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Registrando os fatos
Observatório
Phoenix
Dúvidas e Perguntas?
Uma
seção de observação de um astrônomo
amador pode ser programada e planejada com objetivos pré-determinados ou
apenas uma espiadela, procurando algo interessante.
Algumas vezes o objetivo é mostrar algo a alguém interessado. Pode durar
uma, duas horas ou uma noite inteira. Normalmente o que define este tempo
é a condição do céu e a dificuldade ou o sucesso de nossas observações.
Em qualquer situação um dos procedimentos com que o astrônomo amador
deve se preocupar é o registro de suas observações. Mas
por que? Uma espiadela no céu pode ter alguma
importância para ser registrada?
Claro! Suponha que você encontre algo nebuloso em determinada região. Você
pensa: deve ser uma nebulosa que não aparece no meu mapa, basta verificar
em um mapa melhor. No dia seguinte, você tenta repetir a observação e não
consegue localizar seu objeto.
Aí começam as dúvidas. Será que estou observando o mesmo campo? Será
que ainda não nasceu? Ou já se pôs? Será que o céu está mais poluído
hoje e não consigo ver como ontem? Será que o corpo de movimentou? Seria
um cometa?
Só um registro pode responder a estas perguntas.
O céu é muito
mais dinâmico do que imaginamos e sua imutabilidade é apenas ilusória.
Neste movimentado universo precisamos de um registro
cronológico.
Este registro não precisa ser nada complicado. Bastam uma folha de papel
ou uma agenda, e um lápis.
Para melhores resultados, crie uma rotina de observação:
Anote a data, a hora, o local e as condições climáticas.
Como está o céu?
Completamente limpo ou tem algumas nuvens?
A Lua está visível?
Em que fase?
Está ventando?
Fazendo frio ou calor?
Onde começar a observação? Siga sua programação ou escolha um objeto de interesse.
Você pode reconhecer as estrelas e identificar a constelação?
Existe algum planeta por perto?
Você consegue identificar o objeto escolhido?
O que você está vendo?
É uma estrela, um aglomerado ou uma nebulosa?
Se necessário recorra aos mapas. Anote as coordenadas aproximadas. Em caso de dúvida faça um diagrama para análise posterior. Um diagrama é especialmente valioso na localização de planetas e seus satélites e pode nos dar a verdadeira dimensão de seus movimentos no céu.
Assim que tiver os dados, anote o que viu antes de mudar de objetivo. Se fizer fotos, anote também a seqüência, tipo de filme, sensibilidade, abertura e tempo de exposição. Depois transfira estes dados para o verso da foto e guarde os negativos. Muitas descobertas são feitas a posteriori, analisando fotos antigas.
Ao contrário dos astrônomos profissionais, os amadores normalmente se dedicam a vários pontos do céu durante uma seção de observação. Esta liberdade permite que ele se deleite com vários tipos de objetos e aumenta muito a chance de descobrir algo "diferente". Na maioria das vezes é apenas um objeto ainda desconhecido para ele, mas já estudado e catalogado, o que não diminui o encanto da descoberta.
Mas
fazer tudo isso a cada observação não é meio chato e monótono? No início
sim!
Procedimentos científicos são sempre repetitivos e exaustivamente
detalhados, mas são muito valiosos e esta rotina acaba se tornando
natural. Em pouco tempo você terá uma massa de dados e o próprio
registro nos motivará a fazer mais seções. Várias das observações
poderão ser repetidas e muitas dúvidas sanadas. Periodicamente você
poderá avaliar seu desempenho, seu aprendizado e seu nível de
conhecimento. Esta análise é muito gratificante e de quebra você pode
vir a descobrir algo realmente sensacional.
6-dez-2003
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