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Astronomia - FAQ - 92

Marcelo Moura - Observatório Phoenix
Prof. Luiz Ferraz Netto [Léo]

Pergunta:

- Se o fóton tem um tempo de vida infinito e como há sempre uma estrela seja qual for a direção para onde se olhe, não devia o céu à noite ser completamente branco e luminoso? Porque é que é escuro?

Resposta:

- O fóton não tem um tempo de vida infinito! Ele viaja pelo espaço à velocidade da luz, desde a sua criação, e é absorvido ao gerar uma imagem sobre um sensor ou nos nossos olhos. Como é uma partícula elementar, não pode ser "vista". Ele é a própria luz!
O astrônomo alemão Wilhelm Mathaeus Olbers (1758-1840) apresentou em 1826 uma teoria que postulava:
- o universo tem extensão infinita
- as estrelas são em número infinito
- as estrelas estão espalhadas uniformemente pelo espaço
- o brilho das estrelas é uniforme.
Daí concluiu que o fundo do céu deveria ser totalmente brilhante.
Esta teoria ficou conhecida como o
Paradoxo de Olbers.
Como o céu não é brilhante, podemos deduzir que:
- ou o universo não é infinito
- ou as estrelas não são em número infinito
- ou não estão uniformemente espalhadas pelo espaço.
- ou seu brilho não é uniforme.
Mais tarde Herschel conseguiu demonstrar que as estrelas se concentravam em grupos, aglomerados e galáxias.
Immanuel Kant (1724-1804) filosoficamente havia sugerido a existência dos universos-ilhas. Estas idéias foram consideradas como ficção científica até que os grandes telescópios revelaram a existência das galáxias.
Além disso, agora sabemos que o espaço interestrelar não está vazio, e contém uma grande massa de matéria escura, talvez muito maior que a massa da matéria brilhante que podemos ver.


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