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E-ELT
European - Extremely Large Telescope

Dúvidas e Perguntas?

O conselho do ESO, Observatório Europeu Austral, decidiu liberar uma verba de 57 milhões de Euros para os estudos detalhados de construção de um telescópio gigante, com uma abertura de 42 metros. Ele terá um LGP (poder de ganho de luz) 100 vezes maior que os telescópios atualmente em operação. Seu custo final deverá chegar à casa dos 800 milhões de euros.

Estes estudos permitirão o início da construção, em um prazo de 3 anos, de um telescópio com um desenho revolucionário, com conceitos desenvolvidos especialmente para instrumento destas dimensões, que irá mudar radicalmente a astronomia feita com telescópios baseados no solo.

Desde o final do ano passado o ESO vem trabalhando com os astrônomos e astrofísicos da comunidade européia para definir as características necessárias de um novo telescópio gigante nos meados da próxima década. Mais de uma centena de astrônomos de todos os países europeus estiveram envolvidos, durante o ano de 2006, auxiliando os projetistas do ESO para produzir um novo conceito, onde a performance, o custo, os resultados e os riscos foram cuidadosamente avaliados.

O conceito inovador foi apresentado a mais de 250 astrônomos reunidos em uma conferência em Marselha, na França, há duas semanas. Sua aceitação entusiástica reforçou a decisão do conselho do ESO de dar o próximo passo: o detalhamento do projeto da instalação completa.

"Ao final dos três anos de estudo do projeto detalhado, nós poderemos saber exatamente como tudo será construído, incluindo custos detalhados. Então poderemos iniciar a construção e ele estará pronto em 2017, quando poderemos instalar os instrumentos e usá-lo. Um telescópio deste tamanho não pode ser construído sem repensar completamente a maneira que construímos telescópios" disse Catherine Cesarsky, diretora geral do ESO.

O espelho primário de 42 metros de diâmetro será composto por 906 segmentos hexagonais, com 1,45 m de tamanho, enquanto que o secundário terá 6 metros de diâmetro. Para eliminar as distorções devidas à turbulência atmosférica é necessária a incorporação da óptica adaptativa. Um espelho terciário de 4,2 metros de diâmetro desviará a luz para o sistema de óptica adaptativa composta por dois espelhos de 2,5 metros suportados por mais de 5.000 atuadores para distorcer seu perfil mil vezes por segundo e um de 2,7 metros de diâmetro para as correções finais da imagem. Este sistema de cinco espelhos resultará em uma imagem de qualidade excepcional, sem aberrações significativas no campo de visão.

O local de instalação do E-ELT ainda não foi escolhido, mas estudos estão sendo realizados para permitir esta definição em 2008.

Telescópios extremamente grandes são considerados mundialmente como a mais alta prioridade para a astronomia baseada no solo. Eles permitirão um enorme avanço no conhecimento, permitindo estudos detalhados que incluem planetas circulando outras estrelas, os objetos mais antigos do universo, os super maciços buracos-negros e a natureza da matéria escura e da energia escura que domina o universo.

"Este é realmente o início de uma nova era para a astronomia óptica e infra-vermelha", disse Catherina Cesarsky.

Fonte: ESO News Release

28-dez-2006

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