAB = L/(c - u) e para percorrer a distância de B
até A, a luz leve tBA = L/(c + u). Seria assim
possível determinar a velocidade da Terra em relação ao éter que seria,
então, um sistema privilegiado entre todos os sistemas inerciais possíveis.
Isto tornaria inválido o princípio de relatividade de Galileu. As
experiências realizadas para evidenciar o movimento da Terra em relação
ao éter são mais complexas do que a descrita acima, devido ás pequenas
velocidades u de que dispomos, quando comparadas com c. Assim, em
vez de fazer várias medidas independentes de velocidade, se comparam, por
meios interferométricos, as velocidades de propagação da luz em duas
direções ortogonais. Todo experimento deste tipo é chamado experimento
de Michelson-Morley, pois o primeiro deles foi realizado por aqueles
pesquisadores em 1881. Desde então o experimento tem sido repetido muitas
vezes, com precisão crescente, e o resultado foi sempre NEGATIVO
¾
isto é, é impossível evidenciar o movimento da Terra em relação a um
“éter” (movimento absoluto). Admite-se que há evidências experimentais suficientes para se afirmar que, em relação a um referencial inercial qualquer, a luz se propaga, no vácuo, com velocidade constante, independentemente de sua freqüência, do movimento da fonte que a emite e de qualquer movimento (retilíneo e uniforme) do observador, em relação a qualquer sistema de referência (por exemplo, as estrelas fixas) ¾ princípio da constância da velocidade da luz. O
resultado acima leva imediatamente a inconsistências, pois implica que
dois observadores que se movem um em
relação ao outro determinarão ambos o mesmo resultado para a velocidade
de propagação da luz, o que viola a transformação de Galileu (e o nosso
senso comum, às vezes até chamado de bom senso). Não nos referiremos aqui ás tentativas feitas no fim do século XIX para “reconciliar” os fatos. Outros fatos experimentais foram se acumulando e a única solução encontrada que está de acordo com todos os fatos experimentais ¾que se propõe resolver e que envolvam referenciais inerciais ¾ foi a proposta por Einstein em 1905 e é conhecida por teoria da relatividade restrita. Próxima Leitura: Relatividade - Parte IV - A teoria da Relatividade Restrita e as transf. de Lorentz
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