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Prof. Luiz Ferraz Netto As limitações da Mecânica Newtoniana e a teoria da Relatividade Restrita ALGUMAS CONSEQÜÊNCIAS DA EQUIVALÊNCIA MASSA/ENERGIA A expressão (34) (Parte VIII) que relaciona massa e energia implica em que todo sistema que tem energia E, tem associado a ele uma massa m = E/c2 e todo sistema que tem massa m, tem associado uma energia E = mc2. Assim, energia pode ser medida em kg e massa em joules! 1 kg = 9 x 1016 joule. Ë raro o caso em que toda a massa de um sistema é transformada em energia, se bem que isso se dê em certas circunstâncias. Em geral, quando um sistema sofre transformações, uma parte de sua massa é transformada em energia a qual é, a seguir, cedida sob a forma de calor ou trabalho (ou vice-versa). Em muitos casos, a variação de massa é tão pequena que é inobservável com os meios usuais. Assim, nas reações químicas, é de se esperar que a massa não seja conservada, exatamente, quando há troca de calor ou realização de trabalho. Nas reações nucleares em que, por unidade de massa reagente, a energia dissipada é da ordem de 106 vezes maior do que nas reações químicas, a variação de massa é claramente notada. Assim, nos reatores nucleares em que o urânio sofre fissão, a massa dos produtos da fissão é menor do que a massa do urânio que fissiona. A cada kg de perda de massa corresponde unia energia dissipada de 9 x 1016 joules. Assim uma usina geradora de energia elétrica capaz de fornecer 1GW (1 gigawatt, ou seja, 109 watt) recebe uma massa de combustível, em um ano, que é superior em 0,3 kg à massa dos produtos (de combustão ou de fissão) residuais (quer utilize petróleo ou urânio). O cálculo acima foi feito supondo que não haja perdas no processo de geração de energia elétrica. Acreditam
os físicos que a expressão (34) envolve todas as formas de energia
conhecidas. Assim: Por outro lado, um sistema isolado que não troca matéria nem energia com o meio, tem sua energia total, bem como sua massa total, constantes. Voltemos ainda ao caso da colisão de duas partículas de massas
relativísticas m(u) que se movem em relação a um referencial S’
com velocidades +u e -u, respectivamente. Estas partículas colidem
inelasticamente formando uma única partícula de massa Mo,
'parada' em relação a S'. Esta situação foi discutida nas Partes
VI e VII de nossas leituras, em conexão ao estudo da variação
da massa com a velocidade. Próxima Leitura: Relatividade - Parte X - Relação entre Energia e Momento linear
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