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Aglomerados estelares

Observatório Phoenix
Dúvidas e Perguntas?

Cúmulos abertos
Cúmulos ou aglomerados abertos são grupos de estrelas que se formaram ao mesmo tempo, a partir de uma mesma nuvem de matéria interestelar. Com binóculos ou um pequeno telescópio, podemos ver uma grande quantidade deles espalhados pelo céu. Apesar da maioria mostrar apenas alguns componentes, com telescópios maiores ou fotografias de grande tempo de exposição, verificamos que chegam a centenas de estrelas. Normalmente são de pequenas dimensões, em torno de 30 anos-luz de diâmetro, e são relativamente novos. O aglomerado das Plêiades, um famoso cúmulo aberto na constelação de Taurus, tem cerca de 100 000 000 de anos, e suas estrelas ainda estão em formação. Quando observado ou fotografado em grandes telescópios, revelam muita nebulosidade em torno das estrelas, indicando que a matéria da nebulosa original ainda não se aglutinou completamente. Segundo a teoria, estas estrelas pertencem à População I, isto é, estrelas formadas por nuvens de hidrogênio e se concentram nos braços, no plano da Via Láctea. O estudo destes cúmulos tem grande importância no estudo da evolução das estrelas.

Cúmulos globulares
Os cúmulos globulares são formados por dezenas de milhares ou centenas de milhares de estrelas aglutinadas em forma de uma esfera difusa. São de grandes dimensões, na faixa de 300 anos-luz de diâmetro, e muito antigos, talvez 10 aeons (10 000 000 000 de anos). Suas estrelas foram formadas ao mesmo tempo de uma mesma nuvem de matéria, mas suas estrelas são muito mais estáveis e antigas, características da População II: estrelas com núcleo de elementos pesados, resultantes da explosão de estrelas muito mais antigas. Os cúmulos globulares se distribuem de maneira esférica, em torno do núcleo galáctico. O mais espetacular deles é w Centauri, o maior e mais brilhante de todo o céu, facilmente visto a olho nu, com magnitude = 3,7; tem mais de um milhão de estrelas e o diâmetro maior que a Lua. 47 Tucanae é outro exemplo, fácil de localizar perto da Pequena Nuvem de Magalhães, com o diâmetro de 30' e magnitude 4,0. O exemplo mais citado e fotografado entretanto, é M 13 - NGC 104 na constelação de Hercules, com 16' de diâmetro e magnitude = 5,9, já que do hemisfério norte os primeiros não podem ser observados.

Nebulosas
As nebulosas são nuvens de gás e poeira, que se acham espalhados pelo espaço interestelar, e que enxergamos de forma difusa. São os mais belos objetos celestes. Algumas delas estão formando estrelas, que as iluminam internamente, como a Grande Nebulosa de Órion, são as nebulosas de reflexão, outras são nuvens de gás expulsas pela explosão de uma estrela, que chamamos de nebulosas planetárias. Este nome foi dado porque as nuvens de gás, geralmente redondas e esverdeadas, se parecem com os planetas gasosos Urano e Netuno. A cor verde é devida ao oxigênio aquecido. Algumas são remanescentes de explosões de supernovas, como a Nebulosa do Caranguejo, M 1 na constelação Taurus.

Algumas nebulosas brilham devido à alta temperatura dos seus gases, são chamadas de nebulosas de emissão ou nebulosas brilhantes, enquanto outras são escuras, chamadas de nebulosas de absorção ou nebulosas escuras. As nebulosas de hidrogênio aquecido brilham com uma luz avermelhada. A nebulosa Cabeça de Cavalo, situada na região do asterismo das Três Marias, na constelação de Órion, é um bom exemplo do contraste entre nebulosas brilhantes e escuras. As nuvens brilhantes que estão por trás nos permitem ver o contorno da nebulosa escura. Na região do Cruzeiro do Sul, temos uma nebulosa escura, o Saco de Carvão, que nos impede de ver a galáxia ao fundo. As poucas estrelas que podemos ver nesta região, estão mais próximas, entre nós e a nuvem escura.

Galáxias
Antigamente se consideravam nebulosas as nuvens de Magalhães e "A Grande Nebulosa de Andrômeda", mas com o desenvolvimento e o aumento da abertura dos telescópios, pudemos verificar que estas "nuvens" são compostas por bilhões de estrelas e que se encontram muito mais longe do que supunham os astrônomos. Tratam se de galáxias. Os maiores aglomerados de estrelas que existem, contrastando com o vazio do universo. A Via Láctea é um galáxia enorme, com 100 000 anos-luz de diâmetro. É tão grande que quando olhamos em torno de nós, só podemos ver 1% de suas estrelas. O restante, inclusive o centro da galáxia, está bloqueado da nossa visão por nuvens de poeira escura. Seu estudo é feito em comprimentos de onda que conseguem atravessar toda esta matéria e chegar aos nossos radiotelescópios. A Galáxia de Andrômeda é maior que a Via Láctea e está a 2 400 000 anos-luz de distância! É tão grande e brilhante, que pode ser vista a olho nu. As Grande e Pequena nuvens de Magalhães são galáxias satélites da nossa Via Láctea e se encontram a 150 000 e 200 000 anos-luz de distância respectivamente.

As estrelas mais jovens se encontram nos braços externos, enquanto as mais antigas se concentram no núcleo das galáxias. Nas fotos, podemos ver claramente os braços mais azulados, resultado de estrelas mais quentes, enquanto o núcleo é amarelado pelas estrelas mais antigas e mais frias.

As galáxias podem ter as mais variadas formas, desde irregulares, como a Pequena Nuvem de Magalhães, esféricas, elípticas, em forma de disco e espirais, como a Via Láctea e a Galáxia de Andrômeda.

Edwin Hubble, um dos grandes astrônomos do século XX, fez, utilizando o grande telescópio Hale, de Monte Palomar, um extenso estudo das galáxias e comprovou que, excetuando o grupo local, todas as galáxias estão se afastando de nós. E quanto mais longe estão, mais depressa se afastam. Relacionando a distância com a velocidade, verificou que o resultado era constante e a ele foi dado o nome de Constante de Hubble. Este estudo gerou a teoria do Universo em Expansão, que está em discussão até hoje. O objetivo é definir um valor para a constante de Hubble e, através dele, aplicado aos modelos matemáticos, descobrir se o universo vai se expandir eternamente, ou, se ao fim de um longo tempo, ele voltará a se contrair.

 


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