Telescópio
Spitzer
Telescópio espacial sensível ao
infravervelho
Responsável: NASA
Destino: Órbita do Sol, guiada pelo campo gravitacional da Terra
Objetivo: Pesquisar estrelas frias como as anãs marrons e anãs
castanhas durante um período mínimo de 2,5 anos (provavelmente 5 anos).
Custo: 2,2 bilhões de dólares.
Projeto e construção: As seguintes empresas e corporações
participam do empreendimento:
- Jet Propulsion Laboratory (NASA)
- Spitzer Science Center, California Institute of Technology
- Ball Aerospace and Technologies Corporation
- Lockheed Martin Space System Company
- Smithsonian Astrophysical Observatory
- NASA-Goddard Space Flight Center
- Cornell University
- University of Arizona
Lançamento: 25-ago-2003 por foguete Delta 7920H ELV do Cabo
Canaveral, Flórida
Características: Telescópio espacial de 950 kg, com espelho de 85
cm de diâmetro, f/12 construído com um bloco leve de Berílio,
refrigerado a menos de 5,5 kelvins, com limite de difração de 6,5 micra.
Leva um tanque de hélio líquido de 360 litros para a refrigeração do
sistema.
Instrumentos:
- Telescópio
- Câmara geradora de imagens
- Fotômetro para a faixa de 3 a 180 micra
- Spectroscopy para a faixa de 5 a 40 micra
- Spectrofotômetro para a faixa de 50 a 100 micra
Histórico: O Telescópio Espacial Spitzer (SST)
é um observatório espacial para luz infravermelha, refrigerado
criogenicamente, para estudo de objetos desde o Sistema Solar até o limite
do universo observável. O Spitzer é o último componente do programa de
Grandes Observatórios da NASA, e é um marco importante da tecnologia e
ciencia do Programa de Busca das Origens Astronômicas.
As maiores inovações foram:
- Escolha da órbita
- Arquitetura de projeto e lançamento
- Nova geração de conjuntos de detetores de maior formato
- Sistema óptico leve, refrigerado criogênicamente.
O novo projeto permitiu uma dramática redução no
volume de hélio, o que possibilitou uma grande redução na massa lançada
em órbita e no custo da missão. Levando somente 360 litros de hélio
líquido, o observatorio deve operar por 5 anos, muito mais que os
observatórios infravermelhos até agora construídos. A carga foi também
reduzida com o uso de um espelho leve e suportes de berílio.
A equipe científica brinca que esta missão irá procurar as velhas (as
estrelas e galáxias mais antigas), as geladas (anãs marrons e discos
circundantes) e a sujeira (poeira escura que forma planetas e estrelas).
A poderosa combinação do moderno telescópio, dos mais sensíveis
detetores e o grande tempo de observação permitirá aos cientistas
observar estes objetos e fenômenos, colaborando decisivamente com a
pesquisa feita usando outros métodos astronômicos.
26-abr-2004