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Os anéis

Observatório Phoenix
Dúvidas e Perguntas?

Desde 1610, quando Galileu Galilei observou pela primeira vez os anéis de Saturno, esta característica intriga os astrônomos. Sua beleza levou vários observadores a dedicar grande parte de seu tempo a estudá-lo e várias teorias foram apresentadas para a sua existência. O aprofundamento do estudo, em vez de esclarecer suas características, deixaram ainda mais atônitos seus estudiosos. Com a descoberta de anéis em Júpiter, Urano e Netuno, cada um com características bem peculiares, o estudo dos anéis acabou se tornando quase um ramo à parte da astronomia.

Hoje, ao contrário da crença consolidada, acredita-se que todos os planetas têm anéis, e sua descoberta é uma questão de saber ver e onde procurar.
Os anéis de Saturno mantêm sua majestade, como os maiores e mais brilhantes, podendo ser observados com pequenos telescópios. No entanto, desde a visita da sonda Voyager em 1981, sabemos que não se tratam de apenas poucos anéis brilhantes, mas de milhares deles, com as configurações mais inusitadas, desconcertando os teóricos que tentam desvendar seus mistérios. 

Em março 1977 o Observatório Aerotransportado Kuiper, ao fazer medições fotométricas da ocultação de uma estrela por Urano, conseguiu a primeira prova científica da existência de anéis em torno do planeta, desde que Willian Herschel, em 1787, levantou a possibilidade de sua existência. Hoje, os modernos telescópios gigantes conseguem fotografá-los a partir da Terra. Apesar desta diversidade de amostras, sua origem é ainda motivo de muita discussão.

As primeiras teorias sugeriam que um grande satélite poderia ter atingido o limite de Roche, que é a menor distância de um planeta que um satélite de determinado tamanho pode manter sem se desintegrar, devido ao diferencial de forças e velocidades orbitais. Mas muitos outros fatores tiveram de ser considerados. Podem também ter sido formados pelo estilhaçamento de satélites ou asteróides capturados pelo campo gravitacional dos planetas. Estes fragmentos continuaram se entrechocando, transferindo energia cinética entre eles, enquanto se quebravam em pedaços cada vez menores. Com a aceleração de alguns, causada pela desaceleração de outros, estes detritos foram se espalhando por uma faixa, gerando anéis quase perfeitamente circulares. Mas aí entram outros fatores determinantes. 
A interação gravitacional entre o planeta e seus satélites geram faixas de instabilidade onde as partículas não conseguem se manter, como na divisão de Cassini, enquanto concentra partículas em outras áreas. Os puxões gravitacionais não harmônicos espalham os detritos em faixas, enquanto os harmônicos formam outros satélites, como "montes de entulho", facilmente desagregáveis. Estudos recentes mostram que até pequenos satélites, ainda não detetados, geram perturbações nos anéis, e alguns foram descobertos em função desta perturbação.

A partir de 2004, quando a sonda Cassini começa a enviar suas imagens, teremos dados mais consistentes dos anéis de Saturno.

O principal anel de Júpiter é muito estreito e muito menos achatado que os anéis conhecidos, além de ter suas partículas de menor tamanho. Na parte interna do anel aparece uma nuvem de partículas, como um halo, que vai aumentando de espessura ao se aproximar do planeta. Io, a sua lua mais ativa, está formando um anel de cinzas vulcânicas próximo à sua órbita. Na parte externa existem grandes anéis transparentes.

Os anéis de Urano têm uma característica ainda não explicada: são ligeiramente 'ovalizados' e mostram muita poeira entre as faixas brilhantes.

Os de Netuno, são ainda mais desconcertantes: um deles é descontínuo e forma três nódulos (Liberté, Egalité e Fraternité), concentrados em um setor de aproximadamente 30º. Esta característica provavelmente será explicada por uma complexa ressonância harmônica de seus satélites. Alguns apresentam arcos que giram com uma velocidade orbital menor que a esperada!
Alguns cientistas acreditam que poderão encontrar anéis até em Marte!

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