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Grandes
satélites
Observatório
Phoenix
Dúvidas
e Perguntas?
Com
exceção de Mercúrio e Vênus, todos os planetas do sistema solar
possuem satélites. Alguns chegam a ser tão grandes como planetas,
mas a maioria é pequena, tornando sua listagem definitiva impossível.
Com o advento dos novos telescópios e o envio de sondas, mais e
mais satélites, cada vez menores, são descobertos a cada dia. Júpiter
já conta com mais de 40 satélites identificados e Saturno já
ultrapassou a casa dos 30. À medida que são estudados, suas
dimensões são melhor definidas, motivo pelo qual é comum
encontrarmos divergências entre as publicações.
Os satélites são normalmente milhares de vezes menores que os
planetas que orbitam, com duas exceções: a Lua que é apenas 3,7
vezes menor que a Terra, e Charon que é 4,6 vezes menor que Plutão,
além de ficar muito próxima do planeta. Por este motivo, às
vezes eles são considerados como planetas duplos.
Ganimede e Titan são maiores que Mercúrio. Marte possui os
menores satélites, Phobos de 13 km e Deimos com 8 km,
provavelmente asteróides capturados, invisíveis para os pequenos
telescópios.
A proximidade dos planetas gera marés que provocam a deformação
dos satélites, disparam acomodações sísmicas, geram calor e
dissipam energia diminuindo sua rotação até que esta seja
"travada" pelo campo gravitacional. Por este motivo,
muitos apresentam sempre a mesma face para o planeta, como é o
caso da Lua.
Apenas 25 dos satélites conhecidos têm dimensões acima de 100
km. A Tabela abaixo fornece seus dados básicos por ordem
decrescente de tamanho. A numeração romana foi adotada para
indicar a ordem de seu descobrimento, e se tornou padrão nas
descobertas mais recentes, quando já faltam nomes adequados.
Quando os satélites já eram conhecidos, esta numeração foi
feita por ordem de distância do planeta. P.Sid. é o período
sideral em dias, isto é, o tempo que o satélite gasta para dar
uma volta no planeta.
Clique
no nome do satélite para obter dados complementares:
| Nome |
Diâmetro
(km) |
Identificação |
Per.
Sid. (dias) |
Raio
órbita (km) |
| Ganimede |
5.562 |
Júpiter
III |
7,15 |
1.070.400 |
| Titan |
5.150 |
Saturno
VI |
15,95T |
1.221.600 |
| Calisto |
4.800 |
Júpiter IV |
16,69 |
1.882.700 |
| Io |
3.630 |
Júpiter
I |
1,77 |
421.770 |
| Lua |
3.476 |
Terra I |
27,32T |
384.390 |
| Europa |
3.138 |
Júpiter
II |
3,55 |
671.030 |
| Tritão |
2.735 |
Netuno I |
5,87R |
355.260 |
| Oberon |
1.630 |
Urano
IV |
13,46R |
586.230 |
| Titania |
1.600 |
Urano III |
8,71R |
435.910 |
| Rhea |
1.530 |
Saturno
V |
4,52T |
527.200 |
| Iapetus |
1.460 |
Saturno
VIII |
79,33T |
3.560.200 |
| Charon |
1.284 |
Pluto
I |
6,39 |
19.700 |
| Umbriel |
1.170 |
Urano II |
4,14R |
267.180 |
| Ariel |
1.158 |
Urano
I |
2,52R |
191.790 |
| Dione |
1.120 |
Saturno IV |
2,74TH2 |
377.510 |
| Tetis |
1.060 |
Saturno
III |
1,89TH1 |
294.760 |
| Enceladus |
500 |
Saturno II |
1,37H2 |
238.100 |
| Miranda |
484 |
Urano
V |
1,41 |
130.450 |
| Hiperion |
410 x 260 x
220 |
Saturno VII |
21,32 |
1.482.700 |
| Mimas |
394 |
Saturno
I |
0,94H1 |
185.590 |
| Nereida |
340 |
Netuno I |
360,20 |
5.561.900 |
| Phoebe |
220 |
Saturno
IX |
550,34R |
12.952.000 |
| Himalia |
186 |
Júpiter VI |
250,57 |
11.480.000 |
| Amalthea |
135
x 83 x 75 |
Júpiter
V |
0,50T |
181.000 |
| Janus |
110 x 95 x
80 |
Saturno X |
0,75 |
158.580 |
| Portia |
110 |
Urano XII |
0,51 |
66.100 |
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T - Rotação
travada pelo planeta. Período Sideral igual ao período de
rotação.
H - Ressonância orbital harmônica. Os períodos siderais são
múltiplos.
R - Movimento retrógrado. A órbita é percorrida no sentido
inverso.
Ganimede
- Júpiter III
Ganimede ou Ganymedes é o
maior dos satélites do sistema solar, maior que Mercúrio e Plutão
e pouco menor que Marte. Descoberto em 1610 por Galileu, quando
utilizou pela primeira vez um telescópio para observar Júpiter.
Seu nome foi escolhido pouco depois pelo astrônomo alemão Simon
Marius. É um satélite de densidade muito baixa, cerca de 1.930
kg/m3, o que indica uma composição mista de rocha e
gelo. Foi observado de perto pelas sondas Voyager I e II em 1979,
mostrando uma superfície marcada por crateras, similares às da
nossa Lua, sobre dois tipos de superfície, uma mais clara, com
menor densidade de impactos, e uma mais escura mais marcada, o que
indica claramente que se trata de um terreno mais antigo.
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Titan
- Saturno VI
A maior lua de
Saturno, é o único satélite do sistema solar que possui uma
atmosfera densa e com nuvens. Foi descoberta em março de 1655 por
Christian Huygens. Com um diâmetro de 5.150 km, é um pouco maior
que o planeta Mercúrio. Aparentemente mantém sempre a mesma face
voltada para o planeta. Tem uma densidade média de 1.881 kg/m3,
o que implica em uma constituição interna de rocha e gelo,
formados por amônia, metano e talvez água.
A temperatura da superfície é de 179 ºC negativos e a pressão
de 1,6 bars, valores obtidos pela sonda Voyager 1 em 1981. Sua
atmosfera é composta de nitrogênio e metano, com traços de
hidrogênio, monóxido e dióxido de carbono. Algumas evidências
sugerem a existência de um oceano de hidrocarbonetos líquidos.
Trata-se de um mundo cheio de mistérios para futuras pesquisas.
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Calisto
- Júpiter IV
Calisto ou Calixto, é o mais
externo dos quatro grandes satélites descobertos por Galileu, em
1610. Tem quase o mesmo tamanho de Mercúrio. Tem uma densidade média
de 1.830 kg/m3, aproximadamente a metade da densidade da
nossa Lua, indicando uma constituição de rochas e gelo. Sua
superfície é muito escura, excluindo a possibilidade da existência
de gelo cristalizado. Sua superfície é completamente crivada de
crateras, e uma análise indica que foram produzidas há pelo menos
4 bilhões de anos.
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Io
- Júpiter I
Io é o mais interno dos
quatro grandes satélites de Júpiter descobertos por Galileu
Galilei em 1610. Possui os mais ativos vulcões conhecidos fora da
Terra. Tem um período de rotação igual ao de revolução de
1,769 dias terrestres. Com uma massa de 8,92 x 1022 kg e
um diâmetro de 3.630 km, que resultam numa densidade de 3.500 kg/m3.
Possui uma atmosfera rarefeita composta de dióxido de enxofre.
Fotos feitas pelas Voyager mostram uma imagem bizarra, similar à
de uma pizza quente de mozarela, manchada de molho de tomate,
salpicada de azeitonas pretas. Sua superfície é plana, sem
nenhuma evidência de impactos de meteoritos e coberta por
compostos de enxofre. Durante a passagem da Voyager 1, em 1979,
foram observados nove vulcões em plena atividade. Quando da
passagem da Voyager 2, quatro meses mais tarde, um deles havia se
extinguido, enquanto outro tomava seu lugar. O material ejetado por
seus vulcões chega a uma velocidade de 3.600 km/h e consegue
escapar de seu campo gravitacional, criando uma nuvem de partículas
ao longo de sua órbita em torno do planeta. Um corpo tão quente,
contrastando com a "idade avançada" dos outros satélites
galileanos, sugere uma formação recente, como uma ejeção cataclísmica,
a partir do planeta.
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Lua
- Terra I
Como é o satélite mais próximo,
e o único já visitado pelo homem, a Lua tem os dados mais
precisos e confiáveis entre todos os outros. Influenciou a
civilização desde seus primórdios, e, com sua beleza, gerou
mitos e lendas. Foi a base de quase todos os nossos calendários.
Serviu de apoio e fundamento a quase todas as teorias astronômicas.
Suas fases intrigaram a humanidade, forçando a pesquisa e a busca
do conhecimento dos mecanismos celestes. Seu diâmetro angular,
afortunadamente próximo ao do Sol, permitiu a visualização de
eclipses que sempre encantaram o homem. Sua proximidade fez
despertar no homem o sonho da viagem interplanetária. Sua rotação
travada pelo campo gravitacional da Terra escondeu por muito tempo
a sua outra face, que só foi revelada em 1959, quando uma sonda
russa fez as primeiras fotos. Veja na seção E.
Teorias - A
Lua, informações mais detalhadas sobre nosso satélite.
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Europa
- Jupiter II
Quarto maior satélite de Júpiter,
nomeado por Simon Marius pouco depois da sua descoberta por Galileu
em 1610. Uma densidade média de 3.030 kg/m3 indica uma
predominância de rochas, com um pequeno percentual de gelo ou água.
Europa foi observada de perto pelas sondas Voyager 1 e 2 em 1979. A
incidência de crateras de impacto é bem menor que a média dos
corpos do sistema solar. Algumas fendas profundas e com milhares de
quilômetros de extensão formam um misterioso traçado, que parece
não ter relação com a topografia da superfície. A maior parte
de sua superfície é de gelo brilhante, ligeiramente mais escura
perto do equador. Dados recentes obtidos pela sonda Galileu,
sugerem que a camada de gelo pode chegar a 19 quilômetros de
espessura, mas é possível que exista água na forma líquida
abaixo desta crosta. E se houver água, aumentam as possibilidades
de encontrar alguma forma de vida.
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Tritão
- Netuno I
Tritão é o maior dos satélites
de Netuno, bem menor que a nossa Lua. Seu diâmetro, calculado em
função de seu brilho, foi superestimado em 3.700 km. Desde seu
descobrimento em 1846 por William Lassell, até a passagem da sonda
Voyager 2, pouco se sabia sobre suas características. A observação
da Voyager corrigiu este valor para 2.735 km. Foi detetada uma
atmosfera extremamente rarefeita de nitrogênio e metano e a
temperatura da superfície foi medida como sendo de 240 ºC
negativos.
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Oberon
- Urano IV
O mais externo dos grandes
satélites de Urano, foi descoberto por Sir Willaim Herchel em
1787, que havia descoberto o planeta em 1781. Imagens obtidas pela
Voyager 2 em 1986 revelam uma superfície cheia de crateras, como a
Lua. Algumas crateras brilhantes parecem ter sido inundadas por uma
material líquido, similar a lava dos nossos vulcões.
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Titania
- Urano III
O segundo maior dos satélites
de Urano, foi descoberto em 1787 por Sir William Herschel, que
havia descoberto o planeta seis anos antes. Sua superfície
apresenta várias crateras brilhantes e uma rachadura profunda de
1.600 km, aparentemente causada por movimentos tectônicos.
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Rhea
- Saturno V
Foi descoberto por Gian D.
Cassini em dezembro de 1672. Com uma densidade muito baixa de 1.300
kg/m3, Rhea parece ser formada principalmente de água
congelada. A análise espectrográfica da superfície confirma a
predominância de água. O albedo é alto, mas com manchas
regionais. A rotação do satélite foi travada pelo planeta, para
o qual apresenta sempre a mesma face. O hemisfério que fica à
frente no movimento orbital é mais brilhante e com uma maior
concentração de crateras de impacto, enquanto a parte oposta é
mais escura e com crateras decompostas. Apesar da superfície ter
mais características de gelo que de rocha, lembra muito as superfícies
da Lua e de Mercúrio. Aparentemente o gelo se comporta de maneira
similar às rochas quando na temperatura da superfície, de 180 ºC
negativos. Algumas fendas e canais brilhantes parecem ter sido
causadas pela ejeção de material volatizado por fissuras.
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Iapetus
- Saturno VIII
Satélite exterior do sistema
de Saturno, Iapetus foi descoberto em 1671 por Gian Domenico
Cassini. Com uma massa de 1,88 x 1021 kg, tem uma
densidade média de 1.160 kg/m3, que implica em uma
composição predominante de gelo. Sempre apresenta uma face para o
planeta, mantendo um hemisfério voltado para a frente, no seu
movimento orbital, dez vezes mais brilhante que o hemisfério
oposto. Isto implica em uma da maiores variações de brilho
observadas durante o movimento orbital nos satélites do sistema
solar. Acredita-se que material evaporado por impactos de
meteoritos no hemisfério dianteiro venha a se depositar no
traseiro, gerando esta grande diferença de brilho.
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Charon
- Plutão I
Foi descoberto por James
Christy e Robert Harrington em 1978. Tentativas anteriores foram
frustradas pelo brilho do planeta, sua enorme distância e pelo
reduzido raio de sua órbita em torno de Plutão, de apenas 19.700
km. Sua superfície parece ser composta de água congelada com traços
de carbonetos e silicatos. Os novos telescópios têm conseguido
imagens esclarecedoras do mais distante planeta e seu satélite.
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Umbriel
- Urano II
Descoberto por Willian Lassel
em 1851, é um dos maiores satélites de Urano. Acredita-se que
seja principalmente composto de gelo com um pequeno percentual de
metano e de rochas. Sua superfície é marcada de impactos,
similares aos da Lua, com crateras de até 200 km de diâmetro.
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Ariel
- Urano I
Descoberto oficialmente em
1851 pelo astrônomo inglês Willian Lassell, mas provavelmente foi
estudado pelo russo Otto Struve, quatro anos antes. Ariel é
formado basicamente por gelo e pequena quantidade de rochas, como
indica sua baixa densidade. Fotos feitas pela Voyager 2 em 1986
mostram uma superfície com muitas escarpas e longos vales,
aparentemente produzidos por processos tectônicos. Alguns vales se
parecem com os gerados pelos fluxos dos glaciares terrestres.
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Dione
- Saturno IV
Descoberto por Gian D.
Cassini em março de 1684. Dione tem aproximadamente o mesmo
tamanho de Tetis e os dois ocupam órbitas adjacentes, mas é mais
denso. Sua densidade de 1.400 kg/m3 sugere uma composição
de 60% de gelo e 40% de rochas. Sua rotação foi travada pelo
campo gravitacional de planeta. A aparência da superfície também
é similar, concentrando a área de impactos em uma estreita faixa
de menos de 90º. O restante da superfície se apresenta quase sem
relevo e com poucas crateras degradadas. Esta assimetria ainda não
foi explicada. Na latitude 70º aparece uma longa fenda que vai do
equador até a latitude 70º norte. Dione está envolvido com uma
ressonância orbital com Enceladus, e seu período é exatamente o
dobro daquele. Acredita-se que as formações mais brilhantes sejam
devidas ao congelamento do material volátil que escapa do interior
do satélite por fraturas na crosta.
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Tetis
- Saturno III
Descoberto por Gian D.
Cassini em março de 1648. Com uma densidade muito baixa, Tetis ou
Tethys, parece ser composto essencialmente de água congelada.
Tetis está envolvido em uma ressonância orbital com Mimas, e tem
exatamente o dobro de seu período. Duas estranhas e exclusivas
características marcam sua superfície. A primeira são os
estranhos sulcos norte-sul que marcam cerca de três quartos da
distância entre os pólos. Aparentemente tratam-se de trincas
produzidas pelo congelamento e expansão da água que compõe o
interior do satélite. A segunda é uma faixa escura, também no
sentido norte-sul a noventa graus de longitude da primeira. Ainda
curiosamente, a região mais marcada por impactos de meteoritos se
concentra em uma faixa de cerca de 40 graus largura, no mesmo
sentido.
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Enceladus
- Saturno II
Descoberto por William
Herschel em agosto de 1789. Pouco se sabia sobre Enceladus até a
passagem da sonda Voyager 2 em 1981. As fotos mostraram uma superfície
complexa, sugerindo cinco diferentes períodos de evolução. É o
menos denso dos satélites de Saturno, com apenas 1.100 kg/m3,
ligeiramente a cima da densidade da água que parece ser seu
principal componente. Sua superfície é altamente reflexiva. As
marés induzidas por Dione e pelo planeta podem ser responsáveis
pelos grandes movimentos tectônicos recentes.
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Miranda
- Urano V
Miranda é o mais interno dos
satélites de Urano. Foi descoberto em fevereiro de 1948 pelo astrônomo
norte-americano Gerard Kuiper. Como os outros grandes satélites de
Urano, parece ser composto de gelo e material rochoso. Sua superfície,
fotografada pela sonda Voyager 2 em 1986, aparece marcada por
vales, sulcos e escarpas, alem de muitas crateras indicando uma
grande atividade tectônica no passado.
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Hiperion
- Saturno VII
Um dos menores satélites de
Saturno. Foi descoberto em setembro de 1848 independentemente pelos
astrônomos norte-americanos Willian e George Bond e pelo inglês
William Lassel. Percorre uma órbita irregular entre as de Titan e
Iapetus. Tem um formato também irregular e seu índice de reflexão
indica a presença de gelo na superfície.
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Mimas
- Saturno I
Foi descoberto por William
Herschel em setembro de 1789. Com a rotação travada pelo campo
gravitacional do planeta, Mimas percorre uma órbita quase circular
em torno de Saturno. Seu período orbital de 23 horas é a metade
do período de Tetis, envolvidos em uma ressonância orbital ainda
não completamente entendida, fazendo com que suas conjunções
ocorram sempre do mesmo lado do planeta. A densidade média é de
1.200 kg/m3, valor que nos leva a crer que seja composto
principalmente por água congelada, e aparência de sua superfície
reforça esta suspeita. Mimas possui uma cratera assustadora, com
135 km de diâmetro, quase um terço de seu próprio diâmetro,
possivelmente causada por um terrível impacto, aparentemente mais
recente que as crateras da vizinhança. Apresenta também curiosos
sulcos com 10 km de largura e 2 de profundidade com até 90 km de
comprimento em sua superfície.
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Nereida
- Netuno II
Foi descoberto
fotograficamente pelo astrônomo norte-americano Gerard Peter
Kuiper em 1949. Extremamente difícil de ser observado por telescópios
da Terra, devido ao pequeno brilho. Dados enviados pela sonda
Voyager 2 em 1989 indicam que é similar a um asteróide capturado
por Urano.
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Phoebe
- Saturno IX
Foi descoberto por W.
Pickering em agosto de 1898. Com uma órbita retrógrada bastante
inclinada em relação aos anéis e aos outros satélites, é possível
que Phoebe seja um asteróide capturado pelo planeta.
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Himalia
- Júpiter VI
Descoberto por C. D. Perrine
em 1904, Himalia é o maior dos oito satélites externos. Faz parte
do grupo de quatro satélites retrógrados (Leda, Himalia, Lysithea
e Elara), que aparentemente foram capturados pelo campo
gravitacional de Júpiter.
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Amalthea
- Júpiter V
Descoberto em 1892 pelo astrônomo
norte-americano E. E. Barnard, Amalthea é um satélite irregular
que ocupa uma das órbitas mais internas, com o eixo mais longo
sempre apontado para Júpiter. Apresenta uma superfície muito
escura e avermelhada, aparentemente devido à contaminação de
enxofre lançado em órbita pelo satélite Io.
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Janus
- Saturno X
Descoberto em 1966 por A.
Dollfus do observatório de Pic-du-midi e confirmado em 1977 por
astrônomos da Universidade do Arizona.
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Portia
- Urano XII
Descoberto pela sonda Voyager
2 em 1986 foi nomeado provisóriamente como S/1986-U1.
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