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Motor gravitacional

Colaboração de
Marcelo Moura

Um modelo de moto contínuo clássico é o baseado na propriedade de atração do campo gravitacional terrestre, ou seja a gravidade. Se pudéssemos usar o próprio peso de massas para movimentar outras massas contra o campo gravitacional, este motor poderia funcionar. Para isso deveríamos usar um mecanismo com um ganho mecânico que conseguisse realizar o trabalho.

Imagine o seguinte dispositivo:

Trata-se de um disco com alavancas articuladas em torno de um eixo e seu movimento é limitado por batentes. O momento gerado pela alavanca estendida 1 é igual à sua massa multiplicada pela distância ao centro do disco, ou seja, um torque no sentido horário. O mesmo ocorre com a alavanca numero 2. Como sua rotação é impedida pelo bloco de encosto, este momento é transferido ao disco que gira para compensar a diferença. As alavancas 3 e 4 não se opõem ao movimento porque giram livres em seus eixos. As alavancas seguintes, 5 e 6 estão mais próximas do centro, e resultam em um momento menor. O centro de gravidade da alavanca 7 já ultrapassou a vertical do eixo e auxilia o movimento. Quando a alavanca 4 chegar ao batente, a numero 7 já terá ultrapassado seu ponto de equilíbrio e abrirá, resultando em um choque contra o batente, que impulsionará a roda.

Esta descrição se baseia na hipótese que a soma dos momentos (torque) gerados pelas barras é assimétrica, o que não é verdade.

Outro dispositivo interessante, baseado no mesmo princípio é o seguinte:

Imagine um disco com ranhuras em forma de D que alojam pesadas esferas. Do mesmo modo que o anterior, o momento (torque) gerado pelas massas 1 e 2 gira o disco no sentido horário. As massas 3 e 4 estão sendo movimentadas para cima, mas em uma rampa suave, onde rolam livremente. O momento gerado pela massa 5 é muito pequeno, já que está próximo à linha vertical que passa pelo eixo. Quando a massa ultrapassar esta linha ela rolará para a extremidade de seu canal, próxima à parte exterior do disco, gerando um momento extra que irá dar continuidade ao movimento.

Este movimento também é resultante da possibilidade que a soma dos momentos seja diferente de zero, o que contraria os cálculos.

Marcelo
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Eis mais uma engenhoca para os consulentes do Feira avaliarem e informarem onde está o ´furo´ nesta montagem; em suma, porque não funcionará. Fico no aguardo,

Léo


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