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A Lua

Observatório Phoenix
Dúvidas e Perguntas?

Em relação ao tamanho da Terra, a Lua quase não pode ser considerada como um satélite, é mais um planeta, formando com a Terra um sistema planetário duplo. Tudo indica que ela tenha se formado simultaneamente à formação da Terra, mas existem algumas teorias que tentam explicar sua formação a partir do desmembramento de um pedaço da Terra, ou da captura orbital de um planetóide. 
Como astro mais próximo, contribuiu enormemente para o desenvolvimento das teorias astronômicas e para o estabelecimento dos calendários. Até hoje é o astro preferido de muitos observadores, com muitos e intricados desenhos, planícies, crateras, picos e vales. 

Sua superfície se apresenta cravejada de crateras devidas ao impacto de grandes meteoritos, que certamente também atingiram a Terra, mas conservadas pela falta da erosão e pela baixa gravidade, que as quase fez desaparecer na nossa superfície. Várias crateras, no entanto são de origem vulcânica, que têm características ligeiramente diferentes. Seu albedo, a taxa de reflexão da luz recebida, é muito baixo: apenas 0,07, colorindo sua superfície de cinza escuro, que contrastando com alguns pontos de material mais claro, destaca algumas características de seu relevo agressivo, de maneira mutante, dependendo do ângulo de incidência da luz do Sol. A face voltada para a Terra tem planícies extensas, que foram nomeadas de "mares" pelos antigos. O lado oposto, fotografado pela primeira vez em 1959 pela nave russa Luna 3, sem o escudo físico e gravitacional da Terra, é totalmente crivado de meteoritos e crateras geradas pelo vulcanismo, sem a presença de "mares".

Está entre as cinco maiores luas do sistema solar e tem a maior massa em relação ao planeta que orbita, apenas 81 vezes menor : 7,35 x 1022 kg . Está a uma distância média de 384 500 km e gira, assim como a Terra, em torno de um ponto, o centro de massa do sistema, que fica um pouco abaixo da superfície da Terra. 
No perigeu (do grego peri = perto, geo = terra) chega a 356 410 km e no apogeu (do grego apo = distante) a 406 680 km. Esta proximidade fez nascer o sonho da viagem interplanetária, finalmente realizado em 1969. Sua massa, aliada à pequena distância, gera uma grande perturbação gravitacional sobre os corpos da Terra, gerando uma maré que altera o nível dos oceanos, dispara movimentos sismológicos e retarda o movimento de rotação da Terra ao longo do tempo.

A primeira característica deste movimento é a sucessão de fases observada. Desde a Lua nova, quando a Lua está entre a Terra e o Sol, até retornar a este ponto, passando pela quarto crescente, cheia e quarto minguante, se passam 29,530 59 dias, ou um mês sinódico, também chamado de mês lunar ou lunação. Devido à distribuição irregular de sua massa, a Lua se mantém "travada" pelo campo gravitacional da Terra, apresentando a nós sempre a mesma face. Deste modo, o período de rotação coincide com o de translação.

Sua órbita tem uma inclinação de 5º 09' em relação ao plano da órbita da Terra e uma excentricidade relativamente grande de 0,055. Esta excentricidade é a causa da maior das librações. Libração é o nome adotado para definir os movimentos aparentes da Lua para um observador da Terra.

A maior é a libração em longitude. Como a Terra fica em um dos focos da órbita elíptica, e a rotação sideral da Lua é constante igual a 27,321 66 dias, e a translação se faz de maneira irregular no mesmo tempo (velocidade areolar), podemos ver da Terra uma fatia de 7º além dos horizontes leste e oeste da Lua.

Outro movimento aparente é a libração em latitude. Como o eixo norte-sul da Lua tem uma inclinação de 1º 30' em relação ao plano de sua órbita, e este tem uma inclinação de 5º em relação ao plano da órbita da Terra, conseguimos uma diferença de visualização de 6º 30', assim podemos observar alternadamente seus pólos.

Uma terceira libração é obtida pela rotação diária da Terra. Entre as observações da Lua no nascente e no poente, de um mesmo dia, temos uma variação de 12 750 km; o diâmetro da Terra. Estes dois pontos de vista também nos permitem ver a Lua sob ângulos diferentes, que geram uma paralaxe de 1º 54', aumentando a área observada. 
Estas três librações somadas nos permitem ver quase 60% da superfície da Lua.

Com uma pequena gravidade de 1,62 m/s2, a Lua não conseguiu reter uma atmosfera, o que pode ser comprovado pela ocultação de estrelas, que se apagam instantaneamente quando atingidas pelo seu bordo. Durante as missões Apolo foi comprovada a atividade sismológica, já observada da Terra. Um dos objetivos destas missões foi instalar em solo lunar, vários equipamentos de coleta de dados e refletores de sinais, que até hoje são usados para registrar a atividade interna e medir a distância através de raios laser. Em 1958 o pico central de Alphonsus entrou em erupção lançando gases e poeira que puderam ser observados da Terra.

Por uma coincidência feliz, o diâmetro aparente da Lua é quase igual ao do Sol, o que nos permitiu ter eclipses totais e anelares, e a oportunidade de estudar a corona solar. Um eclipse total do Sol é um dos fenômenos mais emocionantes que o homem pode observar. Do formato da sombra, durante os eclipses da Lua saíram as primeiras provas da esfericidade da Terra. Hoje temos mapas detalhados de toda a superfície, que permitem um estudo de todos os acidentes selenolográficos (do grego Selene = Lua), mas que ainda conseguem nos surpreender.

 


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