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Medindo ângulos... sem ferramentas

Observatório Phoenix
Dúvidas e Perguntas?

O passo inicial no estudo da astronomia é a localização das constelações e suas principais estrelas. Partimos sempre das estrelas de uma constelação conhecida para localizar uma terceira. Para isso usamos os alinhamentos ou a triangulação e a distância onde estará a estrela seguinte.

Sem referências palpáveis, a medição destas distâncias é de avaliação difícil, já que não são apenas distâncias, e sim uma separação angular, sobre um fundo esférico. Para medição destes ângulos precisaríamos de instrumentos, como um goniômetro ou um sextante (veja O tamanho da Lua , nesta seção). Na maior parte das vezes, temos somente um mapa celeste nas mãos. Como fazer esta avaliação sem instrumentos?

A resposta é óbvia: nossas mãos! Como somos muito parecidos, as proporções dos nossos corpos são mantidas quase exatamente.

Nossas mãos, vistas à distância de um braço, guardam estas proporções de maneira quase constante.

Deste modo, um palmo, a distância entre a ponta do polegar e a ponta do dedo mínimo com a mão aberta, à distância do comprimento do braço, é visto sob um ângulo de aproximadamente 20 graus.

Adotando este mesmo método podemos escolher várias outras referências:

- Uma chave, a distância entre a ponta do polegar e a ponta do indicador, dá 15 graus.
- A largura de seu punho fechado é visto sob um ângulo de 10 graus, ou meio palmo.
- O tamanho do polegar dá a metade do punho, ou 5 graus.
- A largura do polegar dá 2 graus, ou seja, quatro vezes o diâmetro da Lua, que tem 29 minutos de arco.

A chave é particularmente útil, já que todos os mapas usam traçar uma grade com as horas da Ascensão Reta. Uma chave coincide com uma hora nesta escala. Para avaliar há quanto tempo um astro nasceu ou vai se por, basta medir quantas chaves de distância ele está dos horizontes Leste ou Oeste. O tamanho de um punho faz a segunda grade, a de declinações, que normalmente é feita de 10 em 10 graus.
A largura do polegar é muito usada para avaliar o tamanho do campo de um telescópio.
Agora basta guardar estas proporções. Faça uma anotação e coloque junto ao seu mapa celeste. Após usar três ou quatro vezes você terá decorado uma maneira prática e segura de avaliar a separação dos astros, que poderá ser também usada na medição trigonométrica de distâncias ou alturas, e até na navegação.

10-set-2003

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