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Prof. Luiz Ferraz Netto As limitações da Mecânica Newtoniana e a teoria da Relatividade Restrita RELAÇÃO ENTRE ENERGIA E MOMENTO LINEAR Vamos apresentar agora a relação existente entre momento linear relativístico e energia total de uma partícula. Para tanto, retornemos à expressão do momento linear, (27):
Escrevamos agora as identidades: g2 - g2.b2 = 1 e mo2c4(g2 - g2.b2) = mo2c4 efetuando a multiplicação obtemos: g2 mo2c4 - mo2g2 b2c4 = mo2c4 ..... (36) No membro esquerdo reconhecemos que o primeiro termo é igual a m2c4 = E2 ou o quadrado da energia total da partícula. 0 segundo termo, comparando com a expressão (35), pode ser substituído por p2.c2. Obtemos assim: E2 - p2c2 = mo2 c4 .... (37) Esta expressão pode ser representada graficamente, pois os termos estão entre si como os lados de um triângulo retângulo em que E é a hipotenusa. No gráfico está também representada a energia cinética K dada pela (32).
A expressão (37), além da sua importância em relacionar momento e energia relativística, envolve uma propriedade muito importante. O segundo membro de (37) está ligado a mo que é uma propriedade intrínseca da partícula considerada e a velocidade da luz no vácuo. Assim, este segundo membro tem um valor que é independente do referencial em relação ao qual a partícula é observada - é pois um “invariante”. Assim, para a partícula considerada, a diferença entre o quadrado de sua energia total e o quadrado do seu momento multiplicado pelo quadrado da velocidade da luz tem o mesmo valor em relação a qualquer referencial. Podemos assim escrever: E'2 - p'2c2 = E2 - p2c2 = mo2 c4 ...... (38) sendo E’ e p‘ energia e momento em relação a um referencial inercial S’ qualquer e E e p a energia e o momento em relação a outro referencial inercial S qualquer. A expressão (37) nos revela outro fato importante que se refere a partículas de massa de repouso nula como os fótons (que compõem a luz) e os neutrinos. Estas partículas só “existem” com a velocidade da luz. A relação entre momento e energia para essas partículas é, fazendo mo = 0, em (37): E = p.c ..... (39) Este resultado já foi citado em conexão ao estudo da relação entre massa e energia e foi verificado experimentalmente tanto para fótons como para neutrinos. Quando a velocidade de uma partícula é muito próxima de c (g » 1) muitas expressões relativísticas se simplificam. Dizemos que uma partícula nessas condições é ultrarelativística e sua energia de repouso é desprezível quando comparada com sua energia total. Esta aproximação é chamada aproximação ultra-relativística. Para uma partícula ultra-relativística: E
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