Telescópio Espacial Hubble
Responsável: NASA/
ESA
Destino: Órbita de 570 km acima da Terra
Projeto e construção: 1970 a 1985
Lançamento: 24 abril de 1990 - Space Shuttle Discovery.
Características: É um telescópio com um espelho de 2,4 metros de
diâmetro, alardeado como o espelho mais perfeito já construído,
projetado para trabalhar nos comprimentos de onda da luz visível e do
violeta.
Instrumentos: Foram instalados 5 equipamentos básicos:
1- Câmera planetária de grande campo
2- espectrógrafo para objetos de pouco brilho
3- espectrógrafo de alta resolução
4- espectrógrafo de alta velocidade
5- câmara para objetos escuros.
Histórico: Com o acidente do Space Shuttle
Challenger, que explodiu logo após o lançamento, em 28 de janeiro de
1986, o telescópio ficou na fila de espera. Os vôos espaciais só foram
retomados em 1988.
Somente em 24 de abril de 1990 o Hubble foi levado ao espaço pelo Space
Shuttle Discovery e colocado em órbita 570 km acima da Terra. Sua primeira
luz foi uma decepção enorme para o meio científico. Suas imagens eram
borradas.
Um estudo mais detalhado confirmou as piores suspeitas: o espelho principal
foi polido na curvatura errada. Segundo o fabricante, um erro de software
controlou de forma errada o robô que havia feito o polimento. Muitos
cientistas tentaram corrigir as imagens retrabalhando os dados digitais
enviados pelo Hubble, com algum sucesso, mas a correção definitiva só
poderia ser feita com a troca das lentes das câmaras, o que poderia
corrigir a "miopia" do espelho principal.
Foi iniciado então um projeto paralelo para fabricação de uma lente corretora, novas câmaras e treinamento da equipe de astronautas para reparar o telescópio. As câmaras foram reprojetadas e o reparo foi feito com pleno sucesso em dezembro de 1993 usando o Space Shuttle Endeavour.
A partir desta data o Hubble passou a ser a mais formidável ferramenta astronômica existente. Trabalhando sem a interferência da atmosfera, pôde fotografar as mais distantes galáxias e solucionar várias das dúvidas relacionadas ao tamanho e à origem do universo. Ele se tornou uma ferramenta tão importante, que foi até levantada a hipótese de ser recolhido e trazido de volta à Terra, para ser exposto em um museu, quando fosse substituído.
O acidente com a Columbia, em fevereiro de 2003, colocou
o Hubble novamente em perigo.
Vários dos componentes de vida limitada como as baterias e alguns
problemas técnicos com seus giroscópios, que permitem apontar e manter
alinhado o telescópio falharam e precisam de reparos ou trocas. O
cancelamento dos vôos orbitais dos Space Shuttles está impedindo que esta
manutenção seja feita. A Nasa já tomou a decisão de abandonar o Hubble,
que acabaria se destruindo na reentrada na atmosfera.
Apesar do desenvolvimento de novos sofwares, que permitiriam mantê-lo em operação com apenas dois giroscópios, ele deve parar de funcionar em 2007 e o lançamento do seu substituto está previsto para 2011, o que deixaria a comunidade científica sem esta preciosa ferramenta durante anos. Este período é muito longo em termos de avanço tecnológico, e seria uma perda de conhecimento irrecuperável.
Existe um movimento: Salve o Hubble, angariando assinaturas para forçar a Nasa a rever sua decisão. O problema é que os Space Shuttles restantes: Atlantis, Endeavour e Discovery, estão muito velhos e sua recuperação pode ser técnica e economicamente inviável.
Algumas alternativas estão sendo analisadas, como a utilização de robôs que fariam a troca das baterias e dos giroscópios danificados. Um robô de dois braços (Special Purpose Dexterous Manipulator) de controle remoto, para delicados serviços de montagem da ISS (Estação Espacial Internacional) já existe e poderia ser usado, mas ainda não se sabe se o trabalho pode ser feito com sucesso. Dois novos instrumentos, o Cosmic Origins Spectrograph e a Wide Field Camera 3, já foram construídos com um custo de 200 milhões de dólares, e aguardam a instalação.
14-abr-2004